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Acervo da Fundação Edson Queiroz | Artistas apresentados

O Acervo da Fundação Edson Queiroz reúne 52 peças raras, entre pinturas, gravuras e esculturas, criadas por 28 dos mais representativos nomes da arte brasileira do século XX. Estão nela representados os principais artistas da primeira geração modernista: Candido Portinari, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Oswald Goeldi, Lasar Segall, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti. Há ainda obras de pintores e escultores que se destacaram na geração seguinte, caso do pintor cearense Antonio Bandeira.

-acervofeq_tarsiladoamaralTarsila do Amaral
Nascida em Capivari, São Paulo, em 1886, a pintora é um ícone da arte moderna brasileira. Em 1920, viajou para Paris, onde estudou com grandes nomes da arte francesa. Em 1922, em São Paulo, pintou os retratos de Mário e Oswald de Andrade. A partir daí, começou a participar ativamente do movimento modernista, juntamente com Oswald, com quem se casou em 1926. Em 1928, pintou sua obra mais famosa, Abaporu, que causou considerável celeuma no meio artístico.

Antonio Bandeira
Nasceu em Fortaleza, em 26 de maio de 1922. Autodidata, em 1941, ajudou a criar um Centro Cultural em Fortaleza e, em 1944, fundou a Sociedade Cearense de Belas Artes. Em 1945, participou de uma exposição que o contemplou com uma bolsa de estudos na França. Em Paris, frequentou a Escola Superior de Belas Artes e a Académie de La Grande Chaumière. De volta ao Brasil, em 1951, instalou-se no ateliê do escultor José Pedrosa. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte.

Flávio de Carvalho
Flávio Resende de Carvalho nasceu no dia 10 de agosto de 1899, em Amparo da Barra Mansa, RJ. Mudou-se para São Paulo em 1900. Em 1911, foi para Paris estudar na Lycée Janson de Sailly. Já em 1934, participou do I Salão Paulista de Belas Artes e fez sua primeira exposição individual. Em 1947, realizou os desenhos da série Minha Mãe Morrendo, em que registra a agonia da própria mãe. Recebeu sala especial na XI Bienal e participou do Panorama da Arte Brasileira, no MAM. Faleceu em 4 de junho de 1973.

Milton Dacosta
Nascido em Niterói, RJ, em 1915, foi pintor, desenhista, gravador e ilustrador. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes e, em 1931, criou o Núcleo Bernardelli. Na década de 40, recebeu uma viagem como prêmio pelo Salão Nacional de Belas Artes e foi para Nova York, onde estudou no Art’s Students League of America e expôs seus trabalhos. Na Europa, estudou na Académie de La Grand Chaumière. Retornou ao Brasil em 1947, onde abriu ateliê com a pintora Djanira Motta e Silva. Faleceu em 1988, no Rio de Janeiro.

-acervofeq_vicentedoregomonteiroVicente do Rego Monteiro
Nasceu em Recife, em 1899. Foi um artista múltiplo: pintor, desenhista, muralista, escultor e poeta. Frequentou a Academia Julian em Paris, de 1911 a 1914, voltando ao Brasil para morar no Rio de Janeiro. Expôs na Semana de Arte Moderna de 1922 enfatizando temas nacionais. Em 1930, depois de uma longa estada em Paris, trouxe a exposição da Escola de Paris a Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Contido nas cores e contrastes, suas obras nos reportam a um clima místico e metafísico.

Ernesto de Fiori
Nasceu em Roma, em 1884, e faleceu em São Paulo, em 1945. Na década de 30, já era considerado um escultor famoso na Europa, mas a pressão nazista o fez mudar, em 1936, para o Brasil, onde voltou-se para a pintura e o desenho. Mesmo valorizado na Europa, no Brasil não foi bem recebido pelos intelectuais paulistas, apesar de ter participado das principais exposições dos anos 30 e 40, como Salões de Maio, Salões da Família Artística Paulista e Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos.

