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Sex, 21 Junho 2019 14:46

Alunos de Engenharia apresentam projetos de inovação tecnológica

Projeto: Estacionamento inteligente (Foto: Ares Soares)
Projeto: Estacionamento inteligente (Foto: Ares Soares)

Desde o primeiro semestre, os alunos dos cursos do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor são incentivados a colocar em prática projetos estudados em sala de aula. Pensar, planejar e executar são alguns dos primeiros passos feitos no desenvolvimento desses projetos.

Semestralmente, o Dia T promove a apresentação dos trabalhos inovadores, em um grande evento realizado no Ginásio Poliesportivo, com a participação de universitários, professores, alunos de ensino médio e convidados.

De acordo com o professor Rodrigo Paulino, do curso de Engenharia Elétrica, ressalta que as equipes de alunos e professores são integradoras, ou seja, um mesmo projeto pode envolver os cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia de Controle e Automação e Engenharia de Computação.

Na edição do primeiro semestre de 2019, destacaram-se projetos como o limpador de painel solar, o estacionamento inteligente, o contador de moeda inteligente, o jogo para motivar à Fisioterapia, a construção e programação de drones e o carregador fitness acoplado à bicicleta. Confira a seguir um resumo de cada um desses projetos.

Projetos

Limpador de painel solar
Projeto tem o objetivo de proporcionar maior eficiência na geração de energia elétrica das placas fotovoltaicas após sua limpeza com baixo custo.

Estacionamento inteligente
A ideia surgiu após alguns problemas serem detectados em estacionamentos, pagos ou não, onde os alunos que trabalharam nesse conceito, observaram a necessidade em construir algo para sinalizar de forma correta a existência de vagas disponíveis dando maior dinamismo e eliminando ociosidade do espaço. No projeto, uma cancela de entrada não autoriza o acesso quando todas as vagas estiverem preenchidas e, imediatamente permite a passagem quando, em qualquer local, mesmo que não visível, houver disponibilidade.

Contador de moeda inteligente
Máquina que conta moedas e emite o troco automaticamente. Pode ser utilizada em comércios e sistemas de catracas de transportes públicos, como ônibus e metrô.

Jogo para motivar à Fisioterapia
Os alunos de Engenharia da Computação desenvolveram jogo de corrida para motivar/auxiliar as pessoas durante sessões de fisioterapia. Para jogá-lo, é necessário fazer o movimento correto instruído pelo fisioterapeuta. Apesar de ser indicado para todas as idades, tem um público-alvo focado em crianças, por elas terem dificuldade de concentração ao fazer movimentos repetitivos.

Construção e programação de drones
O projeto visa o desenvolvimento de um drone e de um sistema de controle de estabilidade autônomo. Um sensor informa a posição do drone e o piloto controla a velocidade dos motores baseado na percepção do sensor de forma que mantenha o veículo estável. No momento o projeto está na fase de calibração do sistema de estabilização.

Bicicleta Elétrica Motorizada (B.E.M.)
A mobilidade elétrica urbana vem ganhando destaque nos últimos anos por conta da sustentabilidade, praticidade e eficiência. O grupo de estudos Arretado Unifor E-Racing que mobiliza alunos dos cursos de engenharia do CCT formando um time multidisciplinar, visando o desenvolvimento de veículos elétricos, aproveitando os ensinamentos teóricos e práticos aprendidos nas salas de aula, para buscar soluções integradas de problemas. Desta forma, surgiu a ideia de adaptar uma bicicleta, utilizada pelos funcionários da Unifor, em uma bicicleta com tração elétrica, a partir de diversos subsistemas de mercado como: um motor de tração, eletrônica de acionamentos, sistema estruturais de fixação, design do produto final, análise de custo e prazo, entre outros fundamentos da gestão de um projeto, cuja a finalidade é o desenvolvimento de tecnologia para uso interno, visando a mobilidade sustentável no campus.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.