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Ter, 10 Abril 2018 14:33

Aluna da Pós-Unifor desenvolve projeto para acelerar recuperação de pacientes com câncer

Semíramis Santos, Mestre em Ciências Médicas pela Unifor, desenvolveu uma pesquisa para evidenciar como a Terapia Nutricional Imunomoduladora é capaz de melhorar o estado clínico de pacientes com câncer de cabeça e pescoço


Semíramis concluiu seu Mestrado em Ciências Médicas na Pós-Unifor (Foto: Arquivo Pessoal)
Semíramis concluiu seu Mestrado em Ciências Médicas na Pós-Unifor (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde, OMS, os tumores na cabeça e pescoço, que incluem boca, nariz, laringe e hipofaringe, configuram o nono tipo de câncer mais popular do planeta. Entretanto, se identificado ainda em estágios iniciais, há possibilidade de cura em 80% dos casos.

Pensando nas dificuldades enfrentadas por pacientes acometidos com esse tipo de câncer, a nutricionista, farmacêutica e Mestre em Ciências Médicas pela Pós-Unifor, Semíramis Santos, desenvolveu uma pesquisa utilizada como sua tese de dissertação, evidenciando como o uso da Terapia Nutricional Imunomoduladora seria um método capaz de melhorar o estado clínico pós-cirúrgico destas pessoas.

A pesquisa, intitulada “Perfil Bioquímico, Celular e Proteômico do Plasma de Pacientes com Câncer de Cabeça e Pescoço Submetidos a Terapia Nutricional Enteral Imunomoduladora no Pós-cirúrgico”, foi realizada no Laboratório de Análise Proteômica da Unifor, localizado no Núcleo de Biologia Experimental, e já é utilizada como protocolo assistencial no Instituto do Câncer do Ceará — ICC. O trabalho foi orientado pela professora Ana Cristina de Oliveira Monteiro Moreira e coorientado pela professora Marina Duarte Pinto Lobo.

“A ideia da pesquisa partiu da necessidade de se estudar algo relevante em um ambiente hospitalar e que pudesse trazer novas condutas terapêuticas nutricionais padronizadas para melhor recuperação dos pacientes oncológicos, principalmente estudar o que na literatura já se trazia como recomendação”, explica Semíramis.

A proposta deste trabalho é de apresentar dados relevantes no sentido de se defender o uso de dieta imunomoduladora como forma de reduzir a resposta inflamatória do paciente, sem comprometer outros parâmetros imunológicos. “O tempo de internação dos pacientes do serviço de cabeça e pescoço é, em média, de três dias. Não foi evidenciada a ocorrência de complicações pós-cirúrgicas, como infecções hospitalares e sepse nos pacientes estudados, exceto o aparecimento de fístula em um paciente, cujo estado nutricional foi classificado como desnutrição grave. Tivemos uma melhora na evolução do estado nutricional, comparando na admissão e alta hospitalar”, argumenta

A professora Adriana Rolim, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Unifor, explica que pesquisas como esta são sempre incentivadas durante o curso. “Os discentes do Mestrado são estimulados a desenvolverem projetos de pesquisa que contribuam para o desenvolvimento humano, econômico e social de nossa região”, conclui.

"O nosso projeto foi de grande relevância, pois transformar e potencializar protocolos assistenciais em um ambiente hospitalar não é algo fácil. Conseguir impactar de forma positiva pessoas que submetem a cirurgias tão invasivas e grandes, melhorando o pós-operatório e possibilitando retorno o mais cedo possível pro ambiente familiar, é de grande satisfação e realização como pessoa e profissional. Pesquisar, estudar e crescer na profissão só faz sentido se tivermos retorno em ajudar outros”, finaliza Semíramis.