Coleção Rachel de Queiroz

Uma foto antiga da escritora Raquel de Queiroz está em destaque.

 

A Coleção Rachel de Queiroz está pertinho de você!

Grande parte do acervo bibliográfico da escritora cearense Rachel de Queiroz está aberta à visitação e consulta no 1º piso da Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Formada por 3.100 itens, sendo 2.800 livros e cerca de 300 periódicos, a Coleção Rachel de Queiroz foi doada à Unifor pelo Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro, que havia adquirido o acervo em 2006.

Ao abrigar a Coleção Rachel de Queiroz, a Unifor permite o acesso dos cearenses a um acervo de valor histórico inestimável e de grande relevância para a pesquisa e preservação da literatura brasileira.

Venha visitar essa fabulosa coleção. A entrada é gratuita. A visita para grupos é feita sob agendamento.

 

Informações para contato

Coleção Rachel de Queiroz. Funcionamento: de segunda a sexta-feira das 8h30min às 17h. Aos sábados de 8h às 13h. Visitas em grupo mediante agendamento. Acesso gratuito.

  • Fone de contato: (85) 3477.3169
  • Endereço de contato: Biblioteca Central da Unifor (1º Piso)

Perfil: Rachel de Queiroz

Consagrada como a romancista de “O Quinze”, lançado quando ainda jovem, Rachel de Queiroz está entre as maiores escritoras do Brasil. Primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras, com prosa vigorosa e enxuta, Rachel foi jornalista, tradutora, cronista prolífica e dramaturga. Escreveu peças de teatro e publicou grande número de crônicas nos principais jornais e revistas do Brasil, nos quais integrou o time de mestres no gênero.

Rachel Franklin de Queiroz nasceu em Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910, filha do bacharel em Direito Daniel de Queiroz e da professora Clotilde Franklin de Queiroz. Mas foi na Fazenda do Junco, propriedade da família no município de Quixadá, no sertão cearense, que recebeu educação intelectual, dada pela mãe.

Desde o primeiro artigo, em forma de carta, que, aos 16 anos, publicou no jornal O Ceará, já revelou a graça, a naturalidade e o tratamento do fait-divers próprios da crônica, gênero que não abandonaria durante toda a sua longa vida.

Em seguida, Rachel partiu para a colaboração em outros periódicos da cidade, naquela década de 1920 em que, em todo o país, ouvia-se o clamor de Mário de Andrade, com sua campanha de “abrasileiramento do Brasil”. Em resposta à convocação do líder modernista, Rachel de Queiroz ligou-se ao grupo irreverente do suplemento literário Maracajá, do jornal O Povo, até que, em agosto de 1930, aos 20 anos incompletos, surpreendeu o Brasil com O Quinze, romance sobre a grande seca de 1915 que lhe garantiu o reconhecimento imediato da crítica e o prestigioso prêmio da Fundação Graça Aranha, em 1931.

Em 1927, após uma publicação com o pseudônimo “Rita de Queiroz” no Jornal do Ceará, Rachel é convidada para colaborar nesse jornal. Nele, começa a publicar diversas crônicas e a trabalhar como repórter.

Foi militante política e filiada ao Partido Comunista Brasileiro desde 1930.

Em 1932, casa-se com o poeta José Auto da Cruz Oliveira, separando-se em 1939. No ano seguinte, casa-se novamente com o médico Oyama de Macedo, com quem permanece até seu falecimento, em 1982.

Em 1992, escreveu o romance “Memorial de Maria Moura”, o qual lhe conferiu o "Prêmio Camões". Aos 92 anos, no dia 4 de novembro de 2003, na cidade do Rio de Janeiro, descansando em sua rede, falece Rachel de Queiroz.

Possuidora de uma vasta obra, Rachel de Queiroz escreveu romances, contos e crônicas, com destaque para ficção social nordestina. Além disso, escreveu literatura infanto-juvenil, antologias e peças de teatro.

 

Atendimento via chat
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