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Qua, 13 Janeiro 2021 10:42

Brasil oferta mais de 1 milhão de vagas no setor de energias renováveis

Conheça as razões da expansão do mercado de trabalho na área, em especial no estado do Ceará


Na Unifor, você pode cursar a graduação tecnológica em Energias Renováveis ou a pós-graduação em Gestão de Plantas de Geração Renováveis. (Foto: Getty Images)
Na Unifor, você pode cursar a graduação tecnológica em Energias Renováveis ou a pós-graduação em Gestão de Plantas de Geração Renováveis. (Foto: Getty Images)

Dados apontam que o Brasil é o segundo lugar entre os países com o maior número de empregos em energias renováveis, conforme levantamento da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). O relatório anual divulgado pela entidade mostrou que o país fica atrás apenas da China em número de vagas. Atualmente, no Brasil, há 1,158 milhão de empregos em energias renováveis, enquanto a China tem 4,361 milhões. 

Em um mundo cada vez mais atento às práticas de sustentabilidade, essa profissão se destaca entre as carreiras mais buscadas por empresas interessadas em adequar seus mecanismos de atuação à preservação do meio ambiente. O atual nível de consumo de recursos e de geração de resíduos no mundo equivale à necessidade de mais de um planeta e meio, e isso é insustentável a longo prazo sob a ótica de garantia de recursos para as gerações futuras. 

Para a professora do curso de graduação tecnológica em Energias Renováveis, Dayane Carneiro, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas em 2020 decorrentes da pandemia, o setor elétrico brasileiro se mostrou resiliente. Pontos relevantes do cerne de diretrizes do setor de energia estão em discussão para maior amadurecimento. Conforme a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o setor está sendo direcionado para um crescimento da representatividade das fontes de geração renovável, de foco na modernização, na implementação de um novo modelo de preços que reflita a realidade operacional da geração e do consumo, e de continuidade da abertura gradual, constante e organizada do mercado.

O fortalecimento de uma economia de baixo carbono baseada no uso de fontes limpas e renováveis para a geração de energia está no rol de atividades estratégicas em muitos países como alternativa de geração de emprego/renda no sentido de incrementar a economia após a pandemia. Segundo dados levantados pela IRENA, está previsto na agenda de ações pós-covid o fortalecimento de um cenário onde será possível criar 5,5 milhões empregos ligados à transição energética nos próximos três anos. Com isso, seria possível chegar a 2030 com 30 milhões de vagas em energias renováveis em todo o mundo. 

Efeitos de mudança climática exigem ações urgentes para sua mitigação e a transição energética para maior participação de fontes limpas e renováveis. É um movimento que globalmente deve e está sendo adotado numa economia de baixo carbono. “E o Brasil, que tem grande potencial de fontes limpas e renováveis, ao apostar na maior participação destas fontes na sua matriz elétrica estará alinhado com ações para a sustentabilidade do planeta, além de promover geração de emprego e renda para a população ao explorar recursos renováveis locais”, afirma Dayane. 

Energias Renováveis no Ceará

O Estado do Ceará é privilegiado com abundância de recursos renováveis, como por exemplo o sol e o vento. Devido à sua localização, o potencial dessas fontes é colocado em patamares superiores à média mundial, o que traz vantagem atrativa para o Estado. Dayane explica que em aproveitamento ao seu potencial renovável, o Ceará mudou seu perfil de importador de energia elétrica para exportador de energia, tomando como base de maior participação inicialmente a fonte eólica, mesmo nos últimos anos registrando crescimento da fonte solar. 

Dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) mostram que o Ceará possui um potencial capaz de atender toda a demanda exigida. O crescimento da geração eólica no Brasil tem sido impulsionado por um forte interesse de investidores devido às características dos ventos do país, principalmente da região Nordeste, visto por muitos especialistas como um dos melhores do mundo para a produção de eletricidade.

Segundo levantamento da consultoria ePower Bay para a Reuters, os dez parques eólicos mais produtivos do Brasil, todos no Nordeste, tiveram fatores de capacidade médios de entre 60,8% e 64,6%. A Irena afirma que o vento brasileiro é razoavelmente mais produtivo que a média global, mas com números “entre os maiores no mundo” na região Nordeste. 

Estude Energias Renováveis da Unifor

A professora Dayane afirma que o próprio estado do Ceará é um ponto de absorção dos egressos do curso de Energias Renováveis da Universidade de Fortaleza. Ao longo da graduação tecnológica, os alunos têm vivência com os conceitos-base técnicos e sistêmicos do setor de energias renováveis. Ao todo, são cinco semestres que envolvem aprendizados em áreas como planejamento, implantação, construção, manutenção e operação de sistemas de geração de energia a partir de fontes renováveis. 

Para que o aprendizado flua de forma tranquila, o aluno de Energias Renováveis precisa de aptidão em áreas como cálculo e física para os setores de energia solar e eólica. Já o âmbito da geração de energia a partir da biomassa exige afinidade com química e biologia. O curso também aprofunda conhecimentos em gestão de pessoas, elaboração de documentos técnicos e estudos de viabilidade de investimento tanto para usuários domésticos quanto para grandes produtores de energia.

Mais informações: (85) 3477.3048 | renovaveis@unifor.br

Pós-graduação também aposta na área 

A Pós-Unifor também oferta uma especialização na área com o tema Gestão de Plantas de Geração Renováveis. O curso é destinado a empresários, executivos, engenheiros, consultores, tecnólogos e outros profissionais de nível superior interessados em se capacitar ou aprofundar os conhecimentos relativos aos processos de geração de energia a partir de fontes alternativas. 

Mais informações: (85) 3477.3174 / (85) 99246-6625 (WhatsApp) / latosensu@unifor.br