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Unifor promove semana de conscientização de higiene das mãos

O Dia Mundial da Higienização das Mãos acontece no dia 5 de maio (Foto: Shutterstock)
O Dia Mundial da Higienização das Mãos acontece no dia 5 de maio (Foto: Shutterstock)

A maioria das pessoas imagina que lavar as mãos é uma ação rápida e simples de ser feita. No entanto, engana-se quem pensa dessa maneira. “Você já lavou as mãos hoje?” será a principal pergunta feita durante as comemorações do Dia Mundial da Higienização das Mãos, que transcorre em 5 de maio. A Universidade de Fortaleza, por meio do Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), promove de 6 a 10 de maio a Semana de Conscientização da Importância da Higienização das Mãos, que terá como tema central “Limpe sua consciência. Cuide de suas mãos”.

A programação será realizada em diversos setores da Unifor e no Lar Torres de Melo e constará de estímulo à higiene das mãos entre os profissionais de saúde com a participação dos colaboradores do NAMI e da apresentação da técnica de higienização das mãos com a “vivência da caixa da verdade”, onde mostrará se a higienização foi feita da forma correta ou não. Na ocasião, serão distribuídos fôlderes, marcadores de livros e amostras de álcool em gel.

De acordo com a responsável técnica do ambulatório de especialidades médicas do NAMI, enfermeira Mônica Rios, a higienização das mãos é reconhecida mundialmente. Apesar de ser uma medida primária, o ato de higienizar as mãos é muito importante para o controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. No Brasil, de acordo com dados da Anvisa, cerca de 25% das infecções registradas são causadas por micro-organismos multirresistentes - aqueles que se tornam imunes à ação dos antibióticos.

“A higienização das mãos é uma prática tradicional e, isoladamente, é o fator mais importante na prevenção das infecções. Por mais que tenhamos tecnologia e antibióticos potentes, nada vai impedir que uma bactéria passe de um paciente para outro se não fizermos a higienização. Por esse motivo, a medida tem sido considerada como um dos pilares da prevenção e do controle de infecções nos serviços de saúde, incluindo aquelas decorrentes da transmissão cruzada de microrganismos multirresistentes. Logo, são de grande relevância a realização de atividades que oportunizem o aprendizado e a conscientização sobre a lavagem das mãos de forma correta”, destaca Mônica Rios.

Programação

06/05/19

Manhã
6h - Recepção Principal do Nami
7h30 - Recepção Fisioterapia
Tarde
13h30 - Recepção Principal do Nami
13h30 - Recepção Fisioterapia

07/05/19 

Manhã
7h30 - Recepção Laboratório/Centro de Clínicas
7h30 - Recepção Terapia Ocupacional
Tarde
13h30 - Recepção Laboratório/Centro de Clínicas
13h30 - Recepção Terapia Ocupacional

08/05/19

Manhã
7h30 – Recepção do Ambulatório de Especialidades Médicas
7h30 - Recepção Nutrição e Fonoaudiologia
 Tarde
13h30 - Recepção do Ambulatório de Especialidades Médicas
13h30 - Recepção Nutrição e Fonoaudiologia 

09/05/19

Manhã
7h30 - Recepção Psicologia
8h - Lar Torres de Melo
Tarde
13h30 - Cantina
13h30 - Saída Elevador

10/05/19 

Manhã
8h - Reitoria 
8h - Centro de Convivência
Tarde
14h - Biblioteca 
14h - Bloco da Odontologia

SAIBA MAIS

 

A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde.

 

A prática remove os microrganismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à proliferação de microrganismos. Não lavamos as mãos porque não acreditamos como pode ser prejudicial. Talvez por preguiça ou porque pensamos que já estão limpas. No entanto, é preciso saber que os vírus, bactérias e contaminantes estão por todos os lados, inclusive em lugares que supostamente estão limpos.

 

A higienização simples das mãos deve ter duração entre 40 a 60 segundos.

 

Sob esses objetos, frequentemente acumulam-se microrganismos. Por isso, devemos retirá-los antes de situações de maior risco de contaminação ou transmissão de vírus e bactérias, como antes do preparo de qualquer alimento; em contato com pacientes doentes; e antes de tratar algum machucado. Guardamos esses objetos, higienizamos as mãos e estamos protegidos.

 

As luvas podem reduzir em mais de quatro vezes os riscos de contaminação das mãos mas, no momento de retirar as luvas, as mãos correm risco de serem contaminadas. Por isso, as mãos devem sempre ser higienizadas após a retirada das luvas.

Não. O álcool gel é indicado para a desinfecção das mãos. Em tempos de gripes e viroses é absolutamente fundamental, mas não substitui a água.

Há várias situações em que a higienização de mãos é obrigatória, confira algumas delas:

  • Antes, durante e depois do preparo de qualquer alimento

  • Antes da realização de procedimento asséptico

  • Após coçar ou assoar o nariz

  • Após o risco de exposição a fluidos corporais

  • Após ir ao banheiro

  • Após manipular gato ou cachorro ou seus objetivos

  • Após o contato com o lixo

  • Em hospitais, antes de entrar no quarto do paciente para visitá-lo, higienize as mãos para não trazer microrganismos de fora. Ao sair do quarto, também. Se for participar de algum cuidado ao paciente, lembre-se de que é necessário higienizar as mãos antes e depois do contato. Acompanhantes também podem observar se o profissional de saúde está higienizando suas mãos.

  • Molusco contagioso > doença que se apresenta como uma erupção na pele, é muito contagiosa e seu meio de propagação se efetua diretamente pelo contato físico;

  • Pneumonia atípica > qualquer infecção pulmonar não causada pelos agentes mais comuns;

  • Infecção por estreptococos > são microrganismos aeróbios Gram-positivos que causam muitos distúrbios, incluindo faringite, pneumonia, infecções em feridas e na pele, sepsia e endocardite. Os sintomas variam com o órgão infectado;

  • Conjuntivite > inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras;

  • Hepatite A > doença infecciosa aguda causada pelo vírus VHA que é transmitido por via oral-fecal de uma pessoa infectada para outra saudável, ou através de alimentos (especialmente os frutos do mar, recheios cremosos de doces e alguns vegetais) ou da água contaminada.

 

Muitas pessoas se esquecem de retirar joias, como anéis, antes de iniciar a limpeza das mãos. Sob esses objetos, frequentemente, acumulam-se microrganismos.

Há ainda os que preferem borrifar álcool comum nas mãos. Isso não é recomendado, pois pode causar microfissuras, facilitando a colonização por vírus e bactérias. As preparações alcoólicas (gel ou solução) são as mais indicadas, pois possuem emolientes e concentração média de 70% de álcool, o que é ideal para a ação bactericida.

Áreas como as pontas dos dedos, embaixo das unhas, entre os dedos e polegar são, em geral, as mais negligenciadas.

Serviço

Semana de Conscientização da Importância da Higienização das Mãos
De 6 a 10 de maio de 2019
Locais: Campus da Unifor e Lar Torres de Melo (R. Júlio Pinto, 1832 - Jacarecanga)
Mais informações: (85) 3477.3690