Em Cartaz

A Flauta Mágica

 

Como é comum no universo das óperas, primeiro conhecemos uma ária que se tornou popular – as árias são composições musicais para cantores/as solistas que são parte da obra – para somente depois sabermos a história que é contada naquela peça. Com A Flauta Mágica, de modo geral, não é diferente. Muitos de nós conhecemos a ária da Rainha da Noite, com seus sons agudos incríveis, tão utilizada em filmes e comerciais de tevê e executada por musicistas no mundo inteiro. Mas você conhece o enredo de A Flauta Mágica? 

Trata-se de uma história de travessia. O príncipe Tamino fará uma viagem – com as benções de seu pai, rei de Houres – a um templo distante, em busca de conhecimento e coragem. Acontece que, no início da jornada, o príncipe é abordado por Astrafiamante, a Rainha da Noite, que o instiga a salvar sua filha, princesa Pamina. De acordo com a Rainha, Pamina foi sequestrada por Sarastro, sacerdote do Templo da Sabedoria, para onde Tamino se destinava. E agora? Embora o curso da viagem fosse o mesmo, qual seria o propósito do jovem príncipe?

Tocado pelo sofrimento da Rainha e pela beleza da princesa – a ele apresentada numa pintura magistral –, Tamino decide libertar a moça da prisão imposta pelo falso sábio. Para a expedição, Astrafiamante concede ao príncipe a companhia de Papagueno, um passarinheiro tagarela, e lhe dá dois presentes que podem ser úteis diante de situações perigosas: uns sinos encantados e uma flauta mágica com poderes extraordinários.

O percurso até o templo e a estada naquele lugar são repletos de aventuras e desafios: caçar seu próprio alimento, enfrentar tempestades torrenciais, sentir o calor de um incêndio na floresta, vacilar em relação a seguir ou regressar, serem presos e levados a um calabouço, enfrentar um homem mau, cumprir provas arriscadas.

A obra A Flauta Mágica, com libreto de Emanuel Schikaneder e músicas de Wolfgang Amadeus Mozart, foi concluída em 1791, justo na passagem da Idade Moderna para a Idade Contemporânea, na eclosão da Revolução Francesa. Assim, os ideais revolucionários de liberdade – individual, religiosa e política –, igualdade e fraternidade atravessam essa história de ousadia, de determinação e de afeto.

Nesta montagem do Grupo Mirante de Teatro Unifor, dedicada sobretudo a crianças e adolescentes, a peça ganha o tom do enigma, do mistério, tão ao gosto dessas faixas etárias. Projeções, imagens simbólicas, desenhos geométricos, tons de cinza, seres míticos e personagens de reinos distantes são apresentados pela adaptação dramatúrgica de Fernando Leão e a direção geral de Hertenha Glauce.

Um encontro fecundo de profissionais ligados aos Grupos de Arte da Unifor – Grupo de Teatro, Coral, Cia. de Dança e Camerata – para recriar A Flauta Mágica, aquela que foi a mais popular e a última das óperas que Mozart, além de compositor, atuou como o regente da orquestra, meses antes de seu falecimento. 

Olhos e ouvidos atentos! Venham! Atravessemos reinos, bosques e templos. Juntos! O caminho é que move à viagem!

Serviço

Espetáculo “A Flauta Mágica”
Datas: 5, 6, 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de outubro de 2019
Horário: 17h 
Local: Teatro Celina Queiroz
Ingressos: R$ 30,00 (Inteira) e R$ 15,00 (Meia-entrada)
Venda de ingressos na Loja do Campus Unifor e e venda online: https://bileto.sympla.com.br/event/62522/d/73055/s/379574

Ficha Técnica

Texto: Emanuel Schikaneder
Músicas: Wolfgang Amadeus Mozart
Adaptação Textual: Fernando Leão
Direção Artística e Produção: Hertenha Glauce
Orientação Vocal: Carlos Prata
Orientação Coreográfica: Márcio Carvalho
Orientação Flauta: Cleylton Gomes
Figurinos e Adereços: Yuri Yamamoto
Confecção de Máscaras: Deyvson Freitas
Execução de Figurinos: Cássia Soulier, Elô Silva e João Rodrigues
Cenografia: Hertenha Glauce e Elva Bessa
Maquiagem: Emaynária Martins
Iluminação: Luís Biano
Projeções: Emanuel Soares
Desenhos: Lara Lobo
Fotos: Diretoria de Comunicação e Marketing Unifor (Ares Soares)
Operação de Áudio: Jessé Leão
Operação de Luz: João Mourão
Operação de Projeções: Ildo Mota
Auxiliar Dd Palco: Daniel Franco
Coordenação Técnica/Teatro: Waldenizya Marques
Realização: Vice-Reitoria de Extensão da Universidade de Fortaleza

Elenco:

  • Tamino: Bruno Teixeira
  • Pamina: Emaynária Martins
  • Rainha da Noite: Daniella De Lavôr
  • Rei de Houres e Sarastro: Ivan Lourinho
  • Papagueno: Jotacílio Martins
  • Monostatos: Eurico Mayer
  • Ser Encantado, Criança e Papaguena: Annalies Borges
  • Ser Encantado e Criança: Bruno Ponte

 

Estações

A Cia. de Dança Unifor apresenta, no Teatro Celina Queiroz, o espetáculo “Estações”, inspirado na obra clássica “As Quatro Estações”, do compositor Antonio Vivadi, e nos movimentos coreográficos de George Balanchine. Com foco na técnica neoclássica, o espetáculo ocorre nos dias 2, 3, 9, 10, 16 e 17 de novembro de 2019, sempre às 19h, no Teatro Celina Queiroz.

