angle-left Odontologia é só cárie e cirurgia?

Ter, 14 Maio 2019 17:08

Odontologia é só cárie e cirurgia?

O cirurgião-dentista pode atuar em áreas específicas, como Odontopediatria e Ortodontia, seja em grandes metrópoles ou em cidades interioranas


A graduação em Odontologia da Unifor é destaque no desenvolvimento de pesquisas e na formação de profissionais capazes de prevenir, diagnosticar, planejar e tratar as mais diversas situações que afetam a saúde bucal (Foto: Ares Soares)
A graduação em Odontologia da Unifor é destaque no desenvolvimento de pesquisas e na formação de profissionais capazes de prevenir, diagnosticar, planejar e tratar as mais diversas situações que afetam a saúde bucal (Foto: Ares Soares)

Estamos acostumados a associar a imagem de um dentista ao profissional que realiza consultas de avaliação para dar um jeito em possíveis cáries ou realizar a remoção do terceiro molar (popularmente conhecido como siso). A verdade é que o responsável pela saúde bucal também pode atuar em áreas específicas.

O contato com especialidades como Odontopediatria (voltada a bebês e crianças) e Ortodontia (responsável também por deixar os dentes alinhados com a ajuda do aparelho ortodôntico) pode começar ainda nos bancos da faculdade. Segundo Márlio Ximenes, coordenador do curso de Odontologia da Unifor, o aluno mergulha nesses saberes ao longo de cinco disciplinas diferentes. 

Mas o aprofundamento ocorre após a formatura, por meio de uma Pós-graduação, seja Lato Sensu (aperfeiçoamento, Especialização) ou Stricto Sensu (Mestrado, Doutorado). “Hoje, o Conselho Federal de Odontologia reconhece mais de duas dezenas de especialidades”, afirma. 

Poucos sabem, mas o maior empregador na área odontológica é o Estado brasileiro. “Seja na esfera federal, estadual ou municipal, tendo o programa Brasil Sorridente como sua referência, o dentista atua nas equipes de saúde da família, nos Centros Especializados de Odontologia (CEOs), nas Forças Armadas, entre outros”, avalia Márlio. 

De acordo com o pesquisador, a participação do dentista na iniciativa privada é reduzida em comparação com as oportunidades oferecidas pelo Estado, como atestam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia. 

Em outras palavras, o campo de atuação é vasto. “O cirurgião-dentista pode atuar na atenção primária (postos de saúde), secundária (CEOs) e terciária (hospitais), num ascendente de complexidade”, afirma Márlio. 

A força da economia das cidades também pode ser definidora para a quantidade e diversidade de serviços odontológicos observados, havendo uma forte fixação de cirurgiões-dentistas também no Interior, em cidades como Quixadá, Sobral e Juazeiro do Norte.

Seja nas grandes metrópoles ou em cidades interioranas, o cirurgião-dentista também está presente na saúde suplementar, por meios dos convênios, oferecidos por operadoras de planos de assistência odontológica, cooperativas ou autogestão. “Hoje, no Ceará, cerca de 900 mil pessoas desfrutam desse tipo de serviço odontológico”, estima Márlio.

Ou seja, não falta público para ser atendido. E para quem pensa que se nasce cirurgião-dentista, é importante frisar que essa lapidação ocorre entre as paredes de laboratórios e salas de aula. De acordo com Márlio, ao longo dos cinco anos de curso, são desenvolvidas habilidades socioafetivas, bem como as que estão associadas ao desenvolvimento motor e a conhecimentos específicos da carreira.

“O espírito da profissão sempre foi o de servir ao próximo, seja por meio da vinculação ao setor público ou sendo empreendedor, através das clínicas e consultórios odontológicos, estabelecendo uma relação direta com os pacientes”, conclui.