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Qui, 3 Maio 2018 16:06

Exposição fotográfica conta a história da Unifor

A mostra revela a realização do sonho do industrial Edson Queiroz de impactar na educação superior brasileira


Aula inaugural da Unifor (1973)
Aula inaugural da Unifor (1973)

“Na meia luz do crepúsculo vespertino de hoje, nesta Fortaleza, vi um homem chorar e uma Universidade nascer”. Foi com essa frase que, em 21 de março de 1973, o então ministro da Educação Jarbas Passarinho deu início à aula magna de inauguração da Universidade de Fortaleza. Fruto do sonho do industrial Edson Queiroz, a Unifor completou, em 2018, 45 anos de educação de excelência.

Um legado de sucesso e transformações na sociedade acompanha a história da instituição, que é contada por meio de fotografias documentais na exposição “Um Sonho em Movimento”, em cartaz no Hall da Biblioteca Central da Unifor.

Alunos, professores, egressos e o público em geral poderão conferir a exposição, gratuitamente, de segunda a sexta, das 7h às 21h55, e aos sábados, de 7h30 às 16h25.

A Unifor surgiu a partir do incômodo do empresário Edson Queiroz em ver grandes talentos cearenses sendo obrigados a buscar conhecimento em outros Estados. Foi então que, em meio à crise no sistema educacional superior da época e com uma ideia visionária, a Fundação Edson Queiroz dava início ao que é hoje o seu maior projeto.

“A mostra fotográfica ‘Um Sonho em Movimento’ cumpre o papel ao apresentar personagens e fatos marcantes da história da Universidade de Fortaleza, em particular, e do desenvolvimento da educação superior no Ceará e no Nordeste, de forma ampla. Ao longo do percurso traçado na mostra, vemos como o sonho de meu pai, Chanceler Edson Queiroz, foi colocado em movimento, isto é, transformado em projeto e, em seguida, em realização. Sonho, aliás, que não era só dele: o Estado e toda a região clamavam por acesso à formação universitária, o que naquela época era restrito a uma parcela ínfima da população”, destaca a presidente da Fundação Edson Queiroz,  Lenise Queiroz Rocha.

O professor Randal Pompeu, vice-reitor de Extensão da Unifor e coordenador da mostra, ressalta que “a exposição ‘Um Sonho em Movimento’ traduz nosso compromisso com a preservação e recuperação da memória da Universidade de Fortaleza, considerada um marco para a educação de nível superior do país, mediante a concretização do sonho do então Chanceler Edson Queiroz e das pessoas que o cercavam e o sucederam, notadamente dona Yolanda Queiroz e o Chanceler Airton Queiroz. Ao visitar a mostra, o visitante poderá ter noção da grandiosidade dessa missão e constatar que o sonho gerador da Unifor permanece vivo”.

Em seus 45 anos de atuação, a Universidade de Fortaleza tem em seu DNA a arte, a cultura e a pesquisa, pilares que estruturam a instituição desde sua inauguração. Desde então, a Universidade contribui com a sociedade em vários aspectos, da saúde à tecnologia, da comunicação e gestão às áreas jurídicas.

Com imagens selecionadas a partir de mais de 25 mil fotografias, a exposição conta com 53 fotos impressas, além de outras digitalizadas, dispostas em monitores, que complementarão a contação de vários sonhos de alunos, professores e gestores que ainda fazem ou que um dia fizeram parte da história da Unifor.

Produzida a partir da curadoria de três professores que fazem parte da história da Unifor, a exposição fotográfica “Um Sonho em Movimento” revela com riqueza de detalhes cada ponto importante da trajetória que a Instituição percorreu até chegar ao que é hoje: a melhor universidade particular do Norte e Nordeste do país.

A curadoria é dos professores Adriana Helena, Glauber Filho e Wilton Martins, que destacam o desafio de selecionar as fotos que melhor representassem cada fase da Unifor. “Nessas 25 mil fotos, encontramos muitos sonhos, projetos e realizações, como a abertura de cursos e a construção de edifícios, o que tornou o processo bastante complexo. A Unifor é muito orgânica, ela não para, está sempre em movimento e sempre tem alguma coisa acontecendo, a toda hora, a todo dia”, ressalta a professora Adriana Helena.

A documentação histórica começa no início dos anos 1970, com o lançamento da pedra fundamental da Unifor. Após este momento, a exposição é dividida por décadas, até chegar ao século XXI, cuja fotografia mais recente é datada do dia 16 de abril deste ano, com a inauguração da nova Academia da Unifor, um marco importante na construção de um legado de preocupação com a formação profissional de seus alunos e o bem-estar físico e mental da população.

“Cada um de nós se sente um pouco responsável por essa história, pois ela passa muito por nós. Dos 45 anos de história da Unifor, eu faço parte de 15, por isso eu me orgulho em dizer que eu construí um pouco a história da Universidade”, relata, orgulhosa, a professora Adriana Helena.

O professor Wilton Martins salienta que as fotografias emocionam pela riqueza histórica que elas transmitem. “Acredito que conseguimos reunir fotografias que representam bem cada década de existência da Universidade. São imagens que possuem um valor histórico importante, e é gratificante mostrá-las para o público. Estou muito contente com as imagens escolhidas para comemorar os 45 anos da Unifor”, complementa.

Serviço

Lançamento da exposição fotográfica “Um Sonho em Movimento”
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h55, e aos sábados, de 7h30 às 16h25
Local: hall da Biblioteca da Unifor (Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz – Fortaleza/CE)
Entrada gratuita

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.