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Sex, 25 Outubro 2019 15:15

Estudantes realizam terapia de palhaços com crianças em hospitais de Fortaleza

Projeto “Liga do Nariz” é realizado por acadêmicos dos cursos de Medicina, Psicologia e Enfermagem da Universidade de Fortaleza


A idealização do projeto surgiu a partir de atividades realizadas pelo pela LION (Liga de Oncologia) da Universidade de Fortaleza, Liga de Palhaçoterapia e Humanização (LUPAH) e Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina (IFMSA) da Universidade de Fortaleza. Foto: Ares Soares.
A idealização do projeto surgiu a partir de atividades realizadas pelo pela LION (Liga de Oncologia) da Universidade de Fortaleza, Liga de Palhaçoterapia e Humanização (LUPAH) e Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina (IFMSA) da Universidade de Fortaleza. Foto: Ares Soares.

O Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade de Fortaleza está realizando a “Liga do Nariz”, um projeto de extensão da Liga Universitária de Palhaçoterapia e Humanização (LUPAH). O projeto é uma iniciativa dos professores e alunos do curso de Medicina, Psicologia e Enfermagem da universidade e realiza visitas as alas pediátricas de hospitais da capital cearense. O projeto teve início do começo de 2019 e conta com participação dos alunos do CCS.

A idealização do projeto surgiu a partir de atividades realizadas pelo pela LION (Liga de Oncologia) da Universidade de Fortaleza, Liga de Palhaçoterapia e Humanização (LUPAH) e Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina (IFMSA) da Universidade de Fortaleza. “A iniciativa surgiu como projeto de extensão dessas duas ligas e, logo depois, iniciou-se a primeira capacitação para a realização das atividades. A partir disso, a gente viu que não queria parar por ali, nós queríamos continuar é só uma visita para um hospital não ia ser suficiente “, conta a presidente da Liga do Nariz e aluna do curso de Medicina, Bárbara Mascarenhas.

O projeto tem como principal objetivo formar palhaçoterapeutas para trazer um pouco de humanização ao ambiente hospitalar. Durante as visitas, os alunos realizam diversas atividades com as crianças internadas nos hospitais, trazendo alegria para as alas e corredores do ambiente. “A gente trabalha conversando, cantando músicas, realizando brincadeiras com as crianças e seus acompanhantes”, conta Bárbara. Além deles, as atividades também são realizadas com os funcionários do hospital, buscando aliviar a pressão da rotina hospitalar. “Por incrível que pareça, eles são pessoas que estão todos os dias ali, recebendo pressão de vários cantos e precisam desse auxílio também”, conta a presidente da liga.

“O objetivo é você encontrar o seu palhaço, pois ele não é um personagem que você cria, mas um encontro com você mesmo. Porém, é um extensão de você. Pode ser um processo doloroso, engraçado, pode ser várias coisas”. É assim como o professor de psicologia e integrante da Liga do Nariz, Márcio Acselrad define o trabalho do projeto. 

Além disso, o projeto é engrandecedor nos aspectos pessoais para quem faz parte dele. Ele mostra percepções nas coisas mais minuciosas do dia-a-dia que muitas passam despercebidos. “Eu consigo ver outro mundo, desde a capacitação que eu fiz até ir realizar as atividades nos hospitais. Hoje eu vejo o lado mais humano das pessoas e em qualquer canto que eu esteja eu tento levar a palhaçoterapia”, conta Bárbara.

As próximas ações e atividades da “Liga do Nariz” serão realizadas nos dias 26 e 27 de outubro no Hospital Geral Waldemar de Alcântara, a partir das 8 horas. 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.