Feira de Profissões Unifor

Jovens posam para foto atrás de banner com desenhos de profissionais aparecendo apenas o rosto

Os dilemas para definir a carreira profissional

Escolher uma profissão é mais do que marcar um X num formulário. Envolve desejos, gostos, dúvidas e necessidade de aprovação. Para a especialista em carreiras, Roberta Cavalcante, a experimentação e a informação qualificada são peças-chave para embasar o futuro profissional dos jovens.

Quando pensam em determinada profissão, muitos jovens têm uma ideia abstrata, baseada em noticiários, séries e vídeos do YouTube. Como então discernir fato da ficção na hora de determinar a escolha profissional? E de que forma os pais e a escola podem trabalhar a orientação vocacional sem impor certas carreiras, porque possuem validação social?
Professora do curso de Psicologia da Unifor, a psicóloga com formação em orientação profissional de carreira Roberta Cavalcante conhece bem as complexidades que envolvem a escolha da profissão, principalmente num cenário de crise econômica.

“As dúvidas mais frequentes entre os jovens dizem respeito ao futuro. Muitos se perguntam se serão bem-sucedidos nas profissões que escolherem, se vão gostar de trabalhar nessa área, se vão se inserir no mercado de trabalho depois de formados. Existe um grande medo de fazer a escolha errada e não alcançar o sucesso profissional”.

Informação qualificada e experiências que proporcionem autoconhecimento são determinantes para que os jovens possam fazer uma escolha assertiva, segundo Roberta Cavalcante, que deve envolver os pais e a escola. Ela lista abaixo algumas orientações que podem subsidiar a sonhada (e temida) escolha da carreira.

O contato na prática

A vida de um jovem não se resume à casa e à escola. Ou pelo menos não deveria ser assim. Voluntariado, esportes, participação em grupos de jovens na igreja ou na comunidade são formas de descobrir aptidões, diferenciar o que se faz por prazer e o que pode formar uma vocação profissional.

“O contato com a realidade é muito importante para o processo de autoconhecimento. Nesse sentido, eu vejo como de grande valia a promoção de eventos como a Feira das Profissões, porque é um espaço que congrega diversas carreiras. Na universidade, onde também se desenvolve pesquisa e extensão, é possível ter contato com as diversas facetas de uma carreira. O jovem pode trocar ideias com universitários que podem falar, em primeira mão, como são as aulas, as práticas. E contar com a experiência tanto do mercado quanto do ensino através dos professores”.

A escola como ponte para o mundo

Muita gente associa a escola a um espaço isolado do restante do mundo, dedicado somente a transmitir conteúdos. Para Roberta Cavalcante, a escola é, antes, um espaço privilegiado, onde os jovens passam boa parte de suas vidas e constroem vínculos fora da família, com colegas e professores.

“A escola pode desenvolver ações e intervenções para trabalhar a escolha da profissão, a informação qualificada sobre o mercado de trabalho, as transformações no mundo laboral. Isso pode ser muito integrado à família, perceber os desejos e expectativas dos pais e abrir um canal de diálogo com as dúvidas e aspirações dos filhos”, pontua.

Uma descoberta de pais de filhos

Além da escola, a principal referência dos jovens na hora de escolher uma profissão são os pais. Os jovens procuram na aprovação familiar o apoio necessário na transição para a vida adulta. Já os pais têm nos filhos o principal legado para o mundo. Por isso, a escolha profissional deles acaba envolvida por uma grande dose de expectativa. 

“Os estudos mostram que a família é o fator que mais interfere na escolha profissional do jovem. E por conta da ansiedade e do medo do futuro, muitos pais querem se impor na escolha profissional. Nesse sentido, a orientação vocacional pode ser de grande valia para pais e filhos, a fim de entender as peculiaridades desse processo”.

Segundo a especialista, partilhar a própria experiência de escolha profissional com os filhos ajuda a validar as orientações e reconhecer as dificuldades desse momento. “Quando os pais descem do pedestal e mostram que já tiveram dúvidas, receios, fica mais fácil levar em conta a opinião deles”. Por outro lado, os pais devem buscar informações sobre o mundo do trabalho e as novas possibilidades laborais. 

“O fato é que tanto os jovens quanto os adultos têm um repertório limitado de conhecimento sobre as profissões. Por isso muitos pais acabam se limitando às profissões com uma representação social mais forte”.

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