angle-left Literatura e história cearense marcam o último dia da Bienal do Livro

Qui, 29 Agosto 2019 15:15

Literatura e história cearense marcam o último dia da Bienal do Livro

No stand da Unifor, grandes nomes da literatura discutiram sobre os grupos literários no Ceará e o cenário atual


Batista de Lima, Aíla Sampaio e Hermínia Lima, mediados por Zeca Lemos. Foto: Ares Soares.
Batista de Lima, Aíla Sampaio e Hermínia Lima, mediados por Zeca Lemos. Foto: Ares Soares.

Durante o encerramento da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no último domingo (25), a Universidade de Fortaleza promoveu uma mesa redonda sobre “A tradição do grupos literários do século XIX ao XXI”. A discussão reuniu três nomes da literatura do Ceará: Batista de Lima, Aíla Sampaio e Hermínia Lima. O encontro foi mediado por Zeca Lemos, escritor e booktuber. 

Batista de Lima faz parte da Academia Cearense de Letras e da Academia Cearense de Língua Portuguesa, o professor é uma das pessoas que ajudou a construir a identidade literária do Ceará. Aíla Sampaio é professora do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão (CCG) da Unifor e membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste. Hermínia Lima é escritora, poeta e também professora do CCG. 

Os convidados abordaram como a literatura se desenvolveu no estado. O Ceará foi o berço de grandes escritores, como José de Alencar, Antônio Sales e Juvenal Galeno. A professora Aíla Sampaio ressaltou que, apesar de muitos cearenses terem despontado no cenário literário, faltava uma representação do próprio estado nos escritos, já que a maioria eram direcionados ao sul do país. Batista de Lima salientou a importância de movimentos literários, como a “Padaria Espiritual”, e acredita que no Ceará é feita uma “literatura de mutirão”.

A professora Hermínia Lima homenageou os artistas Pedro Lira e Batista de Lima, um dos palestrantes, por terem feito parte dos grupos SIN e Siriará. O movimento dos grupos de leitura foi fundamental para alavancar a literatura e o surgimento de novos escritores. “Cada grupo deixou sua marca na literatura cearense”, afirma Hermínia. 

O mediador do debate, Zeca Lemos, acredita que as redes sociais têm tirado a atenção da literatura e que essas discussões em eventos como a Bienal são importantes para o reconhecimento da nossa produção. “Ter noção do que o nosso estado produz na literatura, de quantos grupos e escritores nós temos é importante para que a gente se sinta incentivado a ler e escrever”, garante.

A presença dos novos leitores e escritores na internet também foi discutida no encontro. O professor Batista de Lima acredita que este é um dos locais em que os jovens devem aproveitar para produzir e se manifestar. “Ocupem os espaços, eles não vão atrás de vocês”, aconselha. 

A estudante de jornalismo da Unifor, amante da literatura e da escrita, Lianne Ceará, acredita que a discussão foi enriquecedora para os participantes. “É muito legal ver professores que estão perto de nós e representam a literatura cearense. Aproxima a gente da raiz da literatura e da história do Ceará”, destaca. 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.