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Sex, 24 Abril 2020 14:20

Espaço Cultural Unifor pode ser visitado virtualmente

É possível conhecer a estrutura do Espaço por meio de plataforma online. Algumas obras também podem ser vistas nas redes sociais da Universidade de Fortaleza.


Atualmente em fechamento temporário, o Espaço Cultural Unifor, localizado no prédio da Reitoria da Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, tem deixado os amantes das artes com saudades. Inaugurado em 1988, suas modernas instalações já receberam obras de grandes nomes, como Rembrandt, Cândido Portinari, Adriana Varejão e Vik Muniz, e mostras com extenso conteúdo, como a exposição “Da Terra Brasilis à Aldeia Global” - tudo disponibilizado gratuitamente para visitação, como uma forma de tornar acessível o contato com produções artísticas.

É exatamente respeitando a máxima do fácil acesso que o Espaço Cultural está disponível para ser visitado virtualmente por meio da plataforma Google. Uma coleção de imagens em 360º permite que os internautas “passeiem” online por entre suas dependências, incluindo todos os seus andares e imagens de mostras realizadas anteriormente, como a “Antonio Bandeira - Um Abstracionista Amigo da Vida” e a XIX Unifor Plástica.

“Esse passeio virtual pelo Espaço contempla itens do acervo da Fundação Edson Queiroz, possibilitando imersão e experiência singulares na história da arte brasileira. É possível ver obras que vão desde o século XVI, com a pintura ‘Primeira Missa no Brasil’ (1860), de Victor Meirelles, passando pelo barroco, pela importante representação da missão francesa e por um grande recorte da arte brasileira do século XX, até chegar em artistas contemporâneos”, comenta a professora Adriana Helena, gestora do Espaço Cultural Unifor. 

De acordo com ela, é possível observar, pela ferramenta, a exposição das artes de nomes como Lygia Clark, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Beatriz Milhazes e Mariana Palma. Também são encontradas obras de diversos artistas cearenses; dentre eles, Aldemir Martins, Sérvulo Esmeraldo, Leonilson, Raimundo Cela e Efraim Almeida.

É possível “caminhar” por horas entre as obras de arte, pois o usuário pode utilizar setas para explorá-las seguindo a “rota” que desejar. A ação ainda favorece aqueles que estão impossibilitados de visitar a estrutura do Espaço Cultural Unifor, pessoalmente ou possuem interesse em conhecê-lo na próxima viagem à Fortaleza; o equipamento foi consagrado como um importante destino cultural para quem visita a capital cearense, sendo reconhecido em 2016 pela Prefeitura como Patrimônio Turístico da cidade. 

Olhar aproximado

Se, após a tour virtual, o desejo do indivíduo por explorar as artes visuais não for saciado, ele pode expandir sua visitação com o projeto “Espaço Cultural Unifor na sua casa”, que acontece periodicamente nas mídias sociais da Universidade. 

Trazendo obras selecionadas do acervo da Fundação Edson Queiroz, as postagens que fazem parte da iniciativa objetivam democratizar a arte de forma rápida e fluida. De acordo com o curador do conteúdo, Diego Moreno, a ideia é instigar as pessoas a repensar as obras fora do Espaço Cultural, gerando interesse pela arte e proporcionando uma visão mais detalhada das obras. 

“Queremos mostrar que a arte tem um contexto para além de seus aspectos técnicos. Por isso, os posts apresentam curiosidades e informações extras, como o que estava acontecendo no mundo quando a pessoa criou a obra, como foi a vida do artista, etc.”, explica Diego.

No aniversário de Fortaleza, por exemplo, a obra “Secando a Vela” (1928) foi escolhida para comentar sobre a afeição do artista cearense Vicente Leite em retratar as paisagens naturais da cidade. A pintura “Jovem Com Chapéu” (C. 1920), de Décio Villares, por sua vez, foi postada com uma curiosidade sobre sua participação na concepção da bandeira do Brasil. 

Além destas, outras obras contempladas são “Figura Sentada Entre Flores” (1924-1928), de Lasar Segall; “Astronauta” (1969), de Claudio Tozzi; e “Amazonino” (Déc. 1990), de Lygia Pape. Para saber mais, basta acompanhar a Unifor no Instagram.