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Qui, 8 Agosto 2019 14:24

Aluna de jornalismo lança "A Vida de Ricardo" na Bienal Internacional do Livro

O livro aborda questões sobre inclusão e acessibilidade para crianças


Lígia Grillo escreveu
Lígia Grillo escreveu "A Vida de Ricardo" quando tinha apenas 10 anos. Foto: Ares Soares.

Ser diferente é normal. Foi com base nessa frase que a estudante do curso de Jornalismo da Unifor e escritora Lígia Grillo começou a escrever seu primeiro livro. Quando criança, relata que muitas vezes preferia passar horas escrevendo suas histórias a brincar com seus brinquedos. “Sempre gostei de escrever. É um hábito que cultivo desde criança”, conta.

Aos 10 anos de idade, Lígia escreveu “A Vida de Ricardo”, livro posteriormente publicado pela Editora Ludis e Portfólio em 2014. O livro, que é voltado para o público infantil, conta a história de um menino de nove anos, que, com a companhia de seu cachorro, sofre um acidente de ônibus e passa a lidar com a situação e mudança de hábitos. Para quem lê, a mensagem do livro é de que não importa as diferenças e nem as dificuldades da vida, a amizade muitas vezes ajuda a superar qualquer obstáculo.

Lígia conta que a oportunidade de publicar seu livro surgiu de uma outra edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará, durante uma roda de conversa. Ela acabou conhecendo a dona da futura Editora Ludis, Isa Magalhães. Em 2014, a editora realizou seleção para jovens escritores e Lígia foi contemplada com sua primeira publicação literária.

Hoje, aos 19 anos, Lígia vai lançar “A Vida de Ricardo” na XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará. “A chance de lançar A Vida de Ricardo na Bienal é a realização de um sonho para mim. Sou muito grata a Unifor pela oportunidade e me sinto realizada por levar um assunto tão importante como a inclusão para um dos maiores eventos culturais do estado”, explica. 

O evento acontecerá no estande da Unifor, dia 22 de agosto, a partir das 11h. Na ocasião, haverá contação de história baseada no livro para as crianças que desejarem se aventurar com Lígia e Ricardo.

Trabalhando a inclusão

Durante a disciplina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da Unifor, ministrada pela professora Ana Paula Silva Farias, Lígia e mais os colegas de equipe Luiza Ester Oliveira, Matheus Norões, Karolina Maia e Rhaniel Lenin produziram um audiolivro sobre “A Vida de Ricardo”. 

O audiolivro, já trabalhado anos antes na disciplina, tem como objetivo expandir histórias para o universo sonoro. O projeto produzido pela equipe, após finalizado, foi enviado para a Associação dos Cegos do Ceará e para outras instituições que trabalham com os deficientes visuais, tornando-se um paradidático infantil para esse público.

“Nós nos sentimos muito realizados com o trabalho final da disciplina. Acreditamos que todo mundo deve ter acesso à literatura e ficamos felizes de poder ajudar crianças que não possuem acesso tão facilmente”, comenta Lígia. “Gosto de dizer que tudo isso é um tipo de inclusão dupla, pois o conteúdo do livro já fala sobre inclusão e acessibilidade e conseguimos transformar ele em um formato mais inclusivo para as crianças. Isso tudo é motivo de muito orgulho para todos nós”, acrescenta.

A equipe também já apresentou o audiolivro na Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Expocom, etapa regional), um dos maiores congressos de comunicação do país, realizado em maio deste ano, em São Luís do Maranhão

Serviço

Lançamento do livro “A Vida de Ricardo”/Contação de história
Local:
XIII Bienal Internacional do Livro - Centro de Eventos do Ceará
Dia: 22 de agosto de 2019
Horário: 11h

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.