angle-left Menos30 Fest: palestra “Daqui para onde?” aborda tendências profissionais do século XXI

Qua, 27 Novembro 2019 08:39

Menos30 Fest: palestra “Daqui para onde?” aborda tendências profissionais do século XXI

A iniciativa trouxe debate sobre as mudanças tecnológicas, suas transformações exponenciais, e como isso impacta na construção do futuro


Os convidados discutiram sobre mudanças tecnológicas e suas transformações exponenciais, inteligência artificial, automação robótica, internet das coisas, e como esses aspectos influem no futuro que desejamos construir. Foto: FotoNIC.
Os convidados discutiram sobre mudanças tecnológicas e suas transformações exponenciais, inteligência artificial, automação robótica, internet das coisas, e como esses aspectos influem no futuro que desejamos construir. Foto: FotoNIC.

A jornalista e repórter do programa Fantástico, Renata Ceribelli comandou a mediação da palestra “Daqui pra onde?”, que aconteceu no Palco Grandes Atrações, alocado no Teatro Celina Queiroz, durante o Menos30 Fest.

Os convidados Ivan Patriota, Eduardo Perez e Vasco Furtado discutiram sobre mudanças tecnológicas e suas transformações exponenciais, inteligência artificial, automação robótica, internet das coisas, e como esses aspectos influem no futuro que desejamos construir. 

A revolução tecnológica, todas as suas vertentes e ramificações já fazem parte ou farão parte do cotidiano em qualquer sociedade. Como os seres humanos fazem uso dessas tecnologias, como se empenham para transformar o mundo a partir ferramenta foi a questão de enfoque principal discutida durante a iniciativa

Entender tendências, interpretar dados, analisar informações, capacidade de adquirir novos conhecimentos, saber se relacionar com o outro e não ter medo da tecnologia, além de se adaptar e criar com essa ferramenta, foram pontos ressaltados pelos palestrantes e pela mediadora como indispensáveis para a construção de um futuro de sucesso. 

Renata Ceribelli afirmou a importância de aliar tecnologia para o crescimento de qualquer profissão. “Eu estou me reinventando em meus 30 anos de profissão. Por isso devemos sair da nossa zona de conforto e usar a tecnologia a nosso favor. E o principal, nunca devemos parar de aprender”, declarou. 

Segundo Ivan Patriota, transformar a sociedade em um local menos desigualdade é de extrema importância. “Acredito que um bom futuro, seja aquele menos desigual, no nosso país e no mundo, em que as pessoas tenham mais oportunidade. E transformar a sociedade em um local mais igual é uma responsabilidade do governos, da academia, das empresas e dos cidadãos. Isso acontecendo vai ser benéfico para a nossa economia, quanto para o nosso social”, ressaltou. 

O Diretor de Data & Analytics do time de Inteligência Digital da Globo, Eduardo Perez acredita que sem uma boa educação ambiental o futuro não será como todos desejam. “Não temos duas terras para explorarmos recursos e não temos pessoas que entendam o potencial estrago que o ser humano faz no planeta. Por mais que esse assunto seja divulgado pela mídia, ninguém muda o seu estilo de vida para tentar melhorar essa situação. Então, acredito que um bom futuro só vai existir se nos empenharmos nessa questão”, afirma Eduardo. 

Saiba mais sobre os Palestrantes

Ivan Patriota, Diretor Executivo do CESAR Labs, área de Experimentação e Empreendedorismo do CESAR. Graduado em Ciência da Computação (Unicap), Especialista em Gestão de Projetos (UPE).

Eduardo Perez é Diretor de Data & Analytics do time de Inteligência Digital da Globo. Lidera equipes que atuam com as ferramentas AdTech e com as plataformas de dados para a publicidade digital. Participou da transformação digital de várias empresas desde o início da Internet no Brasil. Bacharel em Economia (USP), possui pós-graduação em Engenharia de Software (FASP) e MBA em Environmental Management and Technology (USP). Em sua trajetória profissional, conduziu equipes de engenheiros de software e cientistas de dados que criaram produtos baseados em análise estatística preditiva/machine learning, inteligência artificial, desenvolvimento de software e infraestrutura de TI.

Vasco Furtado é professor e Diretor de Pesquisa e Inovação da Universidade de Fortaleza. Formado em computação pela Universidade Federal do Ceará, fez mestrado na Universidade Federal da Paraíba e doutorado na Universidade de Aix-Marseille III, França.  Realizou o pós-doutorado no KSL (Knowledge Systems Laboratory), berço do nascimento da Inteligência Artificial, na Universidade de Stanford. 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.