Feira de Profissões Unifor

Jovens posam para foto atrás de banner com desenhos de profissionais aparecendo apenas o rosto

Valores atemporais


Professor Henrique Sá, vice-reitor de Graduação da Unifor (Foto: Ares Soares)

Quando criança, alguém sempre pergunta o que você quer ser quando crescer. Mas será que a profissão dita aos cinco, seis anos de idade ainda existirá? Ou como explicar para os pais que, depois do Ensino Médio, você quer ser um designer de games ou um biotecnólogo?

As inovações tecnológicas dinamizaram o universo das carreiras, com demanda por novos profissionais. Mas também trouxeram grande volatilidade e insegurança. Afinal, o conhecimento obtido no ensino superior ainda é válido?

Para o Vice-Reitor de Ensino de Graduação da Unifor, Henrique Sá, a universidade é o lugar propício para a transição da adolescência para a vida adulta: para além de conteúdos, aprende-se a assumir responsabilidades, trabalhar em equipe e desenvolver a autonomia, valores fulcrais em velhas e novas profissões.

Entrevista

Por que é tão difícil escolher uma profissão?

HENRIQUE SÁ: Optar por uma carreira é muito mais complexo hoje. Há uma pluralidade de cursos: bacharelados, licenciaturas e agora as graduações tecnológicas, em dois anos. Sem falar no discurso dos “futurólogos” que prega que a tecnologia vai engolir muitas carreiras e, por isso, muito do que se aprende nas universidades estaria defasado. Isso gera uma dificuldade a mais para o estudante na hora de fazer essa escolha.

Todos os anos, consultorias de recrutamento lançam listas das “profissões do futuro” ou das “carreiras em alta”, baseadas na empregabilidade, boa remuneração e inovações trazidas por setores como de tecnologia. Isso também dificulta?

HENRIQUE SÁ: Claro. Muitos se perguntam nessa fase: “Será que a profissão que eu escolhi hoje terá sentido daqui a 10 anos?”. Eu acho que o importante é tranquilizar esse jovem. É certo que uma escolha feita com cuidado facilita o percurso. Mas hoje é muito mais fácil mudar de curso, com aproveitamento de disciplinas. Nenhuma graduação é perda de tempo, do ponto de vista da formação.

Que critérios o estudante deve seguir para escolher sua carreira num cenário tão peculiar, entre tendências de mercado e profissões tidas como estáveis?

HENRIQUE SÁ: É preciso ter em mente as características e interesses pessoais do estudante, as projeções dele para o futuro e observar as tendências do mercado. Para os dois primeiros critérios, uma autoavaliação, mediada por um profissional da área de carreiras, pode ajudar. Quanto ao mercado, é importante entender o que está aí, procurar estudar as diversas áreas e entender o cenário.

Ingressar numa universidade implica uma grande mudança, da vida escolar para a vida acadêmica. Muitos estudantes inclusive saem do convívio familiar para cursar a graduação em outra cidade, assumindo novos desafios e responsabilidades. O que esses jovens devem esperar e podem aprender com esse período de transição?

HENRIQUE SÁ: É uma grande mudança, além de uma transição da adolescência para a vida adulta, com mais autonomia em relação aos pais. E é muito propício que essa transição ocorra numa instituição como a Unifor. Não apenas o aspecto técnico, como também experiências em que o aluno pode assumir responsabilidades, trabalhar em equipe. Tudo isso reforça o desenvolvimento dessa autonomia, desse senso do coletivo, desse compromisso social.

No cenário econômico atual, muitas pessoas estão optando pelo empreendedorismo, investindo no próprio negócio ou em ideias que encontrariam pouco espaço no mercado tradicional. Como a Unifor tem contribuído para o fomento do empreendedorismo em seus cursos de graduação? É possível empreender fora das chamadas “ciências duras”?

HENRIQUE SÁ: Nas instituições de ensino, não se fala mais apenas em empregabilidade. Procura-se trabalhar a autonomia. Empreender significa desenvolver projetos, aplicar conhecimentos, seja num negócio próprio, como profissional liberal ou numa organização pública ou privada. A cultura empreendedora é uma preocupação em nossos cursos de graduação, e não só nas áreas de gestão e negócios. Muito pelo contrário, o empreendedorismo está em todas as ciências.

Na prática, como isso ocorre?

HENRIQUE SÁ: Nossos currículos estão se adaptando para incorporar trilhas de desenvolvimento pessoal e profissional, mais flexíveis e inclusivas. Além disso, buscamos criar essa cultura empreendedora não só por meio de conteúdos curriculares. Temos iniciativas conduzidas pelos próprios alunos, como as empresas juniores. O aluno participa como sócio de uma empresa real, com CNPJ, fundada e desenvolvida dentro do campus, sob a supervisão de professores. Isso é empreendedorismo na prática.

Qual é a importância da Feira das Profissões para ajudar os estudantes do Ensino Médio a fazer a melhor escolha profissional?

HENRIQUE SÁ: A Feira das Profissões Unifor facilita o contato dos alunos do Ensino Médio com uma instituição de ensino superior sólida, com uma pluralidade de carreiras e de pessoas que vivenciaram esses processos, universitários e professores. É a oportunidade que esses jovens têm de experimentar os ambientes reais de formação, nas mais diversas carreiras.

 

 

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