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Qui, 25 Outubro 2018 09:35

Prefeitura e Unifor lançam programa de promoção à saúde do professor municipal

Objetivo da parceria é contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos docentes, com foco nas áreas de saúde mental, saúde vocal e saúde do movimento


Representantes da Prefeitura e da Unifor participaram do lançamento do Programa de Promoção da Saúde Integral do Profissional da Educação. (Foto: Ares Soares).
Representantes da Prefeitura e da Unifor participaram do lançamento do Programa de Promoção da Saúde Integral do Profissional da Educação. (Foto: Ares Soares).

A Prefeitura de Fortaleza, com a participação da Universidade de Fortaleza (Unifor), vai implementar o Programa de Promoção da Saúde Integral do Profissional da Educação (Prosipe), com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais da rede municipal de educação, com foco nas áreas de saúde mental, saúde vocal e saúde do movimento. A assinatura da parceria aconteceu dentro das comemorações do Dia do Professor, 15 de outubro, durante visita do prefeito Roberto Cláudio e da reitora Fátima Veras às obras da Academia do Professor, centro de formação, valorização e assistência aos professores da Prefeitura de Fortaleza, com previsão de entrega para dezembro de 2018. Além de professores e alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Unifor, o Prosipe contará com a participação de representantes da Secretaria Municipal da Educação e do Instituto de Previdência do Município (IPM).

Segundo a reitora Fátima Veras, a Academia do Professor será importante espaço para que os docentes possam aperfeiçoar, em parceria com instituições de ensino superior, suas atividades profissionais. “Com o Prosipe, a Universidade de Fortaleza está cumprindo o seu papel de colocar as pesquisas aplicadas em seu campus à disposição da comunidade, beneficiando significativos setores da população”, ressalta. O prefeito Roberto Cláudio, por sua vez, destaca o papel das universidades, que, por meio de parcerias com o poder municipal, “demonstram solidariedade com a cidade de Fortaleza e sensibilidade com a causa da educação pública”.

A fonoaudióloga Christina Praça, doutora em Saúde Coletiva e professora da Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unifor (PPGSC), informa que o Prosipe prevê a realização de atividades voltadas ao trabalhador da área de educação, incluindo programa de saúde vocal, práticas de comunicação em sala de aula, plantões psicológicos, grupos de apoio, oficinas de educação em saúde, aulas de dança, hidroginástica, ginástica e campanhas anuais.


Muitas das atividades serão realizadas na Academia do Professor, que dará suporte à implementação de todo o movimento em prol da saúde dos profissionais da educação, servindo como ponto de referência para grande parte das ações a serem desenvolvidas nas áreas de educação e promoção da saúde. Além da academia, as ações também serão realizadas no IPM, distritos de educação e em escolas da rede municipal.

Aplicativo VoiceGuard

No caso específico da saúde vocal, as ações serão amparadas por tecnologias eHealth (eletronic health), como o VoiceGuard, aplicativo que objetiva promover auxílio nos cuidados diários com a voz, principalmente para quem a utiliza como um dos principais instrumentos de trabalho, e o curso de educação a distância “Saúde Vocal em Foco”.


Ambas as tecnologias emergiram de pesquisas desenvolvidas pela equipe coordenada pela professora Christina Praça, do PPGSC, em parceria com o Laboratório de Inovação e Novos Negócios do Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (NATI), e com o Núcleo de Educação a Distância (Nead), todos da Unifor. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) subsidiaram o desenvolvimento e a validação dessas tecnologias.


Durante a elaboração da sua tese de doutorado, a professora Christina Praça realizou estudos para conhecer o perfil de saúde vocal dos professores da rede municipal de ensino de Fortaleza, chegando à conclusão de que muitos não se submetiam a um acompanhamento adequado, inclusive solicitando materiais com dicas para melhorar o uso da voz e mantê-la saudável.

O VoiceGuard e o Saúde Vocal em Foco fazem parte de uma metodologia de trabalho de fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde, adotando estratégias para gerar conhecimento, promover e gerenciar a saúde vocal. O aplicativo emite alertas e lembretes para a ingestão de água, além de disponibilizar uma ferramenta para a medição do ruído ambiental, a qual avisa ao usuário se a intensidade é aceitável ou prejudicial à voz.

Com 16 telas e várias funcionalidades, dentre testes, dicas e orientações, o aplicativo ainda produz relatórios diários de acompanhamento do desempenho vocal, sendo possível enviá-los a um profissional que acompanhe o usuário e controlar o agendamento de exames. Foram seis meses de concepção e outros seis de produção e testes, incluindo a avaliação de especialistas e melhorias em sua usabilidade. Já o curso Saúde Vocal em Foco foi desenvolvido parar ampliar as possibilidades de formação em saúde vocal e dar suporte ao aplicativo VoiceGuard.

Equipe da Unifor que participou da elaboração do Prosipe

  • Christina Praça (Professora do Pós-Graduação em Saúde Coletiva)
  • Raimunda Magalhães (Professora da Pós-Graduação em Saúde Coletiva)
  • Eurico Vasconcelos (Coordenador do Laboratório de Integração Acadêmica do NATI)
  • Rosemary Cavalcante (Professora da Graduação em Psicologia)
  • Noália Magna de Araújo (Professora da Graduação em Psicologia)
  • Diane Nocrato (Coordenadora da graduação em Educação Física)
  • Thiago Medeiros (Professor da graduação em Educação Física)
  • Renata Fonteles (Mestranda em Saúde Coletiva)
Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.