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Qui, 28 Novembro 2019 14:04

Menos30 Fest: palestrantes discutem os impactos das bolhas sociais e midiáticas

Os participantes se dedicaram a analisar a origem das bolhas sociais e seus impactos no cotidiano virtual e social


A qual bolha social você pertence? A palestra intitulada “Ei, vamos explodir as bolhas sociais?”, abordou diversas problemáticas que envolvem a existência das bolhas midiáticas. Foto: Pedro Dias/Fotonic.
A qual bolha social você pertence? A palestra intitulada “Ei, vamos explodir as bolhas sociais?”, abordou diversas problemáticas que envolvem a existência das bolhas midiáticas. Foto: Pedro Dias/Fotonic.

A qual bolha social você pertence? A palestra intitulada “Ei, vamos explodir as bolhas sociais?”, abordou diversas problemáticas que envolvem a existência das bolhas midiáticas. O debate fez parte da programação do evento Menos30 Fest, que aconteceu na Universidade de Fortaleza.

Mediado pela jornalista Mayara Teixeira, pertencente ao programa Profissão Repórter, os três participantes, Pedro Lenhard, pesquisador e especialista em análise de redes sociais, internet e sociedade; Ana Carolina Da Hora, líder de tecnologia na multinacional Havas Plus (RJ) e Victor Hugo Albuquerque, professor pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada da Universidade de Fortaleza (PPGIA), questionaram sobre o surgimento das bolhas sociais e os motivos que influenciam em sua permanência. 

Durante o bate-papo, foi contextualizado o costume dos usuários em manter em suas redes sociais um conteúdo que se assemelhe com suas opiniões e ideias pessoais. Desta forma, através de um algoritmo específico desenvolvido, é comum que sejam alimentados apenas com postagens que compactuam com seus gostos pessoais. Este aspecto favorece o acesso do usuário aos assuntos do seu interesse, entretanto, o priva em ampliar conhecimento. 

Sobre a problemática, Pedro Lenhard destacou a importância em termos a consciência de que as bolhas existem. “De fato, estamos mais propensos em interagir com opiniões semelhantes, tanto no meio social como digital. As bolhas existem, e o que fazer em relação a isso vai de acordo com cada um. O usuário tem a opção em permanecer nelas ou ampliar seu acesso a diversos assuntos”, comentou o pesquisador.

Já Ana Carolina Da Hora, explicou ao público a importância do tema por meio do viés social. “Vivo em uma bolha de mulher negra na tecnologia, pois mulheres negras neste meio são raras. A bolha vem do offline, não do digital. Precisamos lembrar da desigualdade no Brasil e perceber que nem todos possuem acesso à tecnologia. Portanto, é verídica a existência das bolhas sociais, principalmente porque a informação não está disponível para todos”, enfatizou. 

Durante a palestra, a interação com o público foi constante por meio de perguntas enviadas aos três palestrantes. Quando questionados sobre como combater as bolhas, o professor Victor Hugo destacou a importância em diversificar o conhecimento. “Diversificar nosso público no meio digital, aprimora o senso crítico para debatermos opiniões e respeitar aquelas que são divergentes. Devemos compartilhar informações que não fazem parte da nossa zona de conforto, manter amigos nas redes sociais com opiniões distintas. Assim, sairemos um pouco do nosso círculo”, destacou.

Mais sobre o Menos30 Fest

Com cinco edições em São Paulo, e pela segunda vez em Fortaleza, o Menos30 Fest é o festival de cultura empreendedora e inovação promovido pela Globo. Com o tema “Como se Faz um Futuro?”, nesta edição o Menos30 Fest levou ao público debates, palestras, oficinas, mentorias e experimentações com o objetivo de explorar as múltiplas possibilidades trazidas pela revolução tecnológica, que influencia a forma como trabalhamos, produzimos  conhecimento e nos relacionamos. 

Durante o evento, realizado em parceria com a TV Verdes Mares e apoio da Universidade de Fortaleza, foram abordados temas como inteligência artificial, análise de dados, internet das coisas, jornada do consumidor, construção de produtos digitais e propósito de marca. A programação contou ainda com 12 oficinas práticas sobre design thinking, marketing digital, programação, empreendedorismo social e plano de negócios.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.