Di Cavalcanti
Nasceu em 1897, no Rio de Janeiro, onde viveu e trabalhou até 1976. Foi um dos primeiros artistas a pintar a realidade brasileira como favelas, festas populares e operários. Expôs em galerias de Bruxelas, Amsterdã, Paris e Londres. Na Europa, conheceu artistas como Picasso, Leger e Matisse. Em 1932, fundou o Clube dos Artistas Modernos. Entre outros prêmios, recebeu o da Mostra Internacional de Arte Sacra na Itália. Em 1961, elaborou a tapeçaria do Palácio da Alvorada e pintou a Via Sacra da Catedral de Brasília.

Cícero Dias
Nasceu em 1907, na cidade de Escada, Pernambuco. Estudou pintura no Rio de Janeiro e, em 1927, realizou sua primeira exposição individual. Em 1928, abandonou a Escola de Belas Artes e passou a se dedicar apenas à pintura. Em 1937, expôs em Nova York e se fixou definitivamente em Paris, onde se tornou amigo de Picasso e do poeta Paul Éluard. De 1943 a 1965, participou de várias exposições pela Europa. Em 1981, o Museu de Arte Moderna (MAM) realizou retrospectiva de sua obra.

-acervofeq_djaniradamottaDjanira da Motta e Silva
Nasceu em Avaré, SP, em 1914, e faleceu no Rio de Janeiro 65 anos depois. Foi pintora, desenhista, ilustradora e cenógrafa. Aos 23 anos, foi internada com tuberculose em São José dos Campos, onde fez seu primeiro desenho: Cristo no Gólgota. Mudou-se para o Rio de Janeiro por causa do ar puro. Expôs no 48ª Salão Nacional de Belas Artes, em 1942, e em seguida realizou sua primeira mostra individual. Entre 1953 e 1954, estudou artes na União Soviética. É considerada a mais autenticamente pintora brasileira.

Antônio Gomide
Nasceu em 1895, em Itapetininga, SP. Pesquisador aplicado, foi pintor, desenhista, gravador, escultor e professor de artes plásticas. Mudou-se para a Suíça em 1913, onde estudou na Academia de Belas Artes de Genebra. De volta ao Brasil, em 1929, aproximou-se do movimento de renovação das artes plásticas, fundando a Pró-Arte Moderna em 1932. Deu aulas no MAM e foi cenógrafo da Companhia Vera Cruz. Nos anos 60, passou a se dedicar à escultura. Faleceu em Ubatuba, SP.

-acervofeq_anitaFranz Krajcberg
Nasceu na Polônia, em 1921. Escultor, pintor e fotógrafo, estudou artes e engenharia na Universidade de Leningrado e foi oficial do exército polonês na Segunda Guerra Mundial. Em 1948, migrou para o Brasil e fixou-se em São Paulo, participando da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde naturalizou-se brasileiro. Ao constatar a devastação de nossas florestas, declarou: “Minha obra é um manifesto, eu mostro o crime, o abismo. Não faço esculturas: procuro formas para o meu grito”.

Anita Malfatti
Nasceu em São Paulo, em 1889. Em 1910, foi para Berlim estudar na Academia de Belas Artes. Em 1914, retornou ao Brasil para, logo em seguida, ir estudar na Arts Students League of New York. Em 1916, retornou ao Brasil e formou com Tarsila do Amaral, Mário e Oswald de Andrade e Menotti Del Pichia o Grupo dos Cinco. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna. Entre 1923 e 1928, viveu em Paris. Retornou a São Paulo em 1928. É considerada a primeira representante do modernismo no Brasil.

José Pancetti
Nasceu em Campinas, em 1902, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1958. Devido a problemas financeiros, foi viver em Massa-Carrara (Itália), na casa de seus avós. Lá trabalhou como marceneiro e aprendiz de marinheiro. Em 1920, voltou ao Brasil, onde trabalhou em diversos ofícios. Alistou-se na marinha brasileira e, nesse período, pintou suas primeiras obras. No final da década de 20, estudou na Escola de Auxiliares e Especialistas e entrou para o Núcleo Bernardelli, onde aprimorou sua técnica.