O espetáculo apresenta simples melodias, retratando o cantar, o assobiar. Retratando principalmente chilros de animais, trazendo alegrias e nitidez ou até tristeza e melancolia. O ritmo varia tanto de forma inesperada como de uma simples resolução, baseando-se no desejo do compositor ao retratar as estações e como as pessoas se comportavam e se sentiam durante o decorrer de cada estação.

As quatro estações são tão sagradas e tão inspiradoras que Vivaldi, famoso compositor barroco, compôs uma peça musical, expressando sua eloquente criatividade, celebrando a vida em forma de amor à natureza. O espetáculo tem como coreógrafo o professor Márcio Carvalho, coordenador da Cia. de Dança Unifor.

Sinopse

A natureza é, sem dúvidas, a vestimenta física de Deus, que com sua sabedoria ilimitada, harmoniza as leis do universo com as estações da vida. As quatro estações do ano nos mostram que dias e noites se entrelaçam, numa explosão poética, a nos mostrar a arte de cada uma delas, desfilando no relógio da natureza sua integridade com a vida da humanidade, que também tem suas estações.

Por conseguinte, o sol sabe a hora do seu crepúsculo, enquanto a lua delibera seu momento, para que abaixo do firmamento tudo tenha seu desígnio e seu tempo certo, a estabelecer no nosso viver a perfeição do Criador.

O Outono – No ciclo reprodutivo de vida da terra, as folhas soltas ao vento anunciam a transformação, o renascimento como o prenúncio ao homem a abundância. Estação da colheita, dos ventos fortes, das folhas no chão, do céu com um azul diferente e com a brisa a esfriar o tempo. Por ser uma estação muito significativa, inspira poetas e artistas em sua arte. É a vida que se renova.

A Primavera – Esta estação tão bela e singular chega para embelezar a vida. É o tempo a nos impulsionar ao céu, como as flores a escalar de perfume o ar, a tingir de cores e beleza os campos, a encantar os dias com a dança das pétalas coloridas ao vento, brindando com os pássaros a felicidade no seu cantar. É a esperança que desponta na vida humana.

O Inverno – Caracterizado pelo frio a fecundar as sementes, a inundar o ventre dos rios e dos mares. Tempo da semeadura, das noites frias, de chuvas fortes e de pouca luz solar. Estação da alegria na luta do homem e sua plantação. É a vida que se retrai, mas que se anima.

O Verão – Quanto a temperatura aumenta no solo. O brilho ofuscante do sol invade a vida com sua força exuberante, numa apoteose incandescente das estrelas, a iluminar os céus, os mares, a terra, num bailar inebriante de seus matizados raios. É o brilho de Deus emanando sua luz ao mundo.

Sobre a Cia. de Dança Unifor

A Cia. de Dança Unifor é um grupo de arte mantido pela Fundação Edson Queiroz que foi idealizado pela Vice-Reitoria de Extensão da Universidade e apresenta ao público performances alinhadas com as novas tendências da dança, ao mesmo tempo que valoriza suas tradições. Premiada em diversos concursos, a Cia. de Dança Unifor é liderada pelo professor Márcio Carvalho, apresentando desde a dança clássica até a dança contemporânea, passando pelo jazz, sapateado, entre outros estilos. Em 2015, a Cia. de Dança Unifor apresentou o espetáculo “Abstratus” e, em 2017, o espetáculo “Composição e Construção”, também no Teatro Celina Queiroz. Cada espetáculo representa a culminância dos ensaios e apresentações do grupo ao longo do ano.

Elenco Cia de Dança Unifor
Bailarinos:

  • Ana Carolina Carneiro de Oliveira
  • Ana Beatriz Batista de Almeida 
  • Ana Beatriz Andrade de Carvalho
  • Alex Magalhães da Silva
  • Alexandre Magalhães da Silva 
  • Brígida Jales Mourão 
  • Beatriz Silveira Torres Costa 
  • Binta Yaffa
  • Catarina Costa Cruz 
  • Francisco Victor dos Santos Bento 
  • Fernanda Edna Silveira Praxedes 
  • João Pedro Cícero da Costa Laurentino 
  • Larissa Parente Costa Barros 
  • Victória Veloso e Silva 

Bailarinos Convidados Studio In Dance:

  • Lucas Lopes
  • Raphael Santiago

Ficha Técnica

Compositor: Antonio Vivaldi
Coreografia e Direção: Marcio Carvalho
Figurinista: Davi Barreto
Cenografia: Equipe Unifor e Marcio Carvalho
Costureira: Dona Rosa
Poesia: Maria Itaci Filizola Rocha
Técnico de Iluminação: João Carlos Mourão
Técnicos de Áudio: Daniel Franco e Jessé Leão
Assistente de Palco: Everson Gomes
Supervisão Técnica do Teatro: Wal Marques

Serviço

Espetáculo “Estações”
Dias: 2, 3, 9, 10, 16 e 17 de novembro de 2019
Horário: 19h
Local: Teatro Celina Queiroz, campus da Unifor
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia)
Mais informações: 3477.3311