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Sex, 11 Outubro 2019 14:15

Curso de Direito da Universidade de Fortaleza promove evento sobre literatura de cordel

Alunos da disciplina de Antropologia Jurídica vão produzir cordéis sobre Direito, Lei, Cultura, Minorias e Diversidade


Na ocasião, os alunos irão divulgar os cordéis produzidos pelas turmas participantes e serão escolhidos cinco cordéis para compor o acervo da Cordelteca Unifor, sendo escolhido o primeiro lugar de cada turma.  Foto: Ares Soares.
Na ocasião, os alunos irão divulgar os cordéis produzidos pelas turmas participantes e serão escolhidos cinco cordéis para compor o acervo da Cordelteca Unifor, sendo escolhido o primeiro lugar de cada turma.  Foto: Ares Soares.

O projeto “O Direito em Cordel”, cultura e arte no processo de aprendizagem, uma parceria da Biblioteca com o Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), da Universidade de Fortaleza, terá, como culminância do evento, uma exposição no dia 7 de novembro, das 9h às 9h30, no hall do bloco K.

Na ocasião, os alunos irão divulgar os cordéis produzidos pelas turmas participantes e serão escolhidos cinco cordéis para compor o acervo da Cordelteca Unifor, sendo escolhido o primeiro lugar de cada turma. 

Organizado pelas professoras Mariana López e Julia Mattei, o “Direito em Cordel” iniciou no começo do mês de outubro com a participação do cordelista Paiva Neves nas turmas da disciplina, em que ele mostrou aos alunos um pouco sobre a cultura da literatura de cordel, além de ensinar como escrever um folheto de acordo com o formato padrão do cordel.

A professora Mariana conta como foi esse encontro dos alunos com um dos mais importantes cordelistas do Ceará. "A disciplina que eu e a professora Júlia ministramos trata da questão de cultura, então, nada melhor que a gente pensar na cultura nordestina e na questão do direito. O Paiva Neves deu uma contribuição muito grande, com um material muito rico para todos os alunos e valeu muito a pena”, conta.

Como continuação do projeto, os participantes fizeram uma visita técnica à Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel. Lá, os alunos tiveram a oportunidade de ver uma exposição dos folhetos presentes no acervo.

"O pessoal da Cordelteca, com apoio da Leonilha Lessa, começou a visita na videoteca com um vídeo sobre o tema; após isso, houve uma exposição e explicação dos cordéis presentes no espaço. É muito bom porque dá, de fato, uma função social à Cordelteca e é mais uma forma de aprendizado para os alunos, já que eles fizeram um relatório da visita, que vai compor a nota da turma", relata a professora Mariana.

Um representante de cada grupo será escolhido para participar da Oficina de Cordéis do Mundo Unifor, no dia 18 de outubro.

Os produtos, de acordo com a professora da disciplina, devem ter temas como minorias, diversidade, raças, índios, negros, entre outros. Além disso, cada cordel teve ter palavras-chave obrigatórias no seu enredo, que são direito, direitos humanos, cultura, lei e estado.

Ainda de acordo com Mariana López, o cordel dos alunos deve conter entre 24 e 32 estrofes, em oito páginas, sendo redigido em sextilhas - estrofe com seis versos - conforme orientação dada em sala.

A culminância do projeto será uma exposição dos cordéis produzido pelos alunos, no bloco K, onde os alunos do direito poderão passar, na hora do intervalo entre o AB e o CD, para ler os cordéis em destaque.

Concomitantemente, será divulgado o melhor cordel da turma, escolhido pela comissão técnica do projeto, que vai ser composta pelos cordelistas Paiva Neves e Klevirson Viana, junto da professora do curso de Medicina e cordelista Paola Torres, uma das parceiras do Projeto, juntamente com as professoras da disciplina de Antropologia Jurídica, além da equipe da Biblioteca da Unifor. 

O cordel vencedor, juntamente com outros quatro melhores cordéis das turmas participantes, irão compor o acervo da Cordelteca.

"No encerramento do projeto a gente vai desenvolver, em parceria com a Cordelteca, em um evento de meia hora, a divulgação dos cincos melhores cordéis, além de possibilitar que os alunos dos curso, no intervalo do horário AB pro CD, possam ler a levar os textos produzidos pelas turmas. A iniciativa da exposição, também, é divulgar a Cordelteca e o seu trabalho", conta a professora Mariana López.

Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel

Espaço da Universidade de Fortaleza dedicado às produções histórico-culturais em formato de cordel. A Cordelteca da Unifor homenageia a primeira mulher a publicar um folheto de cordel, em 1938.

A Cordelteca Unifor é a primeira dentro de uma instituição de ensino superior, em Fortaleza, a catalogar, indexar, e organizar com cuidados especiais os folhetos de cordéis, que são frágeis por suas características físicas, objetivando a sua maior preservação.

O acervo  soma 1.200 mil títulos, no total 2.230 exemplares localizados na  Biblioteca Central e estão  disponíveis para  consultas locais pela  comunidade em geral.

Em 2018, a literatura de cordel foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Ceará é um grande precursor dessa arte e o berço de grandes cordelistas, como Cego Aderaldo, Patativa do Ceará e Arievaldo Viana Lima. A Cordelteca é mais uma das ações promovidas pela Instituição para impulsionar a cultura nordestina.

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