angle-left Quinta Literária analisa obra “Grande Sertão: Veredas”, do escritor João Guimarães Rosa

Quinta Literária analisa obra “Grande Sertão: Veredas”, do escritor João Guimarães Rosa

Grande Sertão: Veredas é um livro de João Guimarães Rosa escrito em 1956. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lançado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona. (Foto: Blog Literature-se)
Grande Sertão: Veredas é um livro de João Guimarães Rosa escrito em 1956. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lançado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona. (Foto: Blog Literature-se)

O Projeto Quinta Literária realiza, no dia 11 de outubro, uma análise sobre a obra "Grande Sertão: Veredas”, do escritor João Guimarães Rosa. O debate é organizado pelo Núcleo Cidadania Ativa do Centro de Ciências Jurídicas em parceria com a Vice-Reitoria de Extensão e a Pós-Graduação em Direito Constitucional.

Sob a mediação do professor Newton Albuquerque, estarão presentes os debatedores Dimas Macedo, José Batista de Lima e Presciliana Morais. O programa tem por objetivo discutir Literatura e Direito por meio de obras literárias brasileiras e estrangeiras.

O evento terá início às 17h20 no auditório A4. Os alunos interessados em participar deverão chegar com 20 minutos de antecedência ao local para realizarem suas inscrições. Os estudantes que participarem receberão certificado válido como Atividade Complementar (2 pontos ou 5 horas).

Sobre a obra 

Publicado em 1956, o clássico da literatura brasileira “Grande Sertão: Veredas”, do escritor João Guimarães Rosa, pode ser considerado um dos mais simbólicos e representativos romances da arte literária. O lugar onde se mesclam elementos do experimentalismo linguístico e a temática regionalista para criar uma obra única e inovadora. 

A narrativa se apresenta numa espécie de labirinto, como se fosse uma metáfora da vida. A travessia desse labirinto, por analogia, pode ser interpretada como a travessia da existência humana: “o sertão é o mundo”, onde se pode registrar, manipular e transformar: um mundo mítico, ativo e interativo. 

A linguagem do autor recria um universo distinto ao passo que reinventa a vida, as falas, as angústias, os medos, as alegrias, as descobertas, os encontros e desencontros da humanidade sertaneja. O sertão é o espaço da existência onde se confundem linguagem original, poética e criadora, um universo ainda em seu estado bruto e puro de sentido: “Tem uma verdade que se carece de aprender, do encoberto, e que ninguém não ensina: o bêco para a liberdade se fazer. Sou um homem ignorante. Mas, me diga o senhor: a vida não é cousa terrível? (...) o correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." (João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas).

Serviço

Programa Quinta Literária
Data: 11 de outubro de 2018 
Horário: 17h20
Local: Auditório A4
INSCRIÇÕES NO LOCAL