Feira de Profissões Unifor

Jovens posam para foto atrás de banner com desenhos de profissionais aparecendo apenas o rosto

A arte de transformar talento em carreira

Um chamado? Um talento inato? Uma voz interior? Quando se fala em vocação profissional, adotar uma postura fechada pode trazer mais ansiedade do que respostas. Ter consciência de que a vida profissional demanda o aprendizado de novas habilidades pode ajudar a fazer uma escolha mais saudável, com apoio dos pais e da escola.

No senso comum, o conjunto de inclinações e habilidades para exercer uma determinada profissão pode ser chamada de vocação. Para quem está às portas da universidade sem saber muito bem que caminho seguir, os interesses manifestados na vida escolar e no cotidiano podem ser um bom indicador. Mas levar jeito com cálculos complexos ou gostar de animais não fará de você, necessariamente, um matemático ou um veterinário.

“Quando se fala de vocação profissional, vem na cabeça de muita gente a ideia de algo inato, um talento com que você nasce e é imutável, mas em termos científicos esta é uma questão permeada por outros fatores tão importantes quanto os talentos”, pondera a psicóloga da Central de Carreiras e Oportunidades da Unifor, Nayana Ferreira

Para a psicóloga, a própria dinâmica do mercado contemporâneo não comporta a ideia de uma trajetória profissional linear, sem a necessidade de ampliar ou desenvolver novas aptidões ao longo da vida. Jornalistas formados no século passado hoje lidam com dados estatísticos complexos e desenvolvem novos tipos de narrativa nas plataformas digitais. Então se você quer ir para a área de Humanas achando que poderia deletar as lições de matemática, é melhor repensar seus conceitos.

Questões pessoais, sociais e econômicas devem ser ponderadas na hora de definir a inclinação profissional. “É super importante que o jovem não deixe tudo para o último momento. Que durante a vida escolar busque ter experiências que exercitem o autoconhecimento, as escolhas, as profissões, dialogando sempre com a família. Assim, será possível realizar uma escolha profissional coerente com os seus ideias e alinhado com seu projeto de vida”, aconselha Nayana.

E qual deve ser o papel dos pais? A psicóloga aponta o equilíbrio como o melhor caminho: “Conheço pais que só aceitam que os filhos escolham profissões socialmente valorizadas. Não por serem ruins ou autoritários, mas porque acreditam que só existem essas opções no mundo do trabalho. Outros já vão no extremo oposto e se ausentam desse processo. A melhor maneira de ajudar o seu filho é saber que essa escolha é um processo dele, mas que, como pais, eles devem orientar, compreender e dialogar sobre o assunto, tornando essa travessia um pouco mais leve”.

E se no segundo ou terceiro ano do Ensino Médio o aluno já não tiver muita segurança quanto à escolha que acreditava estabelecida? De acordo com Nayana Ferreira, se a ideia de ser engenheiro ou educador físico já não dá a mesma empolgação de antes, se você não sente mais prazer em se imaginar exercendo aquela atividade, então é hora de parar e refletir. 

“Nossa cultura associa a mudança a uma ideia de fracasso, o que passa longe da verdade. Aqui na Central de Carreiras e Oportunidades da Unifor, por exemplo, atendemos vários alunos que estão redirecionando suas carreiras através de uma segunda graduação porque querem mudar o rumo profissional ou mesmo desejam satisfazer um desejo antigo. Isso não invalida as vivências, as experiências construídas anteriormente, e sim abre um universo de possibilidades a serem postas em prática através do conhecimento e da vontade de ser, enquanto profissional no mundo”.

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