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Brassaï


brassai3Um dos fotógrafos mais célebres de seu tempo, Brassaï registrou Paris de forma irreverente. A noite parisiense exerceu um enorme fascínio sobre ele, que não cansou de fotografá-la. Agora, uma amostra desses registros - 98 fotografias em branco e preto - estarão em Fortaleza. É a exposição Brassaï, em cartaz no Espaço Cultural Unifor a partir do dia 2 de março.  

Artista de origem húngara, Brassaï adotou Paris após a Primeira Guerra Mundial e se transformou em um de seus fotógrafos mais consagrados. Ele, cujo nome de batismo é Gyula Halász, foi membro da elite cultural de Paris, estando Miller, Picasso, Sartre, Camus e Cocteau, entre seus amigos.
       
Histórico

Nascido como Julius Halasz em 1899, em Brasso, na Transilvânia (parte da Romênia que estava sob o domínio austro-húngaro), Brassaï, pseudônimo que utilizava como estandarte, sonhava com a França, por seu idioma e pela cultura que seu pai, professor de francês na universidade, relatava.

brassaiConheceu Paris quando tinha 4 anos e prometeu voltar para lá para estudar, mas a chegada da primeira Guerra Mundial interrompe o seu sonho. Após servir no exército austro-húngaro, ele, como todos os cidadãos de países inimigos, foram proibidos de morar na França. Em 1921, vai para Budapeste, onde passa a frequentar a Academia de Belas Artes e estuda desenho, pintura e escultura. Não demorou muito para que Brassaï se tornasse popular devido à sua curiosidade e senso de amizade. Entre seus amigos, estavam artistas de vanguarda como Kandinsky, Kokoschka, Moholy-Nagy, além de músicos reconhecidos como Verese e aquele que fora seu melhor amigo, o pintor húngaro Lajos Tihany.

Chega à França em 1924 acreditando que seus talentos serão desenvolvidos em Paris. Para resolver os problemas financeiros, faz charges para jornais franceses e alemães, além de enviar com frequência para revistas húngaras, austríacas ou romenas colunas sobre assuntos como críticas de exposições, análises de concertos, artigos sobre o Salão da Agricultura, entre outros.

Contudo, os redatores-chefes de jornais para os quais Brassaï colabora começam a fazer pedidos para que ele acrescente fotografias às suas crônicas. Então ele começa a pedir aos seus amigos fotógrafos que colaborem com ele antes mesmo que ele enveredasse pela fotografia. As primeiras imagens feitas por Brassaï foram realizadas em 1929, quando o artista percebe que esta mídia permite expressar emoções estéticas que ele não atingiria através da figura.

brassai2Brassaï então passa a desenvolver um gosto pelo estranho, pelo diferente e pela vida noturna. Lança o livro com suas 64 fotografias em 1932 e logo torna-se uma verdadeira revelação, colocando-o em contato com revistas de arte e publicações de renome internacional. Passa a publicar regularmente no Minotaurem, onde a série sobre as madréporas e as esculturas involuntárias lhe valem a admiração de Salvador Dalí e André Breton.

De acordo com a curadora da exposição, Agnes de Gouvion, mesmo que sua vida tenha se estirado ao longo de suas publicações, Brassaï tinha consciência da obra imensa que realizou. Henry Miller, que o apelidara de “O olho de Paris”, resumia assim seu amigo: “Bastavam poucas horas ao lado dela para ter a impressão de estar sendo levado para uma grande peneira que guarda um pouco de tudo o que contribui para exaltar a vida”.

Serviço - Brassaï

Abertura | 1º de março de 2011
Visitação | 2 de março a 1º de maio de 2011
Aberta ao público de segunda a domingo, das 9h30 às 18h30, no Espaço Cultural Unifor Anexo
Entrada gratuita | Estacionamento no local
Agendamento de visitas guiadas para grupos de visitantes | 85 3477 3319