angle-left Saúde na universidade: pesquisadoras desenvolvem estudo para avaliar práticas

Ter, 6 Agosto 2019 14:35

Saúde na universidade: pesquisadoras desenvolvem estudo para avaliar práticas

O IAPSU (Instrumento de avaliação da Promoção da Saúde na Universidade) analisa quesitos como atividade física e fatores sociais direcionados aos estudantes


O artigo foi publicado recentemente em revista científica internacional de grande relevância para área. Foto: Ares Soares.
O artigo foi publicado recentemente em revista científica internacional de grande relevância para área. Foto: Ares Soares.

Avaliar como práticas alternativas e complementares de promoção da saúde estão sendo disseminadas no cotidiano dos estudantes universitários. Este é o objetivo da pesquisa “Academic education in health profession programs, knowledge and use of Complementary and Alternative Medicine (CAM) by university students”, realizada na Universidade de Fortaleza e direcionada aos cursos da área de Saúde.

Desenvolvido durante o pós-doutorado da professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unifor (PPGSC), Ana Catrib, o instrumento IAPSU, utilizado no estudo, compreende um questionário com diversos quesitos a serem avaliados.  

O artigo foi publicado recentemente em revista científica internacional de grande relevância para área, a Complementary Therapies in Medicine.

“O instrumento possui 5 domínios: atividade física, dieta, fatores sociais, ou seja, verificar como o ambiente universitário lida com questões de discriminação, orientação sexual, relação aluno-professor; fatores psicossociais, que abordam a saúde mental do aluno e, por fim, a prática alternativa complementar, que usamos para o artigo em questão”, explica a professora.

As práticas alternativas complementares são múltiplas, como: massagem, acupuntura, dieta e meditação. A pesquisa foi realizada com os nove cursos de graduação na área de Saúde da Unifor. Ao total, foram entrevistados 512 alunos.

“Identificamos que os cursos de Fisioterapia, Enfermagem, Educação Física e Psicologia são os que mais conhecem as práticas e acreditam que este conhecimento pode promover um ambiente universitário saudável”, destaca Natasha Teixeira, aluna de doutorado do PPGSC orientada por Ana Catrib, e professora do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Piauí.

Natasha destaca ainda que planeja expandir a pesquisa em seu doutorado. “Pretendo ampliar essa pesquisa para cinco regiões do país, abordando dez instituições: cinco públicas e cinco privadas. Ainda está na fase de elaboração, e se tudo continuar favorável, ele dará vários artigos decorrentes desse projeto”, completa.

O estudo também recebeu a contribuição de Ana Paula Abdon, professora do curso de Fisioterapia da Unifor e dos dos alunos de mestrado do grupo de pesquisa ‘Saúde nos espaços educacionais’, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.