angle-left Projeto de mobilidade visa otimizar acesso à Universidade de Fortaleza

Qui, 3 Outubro 2019 16:46

Projeto de mobilidade visa otimizar acesso à Universidade de Fortaleza

Realizada em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, a iniciativa consta da aplicação de uma pesquisa online


Questionário tem por objetivo planejar o acesso ao campus e a mitigar questões relacionadas à mobilidade urbana em Fortaleza (Foto: Ares Soares)
Questionário tem por objetivo planejar o acesso ao campus e a mitigar questões relacionadas à mobilidade urbana em Fortaleza (Foto: Ares Soares)

Alunos de todos os bairros da capital e de municípios circunvizinhos visitam diariamente o Campus da Universidade de Fortaleza. As distâncias são as mais diversas e, principalmente em horários de pico, tornam-se empecilho para o deslocamento rápido de alunos e funcionários. Com o objetivo de aperfeiçoar o acesso desses públicos, a Universidade de Fortaleza e a Prefeitura estão desenvolvendo em parceria um projeto de mobilidade urbana.

O professor Euler Sobreira, do curso de Arquitetura e Urbanismo, ressalta que a ideia do projeto surgiu pelo fato de a Universidade de Fortaleza possuir a população de uma cidade de pequeno porte. “São cerca de 30 mil pessoas, entre professores, alunos e funcionários, que chegam ao Campus quase todas no mesmo horário. Então, há um grande fluxo de veículos em horários de pico”, frisa.

O projeto desenvolvido pela Unifor e Prefeitura de Fortaleza consta da realização de uma pesquisa entre os alunos, professores e funcionários da instituição para entender as necessidades de cada um e poder, assim, aperfeiçoar a mobilidade urbana da melhor forma possível.

“É muito importante para a gente que a maior quantidade de pessoas responda ao questionário, para que assim possamos desenvolver as melhores estratégias de mobilidade para a instituição e o espaço urbano da capital”, ressalta o professor Euler. A pesquisa será feita por meio de um questionário online.

Otimização dos transportes

Alguns dos fatores que podem ser melhorados e que podem contribuir para a diminuição no número de veículos circulando nas vias, segundo o professor Euler, é a substituição do veículo particular pelo transporte coletivo e também o deslocamento a pé ou de bicicleta. Para isso, é necessária otimização dos transportes e melhorias nas estruturas urbanísticas da capital. “O objetivo é a substituição do veículo particular por outros transportes. Nos percursos mais curtos, a intenção é que as pessoas andem mais a pé ou de bicicleta. Já para percursos mais longos, a intenção é a utilização de um transporte coletivo até determinado local e completar o percurso a pé”, destaca.

Outras importantes melhorias para o desenvolvimento da mobilidade é o nivelamento e desocupação das calçadas, que muitas vezes são ocupadas por cadeiras de estabelecimentos ou outras finalidades. Além disso, há também a necessidade do sombreamento da cidade, pois, com a média térmica muito elevada da nossa capital, é preciso ter uma cobertura vegetal maior para reduzir a sensação térmica, trazendo as pessoas para caminhar com tranquilidade pelas ruas e, consequentemente, reduzir o número de veículos circulando.

Os benefícios seriam inúmeros, como a diminuição de deslocamento, estresse, ilícitos no trânsito, entre outras pontos. “Precisamos equacionar esse problema aqui na instituição, e, resolvendo o problema aqui, ele terá um impacto positivo no espaço urbano da cidade”, complementa.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.