Antônio Dias
Nasceu em Campina Grande, em 1944. Artista multimídia, aprendeu com o avô as técnicas primordiais de desenho. Aos 15 anos, foi para o Rio de Janeiro estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1965, recebeu uma bolsa de estudos do governo da França. Após viver em Paris, montou um ateliê em Milão e lá residiu por 20 anos. De volta ao Brasil, foi professor da Universidade Federal da Paraíba e criou o Núcleo de Arte Contemporânea. Integrou mostras como a Bienal de Veneza e a Bienal Internacional de São Paulo.

-acervofeq_portinariCandido Portinari
Nasceu em Brodowski, SP, em 1903. Estudou na Escola de Belas-Artes do Rio de Janeiro e finalizou seus estudos na Itália. Em 1935, foi premiado em Nova York por sua obra “Café”. Daí em diante, seu talento se tornou mundialmente conhecido. Participou da elite intelectual brasileira durante a ascensão da arte moderna. Foi o único artista brasileiro a participar da exposição 50 Anos de Arte Moderna, no Palais des Beaux Arts, Bruxelas, em 1958. Faleceu em 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.

Inimá de Paula
Nasceu em 1918, na pequena cidade mineira de Itanhomi, MG. No início dos anos 40, residiu em Fortaleza, juntando-se a um grupo de artistas locais como Aldemir Martins, Antonio Bandeira e outros notáveis que fizeram parte do movimento modernista de Fortaleza. Inimá foi um artesão das cores e é considerado um fauvista brasileiro. Morou no Rio de Janeiro, onde pintou as paisagens de Santa Tereza. Antes de sua morte, foi criada a Fundação Inimá de Paula. Faleceu no ano de 1999.

José Antônio da Silva
Nasceu em 1909, na cidade de Sales Oliveira, interior de São Paulo. Foi pintor e escritor, considerado o maior naïf do Brasil. Semialfabetizado, escreveu livros como “Romance de minha vida”, “Maria Clara”, “Sou pintor, sou poeta”. Em 1930, fez sua primeira exposição em São José do Rio Preto, SP. Em 1966, criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de Rio Preto. Ainda nesse ano, além de coletivas em Moscou e Paris, foi distinguido com Sala Especial na Bienal Internacional de Veneza.

Arcangelo Ianelli
Pintor, escultor, ilustrador e desenhista, nasceu em São Paulo, em 1922. Em 1940, estudou perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e recebeu orientação em pintura de Colette Pujol. Produziu cenas cotidianas, paisagens urbanas e marinhas que revelam grande síntese formal e uma gama cromática em tons rebaixados. Atuou como escultor desde a metade da década de 1970, quando realizou obras em mármore e em madeira. Faleceu em 2009 aos 86 anos.

Domenico Calabrone
Nasceu na Itália, em 1928. Foi escultor, pintor, gravador, designer de joias e cenógrafo. Entre 1948 e 1951, estudou em Roma, onde se especializou em técnicas de fundição, mosaico e colagem. Mudou-se para o Brasil em 1954 e realizou sua primeira mostra individual em 1956. Liderou o movimento de arte fractal no fim da década de 1980. Em 1991, foi homenageado com uma sala especial durante o Salão Paulista de Belas Artes. Em 1992, realizou sua última exposição individual, no MAM de Campinas. Faleceu em 2000, em São Paulo.

Aldo Bonadei
Nasceu em São Paulo, em 1906. No começo dos anos 30, foi para a Itália estudar na Academia de Belas Artes de Florença, retornando a São Paulo e integrando-se ao Grupo Santa Helena. Percorreu os mais variados gêneros, em retratos, nus, paisagens, naturezas-mortas e abstrações informais e geométricas. Teve importante atuação entre os anos 1930 e 1940 na consolidação da arte moderna paulista e foi um dos pioneiros no desenvolvimento da arte abstrata no Brasil.

