A Maldição do Vale Negro
O melodrama A Maldição do Vale Negro é uma requintada e deliciosa paródia do melodrama clássico, com Camila Pitanga, Marcos Breda, Mário Borges e Leonardo Netto, Bruno Garcia, Stela Freitas e Carolina Virguez
Criado a quatro mãos pelo escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996) e o diretor teatral Luiz Arthur Nunes, nos anos 90 o espetáculo foi premiado com o Prêmio Moliére, nas categorias Melhor Texto e Melhor Cenário.
A história ocorre na primavera de 1834, na província de Castelfranc, França, no castelo dos Belmont, que se ergue imponente no alto do Vale Negro. Agatha, a velha e corcunda governanta, prepara a beberragem medicinal do último descendente da nobre linhagem, conde Maurício, que, doente e envergado pelos anos, cochila em seu recamier.
Com o frescor e a inocência de costume, Rosalinda, uma pobre órfã acolhida na tenra infância pela generosidade do velho fidalgo, hoje com 19 anos, volta de seu habitual passeio pelo bosque trazendo flores e frutos silvestres. Subitamente a cascata que corre no Vale interrompe seu fluxo de paz e ouvem-se ao longe, brados tétricos e inumanos, pressagiando que algo terrível está por acontecer. É a maldição do Vale Negro. E, como nem tudo e nem todos são o que parecem ser, até que a paz volte a reinar na mansão dos Belmont, muitas reviravoltas estão a caminho.
Datas de apresentação | 15, 16 e 17 de abril de 2005
Ficha Técnica
Texto: Caio Fernando Abreu e Luiz Arthur Nunes
Direção: Luiz Arthur Nunes
Elenco: Camila Pitanga, Marcos Breda, Bruno Garcia, Mario Borges, Leonardo Netto, Alice Borges, Carolina Virguez
Narração (em off): Paulo Autran
Cenário original: Alziro Azevedo, adaptação Fábio Passos
Figurino: Marcelo Pies
Iluminação Samuel Betts
Trilha Sonora: Wesley Coll
Direção de Produção: Maria Helena Alvarez
Produtores Associados: Camila Pitanga, Marcos Breda e Caravana Produções
Produção Local: Mario Alves
Realização: Universidade de Fortaleza