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Teatro Celina Queiroz recebe o espetáculo Corte Seco

A peça é a última parte da premiada trilogia de Conjugado e A Falta que Nos Move

Dentro da programação do Projeto Teatro Celina Queiroz Grandes Espetáculos, a Unifor oferece ao público cearense a peça Corte Seco, da diretora Christiane Jatahy e da Cia. Vértice de Teatro. O espetáculo parte da ideia de mostrar as bruscas interrupções que acontecem na vida e – em um exercício de metalinguagem – os cortes na narrativa teatral. Um dos diferenciais da peça é que, em cena, a diretora fará edições de parte do espetáculo diariamente, mudando a ordem de cenas e cortando em pontos diferentes.

A montagem do espetáculo começou em junho, reunindo parte da Cia. Vértice de Teatro (as atrizes Cristina Amadeo e Daniela Fortes) com outros sete atores: Eduardo Moscovis, Thereza Piffer, Felipe Abib, Ricardo Santos, Stella Rabello, Paulo Dantas, Branca Messina, Marjorie Estiano e Leonardo Netto. Nesse período, todos levavam histórias pessoais, processos judiciais, notícias de jornal e outras referências que, aos poucos, iam se transformando em cenas. Responsável por transformar esse material em uma dramaturgia final, Christiane concebeu o texto com situações que se entrelaçam e se sobrepõem, formando uma espécie de mosaico, onde o real e o ficcional são separados por uma linha nem sempre perceptível.

“A peça deixa todas as estruturas de dramaturgia aparentes. A plateia percebe como os atores constroem o espetáculo ao vivo, ainda mais pela minha presença no palco, junto com os operadores de som e de luz, que também recriam sua parte do trabalho a cada dia”, explica a diretora, que recebeu a consultoria do dramaturgo espanhol José Sanchis Sinisterra, com quem desenvolve há alguns anos discussões e pesquisas sobre diferentes sistemas de dramaturgia.

Christiane Jatahy teve como referência o livro Passagens, de Walter Benjamim, cujo texto mostra fragmentos da vida cotidiana de moradores de uma grande cidade, e o filme Short Cuts, de Robert Altman. Corte Seco é um espetáculo plural, em que a multiplicidade de focos partem de uma realidade para então se construir uma ficção. Contudo, apesar de ser um espetáculo que sofre alterações diariamente, o mesmo não se configura em uma peça de improviso. “Existem janelas para improvisação, mas não é a linha desse trabalho”, diz Christiane Jatahy.

Corte Seco mantém características de partes da trilogia da Cia. Vértice de Teatro: o elogiado monólogo Conjugado, estrelado por Malu Galli em 2004, e A Falta que nos Move (2005), que, depois de encerrar uma longa turnê, deu origem a um longa-metragem, com direção da própria Christiane Jatahy, mostrado recentemente no último Festival do Rio.

A peça faz parte do Projeto Teatro Celina Queiroz Grandes Espetáculos e conta com o patrocínio do Banco Santander, o apoio de Indaiá, Esmaltec, Sistema Verdes Mares, Nacional Gás e Ministério da Cultura. O Teatro Celina Queiroz é um reconhecido espaço de divulgação das artes cênicas no Ceará, com capacidade para mais de 300 pessoas, e palco de eventos acadêmicos e culturais da Unifor, bem como manifestações artísticas da cidade de Fortaleza.

Serviço
Dias: 26 e 27 de março de 2010, às 21h; e 28, às 19h
Local: Teatro Celina Queiroz
Bilheteria: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia

Ficha técnica

Direção e dramaturgia: Christiane Jatahy
Cenário: Marcelo Lipiani
Iluminação: Paulo César Medeiros
Músicas: Rodrigo Marçal
Orientação corporal: Dani Lima
Colaboração dramaturgia: José Sanchis Sinisterra
Elenco: Cristina Amadeo, Daniela Fortes, Eduardo Moscovis, Thereza Piffer, Felipe Abib, Paulo Dantas, Ricardo Santos, Stella Rabello, Branca Messina, Marjorie Estiano e Leonardo Netto
Produção local: Procult
Duração: 100 minutos
Classificação etária: 18 anos


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