A obra de uma das maiores escritoras do país está ao seu alcance. A Coleção Rachel de Queiroz reúne grande parte do acervo bibliográfico da cearense e está aberta para visitação e consulta.
Composto por 2.669 títulos e 2.893 exemplares, o acervo foi doado à Universidade de Fortaleza pelo Instituto Moreira Salles (IMS), que detinha o acervo desde 2006.
Ao acolher esse material, a Unifor democratiza o acesso a um patrimônio de valor inestimável, essencial para a pesquisa e preservação da literatura brasileira.
Entrada gratuita. A visita para grupos é feita sob agendamento.
Rachel de Queiroz: Perfil
Consagrada como a romancista de “O Quinze”, lançado quando ainda jovem, Rachel de Queiroz está entre as maiores escritoras do Brasil. Primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras, com prosa vigorosa e enxuta, Rachel foi jornalista, tradutora, cronista prolífica e dramaturga. Escreveu peças de teatro e publicou grande número de crônicas nos principais jornais e revistas do Brasil, nos quais integrou o time de mestres no gênero.
Rachel Franklin de Queiroz nasceu em Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910, filha do bacharel em Direito Daniel de Queiroz e da professora Clotilde Franklin de Queiroz. Mas foi na Fazenda do Junco, propriedade da família no município de Quixadá, no sertão cearense, que recebeu educação intelectual, dada pela mãe.
Desde o primeiro artigo, em forma de carta, que, aos 16 anos, publicou no jornal O Ceará, já revelou a graça, a naturalidade e o tratamento do fait-divers próprios da crônica, gênero que não abandonaria durante toda a sua longa vida.
Em seguida, Rachel partiu para a colaboração em outros periódicos da cidade, naquela década de 1920 em que, em todo o país, ouvia-se o clamor de Mário de Andrade, com sua campanha de “abrasileiramento do Brasil”. Em resposta à convocação do líder modernista, Rachel de Queiroz ligou-se ao grupo irreverente do suplemento literário Maracajá, do jornal O Povo, até que, em agosto de 1930, aos 20 anos incompletos, surpreendeu o Brasil com "O Quinze", romance sobre a grande seca de 1915 que lhe garantiu o reconhecimento imediato da crítica e o prestigioso prêmio da Fundação Graça Aranha, em 1931.
Em 1927, após uma publicação com o pseudônimo “Rita de Queiroz” no Jornal do Ceará, Rachel é convidada para colaborar nesse jornal. Nele, começa a publicar diversas crônicas e a trabalhar como repórter.
Foi militante política e filiada ao Partido Comunista Brasileiro desde 1930.
Em 1932, casa-se com o poeta José Auto da Cruz Oliveira, separando-se em 1939. No ano seguinte, casa-se novamente com o médico Oyama de Macedo, com quem permanece até seu falecimento, em 1982.
Em 1992, escreveu o romance “Memorial de Maria Moura”, o qual lhe conferiu o "Prêmio Camões". Aos 92 anos, no dia 4 de novembro de 2003, na cidade do Rio de Janeiro, descansando em sua rede, falece Rachel de Queiroz.
Possuidora de uma vasta obra, Rachel de Queiroz escreveu romances, contos e crônicas, com destaque para ficção social nordestina. Além disso, escreveu literatura infanto-juvenil, antologias e peças de teatro.
📚 Conheça a Coleção Cultural da Biblioteca Central da Unifor
A Coleção apresenta um panorama diversificado de produções e saberes:
- Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel: reúne a riqueza da literatura de cordel e suas manifestações artísticas;
- Coleção Rachel de Queiroz: apresenta o legado literário da autora cearense, através da sua coleção pessoal com obras, documentos e objetos;
- Coleção Diário do Nordeste: registra décadas de acontecimentos por meio de suas edições impressas, sendo uma fonte essencial à compreensão e à memória da sociedade, registrando acontecimentos que marcaram diferentes períodos da nossa história.
Coleção Rachel de Queiroz
(85) 3477-3169
Biblioteca Central
Agendamentos: Seg. a Sex.: 8h às 21h | Sáb.: 9h às 13h









