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Sex, 4 Outubro 2019 15:40

Unifor Plástica: arte cearense em destaque

Em sua vigésima edição, a exposição volta às suas origens, apresentando apenas artistas cearenses ou radicados no Estado


"No início era o verbo e no fim o mundo sem fim" de Julia Debasse 2019, óleo sobre tela.

Empregada esporadicamente ao longa história, a palavra foi utilizada em pinturas, tapeçarias, sendo incorporada às artes plásticas no início do século XX, a partir das vanguardas modernistas, futurismo, cubismo, surrealismo e dadaísmo.

A partir desse olhar, a curadora da 20ª Unifor Plástica, Denise Mattar, percebeu o uso da palavra como característica marcante nas obras dos artistas cearenses, sendo o elemento delimitou o tema desta exposição: “20ª Unifor Plástica: Simultaneidades – A Arte com a Palavra”.

“Percebi uma recorrência do uso da palavra na produção de artes visuais cearenses, da palavra filmada, escrita, gravada ou meramente como suporte da obra. Esse foi o fio condutor inicial para escolha das obras que iriam compor a exposição. Teremos vinte e cinco artistas, sendo que um deles, Francisco de Almeida, terá uma sala especial”, explica Denise.

Nesta edição comemorativa a mostra voltará às suas origens, apresentando apenas artistas cearenses ou radicados no estado, de diferentes faixas etárias e percursos, reafirmando a importância institucional da Unifor Plástica na construção da visualidade brasileira.

“Embora hoje exista uma intensa hibridação entre as diferentes estratégias artísticas, pintura, fotografia, vídeo, instalação, e um predomínio da conceituação sobre a forma, processo no qual a palavra adquiriu grande presença nas artes visuais, parece-me que a produção contemporânea cearense incorporou, com densidade particular, essa relação da arte com a palavra. Credito essa presença há algumas peculiaridades da cultura local, como a tradição do cordel, das histórias contadas, cantadas e bordadas, e da presença de um imaginário nordestino que permeia a fala, até do dia a dia, em expressões poéticas que se perderam em outros lugares”, destaca Denise Mattar.

A 20ª Unifor Plástica reúne o trabalho de 25 artistas, com uma mescla de obras inéditas e outras produzidas anteriormente. “Há artistas que haviam realizado trabalhos em pequeno formato e que agora serão apresentados em um formato maior, mas apenas porque esse já era um desejo dos artistas. Outros aumentaram séries que já existiam, também estimulados pela proposta. Houve uma grande colaboração dos artistas para mostrar seus trabalhos da melhor maneira”, confessa Denise.

A Sala Especial de Francisco Delalmeida também terá obras já realizadas e algumas especialmente criadas para a exposição. Delalmeida é um artista que usa a xilogravura, uma técnica difícil e em grandes formatos, onde o artista vem encontrando soluções inesperadas e criativas para continuar produzindo.

Para selecionar os artistas da Unifor Plástica, Denise Mattar contou com o suporte de Cecília Bedê, além de recorrer a outras pessoas da área como o curador Bitu Cassundé, que indicou alguns artistas.

Denise Mattar fala sobre a importância da exposição para a arte local. “A Unifor Plástica é uma exposição tradicional, cujo formato foi se adaptando aos novos tempos, até chegar a ser uma mostra com curadoria. Fiquei bastante contente com o convite para fazer esse trabalho que me deu a oportunidade de conhecer melhor a cena artística da cidade. Pude ver que há artistas cuja obra tem fôlego para ter uma circulação maior, nacional e internacional. Embora no mundo todo o momento não seja dos mais propícios à produção artística, vejo vigor na produção cearense e um processo de evolução do seu circuito artístico local, que está ocorrendo vagarosamente, mas felizmente não está parado”, declara a curadora.

Os visitantes da “20ª Unifor Plástica: Simultaneidades – A Arte com a Palavra” terão a oportunidade de visitar uma exposição poética, que discute assuntos da atualidade, como a inserção da mulher na sociedade, a presença indígena, a especulação imobiliária, além de questões eternas do ser humano: a dor, o amor, a perda, o isolamento e a religiosidade.

Francisco Delalmeida, Crateús/CE, 1962

Xilogravurista. Filho de pai ourives e mãe bordadeira e neto de avó rendeira, começou a desenhar cedo observando o pai. Mudou-se para Fortaleza aos 15 anos e estudou xilogravura com Sebastião de Paula. Posteriormente, frequentou cursos de pintura na Universidade Federal do Ceará e na Universidade de Fortaleza (Unifor). Participou de exposições em Fortaleza, em Sobral, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre, na Argentina e na Espanha, com destaque para sua participação no Panorama da Arte Brasileira do MAM, em São Paulo (2005), na Bienal de Valência, em 2007, e na VII Bienal do Mercosul, em Porto Alegre (2009). Embora tenha produzido pinturas no início de sua carreira, especializou-se posteriormente na xilogravura, inclusive realizando experimentos técnicos, como aqueles orientados para a produção de obras de grandes dimensões e para a elaboração de xilogravuras fragmentadas, permitindo a realização de inúmeras obras usando variações de uma mesma matriz. Sua produção se debruça principalmente sobre a religiosidade nordestina. Sobre o artista, afirmou o crítico Pedro Costa: “Desenho e pintura foram [...] submetidos à hierarquia da produção da gravura. O desenho anunciando o rastro das goivas e a escala incomum de suas pranchas. A entintagem das matrizes tornou-se pintura, provindo daí as matrizes objetos, as matrizes pintadas. O trato com essas matrizes; seus infinitos efeitos de gravação, entintagem e impressão; sua permanente reutilização e arranjos vão fazer de Francisco Delalmeida um pesquisador-artesão, um gravador por excelência”.
(Fonte: Museu Afro Brasil, São Paulo)

Artistas participantes da 20ª Unifor Plástica

  • Ana Cristina Mendes
  • Andrea Dall’Olio
  • Azuhli
  • Célio Celestino
  • Diego de Santos
  • Fernando Catatau
  • Francisco Delalmeida
  • Haroldo Saboia
  • Henrique Viudez
  • Herbert Rolim
  • Iago Barreto
  • José Guedes
  • Julia Debasse
  • Leo Ferreira
  • Lia de Paula
  • Maíra Ortins
  • Marilia Oliveira
  • Marco Aurélio Ribeiro
  • Mario Sanders
  • Nil Roque
  • Nivardo Victoriano
  • Raísa Christina
  • Rian Fontenele
  • Totonho Laprovitera
  • Virginia Pinho

Serviço

20ª Unifor Plástica: Simultaneidades – A Arte com a Palavra
Abertura oficial:
10 de outubro, às 19h
Local: Espaço Cultural Unifor
Período de apresentação: 11 de outubro de 2019 a 1º de março de 2020
Horário de funcionamento: 9h às 19h (terça a sexta-feira) e de 10h às 18h (sábado e domingo)
Aberto ao público

 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.