-acervofeq_lazarLasar Segall
Nasceu em 1891, em Vilnius, Lituânia. Pintor, desenhista, gravador e escultor, foi um dos introdutores do modernismo no Brasil. Foi discípulo de Antokolski, um dos mais importantes escultores russos do séc. XIX. Com 15 anos, instalou-se em Berlim, onde ganhou o prêmio Max Lieberman. Em 1913, veio para o Brasil, expondo em São Paulo e Campinas. Foi peça central do modernismo, atuando como um contraponto alemão às influências francesas. Fundou a Sociedade Paulista de Arte Moderna (SPAM).

Ismael Nery
Nasceu em Berlim, em 1900. É considerado um dos percursores do surrealismo no Brasil. Viajou pela Europa em 1920, frequentando a Academia Juliano, em Paris. Em 1922, realizou obras de tendência expressionistas. Em 1926, deu início ao essencialismo, seu sistema filosófico de fundamentação católica e neotomista. Em 1927, voltou à Europa, onde entrou em contato com surrealistas como Marc Chagall. Seus temas remetem à filosofia humana. Morreu jovem, aos 33 anos.

José Bento
Escultor autodidata, nasceu na cidade de Salvador, no ano de 1962. Na década de 1980, realizou pequenas esculturas com materiais como palitos de picolé, retratando cenas cotidianas que assumiam por vezes um caráter essencialmente surrealista. A partir da década de 1990, passou a realizar trabalhos de grandes dimensões. A presença de símbolos relacionados à morte e à religiosidade é uma constante em sua poética.

Luiz Hermano
Nasceu em Cascavel, Ceará, em 1954. Estudou edificações na Escola Técnica Federal do Ceará. De Fortaleza, seguiu para Brasília, morou no Rio de Janeiro e foi para São Paulo, onde reside atualmente. Morou em Paris entre 1984 e 1985. Participou de duas Bienais Internacionais de São Paulo, em 1987 e 1991, e expôs no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Na década de 1980, desenvolveu obras tridimensionais utilizando materiais diversos, entre eles madeira, bambu, arames de cobre, alumínio e ferro.

Oswald Goeldi
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1895. Foi desenhista, ilustrador, gravurista e professor. Até os 6 anos de idade, viveu em Belém, depois se mudou para a Suíça, estudando no Liceu de Artes e Ofícios de Genebra. No mesmo ano, realizou sua primeira exposição individual em Berlim e, em 1919, retornou ao Rio de Janeiro. A partir de 1923, dedicou-se à xilogravura e fez ilustrações para revistas, livros e periódicos. Sua obra integrou exposições póstumas no Brasil, Argentina, França, Portugal, Suíça e Espanha.

-acervofeq_alfredovolpiAlfredo Volpi
Nasceu em Lucca, Itália, em 1896, e chegou ao Brasil em 1898. Realizou sua obra avesso a correntes de épocas, conquistando lugar definitivo no panorama da arte brasileira moderna. Participou de várias bienais, tanto de São Paulo como de Veneza. Na década de 1950, evoluiu para o abstracionismo geométrico, de que é exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. Recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na segunda Bienal de São Paulo, em 1953. Faleceu em 1988, em São Paulo.

Samson Flexor
Nasceu em 1907, em Soroca, Romênia. Foi pintor, desenhista e professor. Em 1924, mudou-se para Paris e entrou na Escola de Belas Artes e na Academia Ranson. Participou dos Salões de Outono, das Tulherias e dos Independentes. Transferiu-se para o Brasil em 1946, fixando-se em São Paulo, onde fundou o atelier Abstração. Foi precursor da pintura abstrata no Brasil e marcou presença na vanguarda internacional. Participou da Bienal de Veneza de 1954 e diversas vezes da Bienal de São Paulo.

Bruno Giorgi
Nasceu em Mococa, São Paulo, em 1905. Foi escultor e professor. Filho de imigrante italiano, em 1911, mudou-se para Roma e, no início da década de 1920, estudou desenho e escultura. Em 1937, em Paris, frequentou as academias La Grand Chamiére e Ranson. Em 1939, de volta a São Paulo, trabalhou com os artistas do grupo Santa Helena. Em 1943, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde instalou um ateliê na Praia Vermelha e deu aulas para, entre outros artistas, Francisco Stockinger.