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Qui, 28 Novembro 2019 13:56

Menos30 Fest: Inovação e iniciativas locais com alcance global são destaque no evento

Inovação tecnológica e empreendedorismo nordestino foram temas debatidos durante o evento


O enfoque principal da palestra foi abordar como as pessoas, em especial os nordestinos, mais de 56 milhões de pessoas distribuídos nos 9 estados da região, enfrentam os desafios cotidianos de forma inovadora. Foto: Paulo Marcelo/Fotonic
O enfoque principal da palestra foi abordar como as pessoas, em especial os nordestinos, mais de 56 milhões de pessoas distribuídos nos 9 estados da região, enfrentam os desafios cotidianos de forma inovadora. Foto: Paulo Marcelo/Fotonic


O Palco Grandes Encontros do Menos30 Fest Fortaleza recebeu a palestra “Inove como um nordestino: Iniciativas locais com alcance global”, na tarde do último sábado (23 de novembro). Durante o momento, Sampaio Filho, Marcela Fujiy e José Milton de Sousa debateram pontos que conectam inovação tecnológica, nordestinos e os desafios cotidianos. 

Mediado pelo jornalista e apresentador da TV Verdes Mares, Luiz Esteves, o enfoque principal da palestra foi abordar como as pessoas, em especial os nordestinos, mais de 56 milhões de pessoas distribuídos nos 9 estados da região, enfrentam os desafios cotidianos de forma inovadora. Além disso, foi mostrado como os pólos tecnológicos despontam na região criando soluções.

Segundo Luiz Esteves, que se considera um cearense inovador, é relevante exaltar atitudes que inspiram. “Uma mesa como essa que fala de inovação, tecnológica e atitudes empreendedoras, serve para reforçar ainda mais a nossa autoestima. Já que, por muito tempo, não tínhamos esse orgulho de quem somos e do que fazemos. Vendo na prática o que os nordestinos estão conseguindo alcançar, resgatamos esse sentimento”, destacou.

Impactar e melhorar a vida de outras pessoas com histórias e exemplos foi um dos objetivos principais dos palestrantes, como Marcela Fujiy alertou. “Não é fácil e nem tem uma receita de bolo, mas ser inovador é conseguir enxergar além do que os olhos veem, muitas vezes algo inovador está ao seu lado e não consegue perceber. Não tem só a ver com tecnologia, tem muito a ver com escutar as inquietações que existem dentro de você e pensar em soluções que estão fora do óbvio", ressalta a Co-fundadora da Be. Labs, uma aceleradora de ideias e negócios de mulheres.

Quem são os inovadores nordestinos que inspiram

Sampaio Filho, empresário, presidente do Sindicato das Indústrias Metal Mecânicas do Ceará (Simec), presidente do Conselho Temático de Inovação e Tecnologia da FIEC, autor do livro “Movido por ideias – A arte de empreender com inovação”. Graduado em Engenharia Mecânica (Universidade de Fortaleza), pós-graduado em Engenharia Mecânica (Universidade de Fortaleza), Engenharia Mecatrônica (UFC/UFSC), Engenharia de Petróleo (Universidade de Fortaleza) e em Inovação Tecnológica (IFCE/IEL).

Marcela Fujiy é Co-fundadora da Be. Labs, aceleradora de ideias e negócios de mulheres. Atuou por 12 anos em multinacionais no Brasil e no exterior e é palestrante nas áreas de empoderamento feminino e gestão. Graduada em Direito (UFPB), pós-graduada em Administração de Empresas (UNIP), certificada em Gerenciamento de Projetos pela George Washington University. Mentora do StartPB - Sebrae PB.

José Milton de Sousa Filho é professor da Pós-Graduação em Administração de Empresas da Unifor. Pesquisador nas áreas de Estratégia, Empreendedorismo e Sustentabilidade. Pós-Doutorado na EGADE Business School, Doutor em Administração de Empresas (FGV-EAESP), mestre em Administração (UFPE) e bacharel em Administração (UFC).  Participa do programa Microeconomics of Competitiveness (MOC) da Harvard Business School. Atuou como gestor e consultor de diversas organizações privadas, públicas e do terceiro setor e é sócio da Wave Aceleradora.

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.