angle-left Projeto “Lives do Conhecimento” apresenta debate sobre a arte em tempos de confinamento

Ter, 5 Maio 2020 11:14

Projeto “Lives do Conhecimento” apresenta debate sobre a arte em tempos de confinamento

A convidada da vez foi Eliane Diógenes, que é mestre e doutora em Comunicação e Semiótica. Durante a conversa, ela trouxe reflexões sobre os diversos papéis que a arte ocupa durante a pandemia


Eliane Diógenes é professora dos cursos de Psicologia e Cinema da Universidade de Fortaleza (Foto: Divulgação)
Eliane Diógenes é professora dos cursos de Psicologia e Cinema da Universidade de Fortaleza (Foto: Divulgação)

Realizado pela Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz, o projeto “Lives do Conhecimento” promoveu, na última sexta-feira (01/05), uma conversa sobre o tema “A potência da arte em tempos de confinamento”. Com a mediação da estudante de jornalismo Brunna Veloso, o assunto foi debatido pela professora Eliane Diógenes, dos cursos de Psicologia e Cinema e Audiovisual da Universidade. 

Encarando reflexões sobre as ligações entre arte, entretenimento, tecnologia, autoconhecimento e perspectivas para o pós-pandemia, a transmissão foi aberta para alunos e professores da Unifor, assim como para o público em geral. Ela ocorreu nas mídias sociais da Universidade (Facebook, Instagram e YouTube) e na TV Unifor, pelo canal 181 da NET. O projeto reúne, em ambientes virtuais, especialistas que discutem assuntos de relevância no atual momento de pandemia.

A convidada, que é mestre e doutora em Comunicação e Semiótica, discutiu sobre as várias novas experiências que a pandemia de COVID-19 e o isolamento social estão provocando. Para ela, esse é um momento em que a arte é fonte de inspiração para pensar na vida, permitindo descobrir e redescobrir novos gostos e talentos nos campos de dança, fotografia, música, literatura, cinema e outras artes. “Esse é um momento de desconstrução das críticas; tudo que nos faz vibrar e nos sentir bem é arte, seja ela lúdica ou não. Sempre será uma experiência válida, até porque qualquer arte pode ser um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”, afirmou a professora.

Além disso, a psicóloga compartilhou suas expectativas para a arte no pós-pandemia: “Acredito, sim, na maior valorização da arte e dos artistas após essa vivência. [Talvez] entremos em um paradoxo, porque o ramo artístico é o que mais está sofrendo financeiramente e que, provavelmente, mais vai demorar a retornar para suas atividades. Mas, estes são os mesmos [artistas] que [atualmente] estão realizando muitas produções, e que nos dão muitas possibilidades de experiências nesta quarentena”, ressalta Eliane.

Ela complementa, ainda, falando sobre despertar um olhar mais sensível no ser humano: “Estou esperando muitos autorregistros, produções cinematográficas sobre essas experiências, e acredito que o pós-COVID pode ser um terreno fértil para fecundar ideias em uma multiplicidade de artistas, principalmente de anônimos se autorizando a cantar, desenhar, pintar. Acho que as pessoas podem encontrar uma possibilidade de prestar mais atenção nas coisas delicadas da vida”, finaliza a professora.

Confira, clicando aquia live com Eliane Diógenes na íntegra.