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Qui, 12 Setembro 2019 15:13

Estudantes realizam projeto socioeducativo em clínicas de tratamento renal

Atividades psicopedagógicos e lúdicas são realizadas levando educação e entretenimento a pacientes que fazem tratamento de hemodiálise


A iniciativa tem o intuito de amenizar o sofrimento dessas pessoas durante os tratamentos e suprir a deficiência na formação escolar desses pacientes. Foto: Ares Soares.
A iniciativa tem o intuito de amenizar o sofrimento dessas pessoas durante os tratamentos e suprir a deficiência na formação escolar desses pacientes. Foto: Ares Soares.

Os tratamentos para doenças renais, como a diálise e hemodiálise, impedem muitas crianças, adultos e idosos de viverem uma rotina estável. Pensando em contribuir para a qualidade de vida desses pacientes, há 19 anos, a Universidade de Fortaleza, por meio da Divisão de Responsabilidade Social, em parceria com a Fundação do Rim, atua em três clínicas especializadas na cidade de Fortaleza: Davita Meireles, Davita São Gerardo e Davita Mondubim, realizando o Projeto Educação e Saúde na Descoberta do Aprender.

A iniciativa tem o intuito de amenizar o sofrimento dessas pessoas durante os tratamentos e suprir a deficiência na formação escolar desses pacientes, por meio da atuação de alunos estagiários, voluntários e bolsistas, da Universidade de Fortaleza que realizam atividades pedagógicas e lúdicas, levando aos pacientes educação e entretenimento.

A permanente aceitação do Projeto pelos pacientes é o melhor testemunho da influência positiva na aprendizagem. O Projeto também contribui para elevar a autoestima dos participantes, já que, durante os encontros do Projeto, além da realização de atividades lúdicas como pinturas, desenhos, caça palavras, são ministradas também atividades envolvendo conteúdos de português, matemática, geografia, história e ciências, nas quais são discutidos temas ligados à cidadania, responsabilidade cívico-sociais e incentivo às ações altruístas.

Stella Myrian é paciente da clínica Davita Meireles e conta como o Projeto tem ajudado no seu tratamento: “No meu caso específico é mais como um passatempo mesmo. Gosto de fazer as atividades de matemática ou português pra relembrar algumas coisas básicas. Mas vejo a importância deles para outros pacientes. Na minha sala por exemplo, tem um senhor que joga damas com uma das meninas. Para ele deve ser muito bom pra se manter ativa. Tem outro caso também de um rapaz que estava aprendendo a ler, mesmo após os 30 anos”, explica. Para Cristiano Marques, que também faz tratamento de hemodiálise, o Projeto o ajuda a relaxar e diminuir o estresse causado pelo tratamento. Sobre isso, Cristiano comenta: "Eu acho o Projeto bem interessante porque tiveram pessoas que aprenderam a ler, por exemplo. Para mim, ele atua de uma forma mais relaxante, pois eu sou um pouco ansioso”, afirma.

As ações desenvolvidas pelo Projeto, nas três clínicas de hemodiálise, ocorrem sob orientação de um professor da Unifor. No momento, a Profa. Hermínia Lima coordena as atividades do Projeto. Os estagiários do Projeto cumprem carga horária específica e recebem certificado de participação válido em todo o Brasil, de acordo com a Lei do Voluntariado, lei 9.608.

O Projeto faz parte das ações da Divisão de Responsabilidade Social da Unifor, célula da Vice-Reitoria de Extensão. Vale ressaltar que, em 2013, o Projeto ganhou menção honrosa na 20ª edição do Prêmio Top Educacional Professor Mário Palmério, promovido pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Além disso, o Projeto já foi tema motivador para diversos trabalhos acadêmicos, como artigos apresentados no Mundo Unifor e em outros encontros universitários, além de ter sido objeto de estudo de uma dissertação de mestrado, cujo autor, aluno do intercâmbio da Unifor, sob orientação do Prof. Randal Pompeu, defendeu o referido trabalho nos Estados Unidos.

Ao todo, quase 2.000 pessoas já foram beneficiadas pelas ações do Projeto, entre elas, inclusive, mais de 500 crianças alfabetizadas, além dos próprios estagiários participantes, que vivenciam  experiências ricas em exercícios de empatia e desenvolvem atitudes mais humanistas que impactam positivamente em seu papel social e profissional, como explica a estudante do 7º semestre do curso de Psicologia, Victoria Almeida:  “Trabalhar nesse Projeto foi uma das melhores experiências que tive ao longo da minha graduação. O processo de hemodiálise não é fácil. Então, poder levar a eles alegria e um momento de descontração me deixa extremamente realizada. O Projeto é de suma importância porque além de promover uma ocupação e distração, mantém os pacientes em contínuo aprendizado. Posso dizer, então, que a experiência me trouxe um grande crescimento profissional e pessoal”, afirma Victoria.

Com ações como essas, do Projeto Educação e Saúde, e outras, a Universidade de Fortaleza cumpre seu papel de Instituição que se preocupa com o bem social. Assim, estende a sua atuação para além do ensino e da pesquisa, realizando um excelente trabalho de extensão, ultrapassando os limites do campus e atuando de forma efetiva junto a outros setores da sociedade.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.