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Qua, 29 Maio 2019 16:16

Curso de Contabilidade é só número?

Fatores como proatividade, liderança e bom relacionamento também despontam como essenciais para quem se forma na área


Com mais de 35 anos de atuação, o curso de Ciências Contábeis da Unifor segue as transformações econômico-sociais e integra as demandas de mercado a uma formação técnica e humana (Foto: Ares Soares)
Com mais de 35 anos de atuação, o curso de Ciências Contábeis da Unifor segue as transformações econômico-sociais e integra as demandas de mercado a uma formação técnica e humana (Foto: Ares Soares)

O bom relacionamento com números não é o único fator que faz de um bacharel em Ciências Contábeis um profissional de destaque. Um contador de renome precisa estar alinhado a uma série de conhecimentos que dialogam com áreas como Direito, Economia e Administração, por exemplo. Habilidades de liderança e comunicação também são bem-vindas e colaboram com a distinção que esses profissionais tanto buscam. 

Quem nos ajuda a entender mais sobre o universo das Ciências Contábeis é o coordenador do curso na Unifor, professor Welington Lima. Confira a entrevista que ele concedeu sobre as características da graduação e o mercado de trabalho na área. 

Entrevista

UNIFOR: Quem se forma em Ciências Contábeis é “contador” ou “contabilista”?

WELLINGTON LIMA: Quem se forma em Ciências Contábeis é “Bacharel em Ciências Contábeis”. Depois que o estudante se registra no Conselho Regional de Contabilidade, ele passa a ser “contador”. A nomenclatura “contabilista” diz respeito à atividade desenvolvida, à contabilidade executada em empresas e órgãos públicos. Ele passa a ser contabilista como uma característica da profissão. 

UNIFOR: Durante a graduação há muitas disciplinas de cálculo?

WELLINGTON LIMA: É claro que o contador vai precisar entender de matemática, mas é algo muito mais voltado ao raciocínio lógico, um entendimento de como funciona o registro das operações de uma empresa. Durante o curso, não há uma grande exigência de cálculos matemáticos extremamente relevantes. Há disciplinas de matemática tradicional e estatística (que ajudarão a fazer cálculos prospectivos), que vão fomentar decisões contábeis da empresa onde o contador atuará. Você terá que analisar dados para gerar informações. 

UNIFOR: Então, se eu não gosto de matemática, devo fazer o curso mesmo assim?

WELLINGTON LIMA: Não se preocupe com essa conotação. O viés do curso não é a matemática, que apenas serve de apoio, suporte. Você vai lidar com operações básicas, cálculos estatísticos. 

UNIFOR: Qual é a diferença entre a graduação em Ciências Contábeis e o curso técnico na área? 

WELLINGTON LIMA: Não existe mais curso técnico. Era algo que desvalorizava a profissão, pois não se exigia nível superior para o exercício da contabilidade. É uma questão superada. Hoje, você precisa de uma graduação para ter a possibilidade do exercício da profissão, que passa por exame de suficiência, tal qual como acontece no Direito. Ao se graduar, o bacharel passa por uma creditação, uma validação do seu estudo aplicada semestralmente pelo Conselho Federal de Contabilidade, órgão regulador que exige uma qualificação técnica muito importante.   

UNIFOR: O aprendizado em Ciências Contábeis envolve quais áreas do saber?

WELLINGTON LIMA:  A graduação é muito abrangente, envolve interface com outros cursos, como Direito, cujas sub-áreas serão estudadas, como Direito do Trabalho, Tributário, Constitucional, Empresarial e Administrativo. O curso também tem um link forte com a Economia e áreas como Auditoria e Perícia. O viés da gestão, comum na Administração, também é trabalhado no curso de Ciências Contábeis. É uma formação holística, de sinergia forte com outras ciências. Isso é necessário, pois a contabilidade está presente no dia a dia das pessoas, quando calculam gastos, gerenciam investimentos,  como movimentam conta bancária. Você só investe em algo se isso trará retorno. Empresas e pessoas físicas trabalham diariamente com contabilidade. 

UNIFOR: Quais são as áreas de atuação de quem se forma em Ciências Contábeis?

WELLINGTON LIMA: Caso você queira empreender, ao concluir o curso, é possível se unir a um colega e abrir uma empresa de consultoria em contabilidade. Vocês vão gerar informações contábeis, fiscais e tributárias que contribuem para a tomada de decisão de clientes e empresas de pequeno e grande porte, agregando valor às decisões finais. Caso não queira empreender, é possível atuar como profissional de contabilidade em diversas empresas e instituições financeiras, como bancos. Também é possível atuar como auditor de empresas, para entender, por meio dos números, inconsistências e propor diagnósticos para que essas instituições tenham melhores resultados. É possível atuar, em uma empresa, em áreas de Controladoria, Finanças, Logística. O leque é muito aberto. 

UNIFOR: O cargo ocupado pelo bacharel em Ciências Contábeis é de muita responsabilidade?

WELLINGTON LIMA: Sem dúvida. O contador tem que ter um perfil de liderança, de empreendedorismo, bem como proatividade e habilidades para a resolução de problemas. Esse profissional vai sempre ocupar posições estratégicas, de geração de informações para contribuir com tomadas de decisões. Ele interpreta números, e números são formas de detalhar como a empresa está se comportando em diversos segmentos. Como está a carga tributária, como estão os custos de produção, os investimentos, o retorno dos ativos? Está acontecendo dentro da expectativa de investidores e acionistas? Dos stakeholders da companhia? O profissional tem que estar ligado às inovações da tecnologia para gerar essas informações. Sem resistência às mudanças e convergências de mercado. 

UNIFOR: Como está o mercado na atualidade?

WELLINGTON LIMA: Está necessitando de pessoas com essas habilidades, esse conhecimento, essa capacidade de agregar valor aos resultados. O mercado seleciona, busca profissionais que tenham excelência, formação sólida e confiável. Talentos que tenham condições de gerar resultados. Um fator positivo em relação a isso é que a linguagem contábil é convergente, internacional. Segue os mesmos princípios de países europeus e norte-americanos, por exemplo. 

UNIFOR: Os salários são bons?

WELLINGTON LIMA: Os salários são bons, você consegue ter alta empregabilidade, você consegue saber exatamente onde atuar. Um balanço patrimonial, uma auditoria, uma perícia, são atividades que têm a prerrogativa da profissão contábil. 

UNIFOR: O contador lida apenas com números. Mito ou verdade?

WELLINGTON LIMA: Mito! Lida também com comportamento de pessoas, atitudes e habilidades. Além de interpretar saldos e demais aspectos financeiros de uma empresa, ele lida com aspectos comportamentais. Não pode ser resistente às mudanças, deve estar alinhado às tecnologias e manter comportamentos de empreendedorismo, inovação e liderança. O trabalho em equipe exige comunicação eficiente, pois a transmissão precisa ser clara e transparente. 

 

 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.