angle-left Exposição da Fundação Edson Queiroz é aberta ao público em Roma

Seg, 5 Março 2018 17:52

Exposição da Fundação Edson Queiroz é aberta ao público em Roma

Antonio Patriota, embaixador do Brasil em Roma, prestigia lançamento da exposição com convidados ilustres (Foto: Josué de Lyrio)
Antonio Patriota, embaixador do Brasil em Roma, prestigia lançamento da exposição com convidados ilustres (Foto: Josué de Lyrio)

Um passeio pela evolução da arte moderna brasileira por meio de mais de 70 obras de artistas do Brasil ou radicados no país. É o que proporciona a exposição “Arte Moderna in Brasile” ( Arte Moderna no Brasil), da Coleção da Fundação Edson Queiroz, lançada no dia 1º de março, no Palácio Pamphili, sede da Embaixada do Brasil em Roma. Até 5 de maio de 2018, italianos e turistas poderão conferir gratuitamente obras importantes do Modernismo brasileiro.

As mais de 70 obras foram divididas em três salas de acordo com os estilos desenvolvidos sobretudo entre os anos de 1920 e 1960, passando pela arte figurativa, pela abstração, até chegar ao abstrato informal. 

Na primeira sala, que retrata os primeiros anos do Modernismo no Brasil, o visitante pode ver, por exemplo, todo o expressionismo da obra “Duas amigas”, de Lasar Segall, artista que nasceu na Lituânia, viveu na Alemanha e, depois, foi naturalizado brasileiro.

A mostra também exibe o talento do cearense Sérvulo Esmeraldo, considerado pioneiro na arte cinética, que permite que a obra ganhe movimento a partir da energia de quem a toca. A italiana Alessandra Giovannetti, que esteve presente na abertura da exposição, ficou admirada com o que viu. “Estou achando muito interessante conhecer a cultura e a arte brasileiras, que, até então, eu não conhecia muito”, explicou a jovem que trabalha como gerente de redes sociais em Roma.

Segundo a curadora da exposição, Regina Teixeira de Barros, os visitantes vão poder conhecer as duas principais contribuições do Modernismo para a arte brasileira: o primeiro foi trazer uma atualização para os artistas, já que a grande maioria deles ainda era muito ligada à academia e as influências greco-romanas. Depois, o Modernismo levou os artistas a retratarem mais o Brasil em suas obras. “Muitos passaram a investigar a ideia de Brasil, de brasilidade, então, vão propor imagens que revelem o país. Eles vão justamente perguntar: o que é o Brasil? O que é ser brasileiro? Di Cavalcante e Portinari são grandes exemplos disso”, explica a curadora.

O embaixador do Brasil em Roma, Antonio Patriota, falou sobre a importância de trazer a exposição para a Itália: “Essa exposição é uma belíssima apresentação do que há de melhor no século XX, com uma variedade grande de estilos com artistas como Anita Malfati, Di Cavalcante, Hélio Oitica. Sou muito grato à Fundação Edson Queiroz porque realmente é um presente que ela dá à Embaixada do Brasil em Roma e ao público que terá a possibilidade de apreciar e admirar uma coleção única”, ressaltou.

Várias autoridades participaram da abertura da exposição, entre elas, o cônsul honorário do Brasil na França, Emmanuel Guillemett, que falou sobre a importância da exposição: “É uma grande oportunidade de divulgar a arte brasileira na Europa. Eu espero que seja um sucesso porque essa é uma coleção ímpar no Brasil”, ressaltou. A esposa dele, Leda Roqueirol, que já foi professora da Universidade de Fortaleza, disse que eles saíram da França para prestigiar a abertura da exposição em Roma. “É motivo de orgulho ver a Fundação Edson Queiroz internacionalizar a cultura, a arte e todo o acervo que tem”, afirmou.

Todas as obras expostas em Roma são da Fundação Edson Queiroz, que nos últimos 30 anos vem construindo uma das mais significativas coleções de arte do Brasil, com obras que vão desde o período Colonial até a Arte Contemporânea, retratando cerca de 400 anos de produção artística. Além de Fortaleza, essa mesma exposição já esteve em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro.

Ano passado, ficou quase quatro meses no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, antes de chegar à capital italiana. Durante a abertura da mostra em Roma, Renata Queiroz Jereissati, do Conselho Curador da Fundação Edson Queiroz, lembrou que essa exposição era o sonho do irmão, o chanceler Airton Queiroz: “Esse era o desejo do meu irmão e ele foi embora sabendo que a exposição ia sair do Ceará e viria pra Europa, o que o deixou muito feliz. É importante que o que a gente tem de precioso e de bonito seja partilhado, é motivo de orgulho poder mostrar essa paixão grande que ele tinha e poder partilhar com outras pessoas para que elas aprendam também da cultura do Brasil e do Ceará, dos nossos artistas”, frisou.

Serviço

Exposição: “Arte Moderna in Brasile da Fundação Edson Queiroz"
Período: 2 de março a 5 de maio de 2018
Horário de visitação: terça a sábado, das 10h às 18h
Local: Embaixada do Brasil em Roma
Endereço: Palazzo Pamphilj, Piazza Navona 14, 00186- Roma, Itália
 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.