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Sex, 8 Junho 2018 16:21

Pesquisadoras da Unifor da área de Direito são nomeadas embaixadoras nucleares

Alunas da Unifor, Mariana Zonari e Midred Barreto foram selecionadas pela Associação Brasileira de Energia Nuclear. (Foto: Ares Soares)
Alunas da Unifor, Mariana Zonari e Midred Barreto foram selecionadas pela Associação Brasileira de Energia Nuclear. (Foto: Ares Soares)

As pesquisadoras Mariana Zonari, bacharel e mestre em Direito pela Unifor, e Midred Barreto, aluna do curso de Direito da Unifor, tiveram seu projeto aprovado para o Programa Embaixadores Nucleares, iniciativa de aceitação pública da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN). Elas são integrantes do projeto de pesquisa “Energia Nuclear - Aspectos Legais e Geopolítica da Atualidade”, vinculado ao CNPq e coordenado pelo professor Martonio Mont’Alverne Barreto de Lima.

O objetivo do programa é aumentar o alcance das informações sobre a tecnologia nuclear e seus benefícios, a fim de educar o público, e assim expandir o número de pessoas que compreendam as vantagens do desenvolvimento do setor no país. 

Midred esclarece que existe ainda um grande estigma sobre o assunto. “No geral, associam energia nuclear com grandes tragédias, quase sempre de uma forma não positiva, uma vez que sua descoberta foi para uma arma de destruição. A população precisa descobrir as vantagens e os benefícios dessa energia”, destaca.  

Criado há sete anos, o grupo de pesquisa da Unifor vem realizando projetos isolados que buscam abordar o aspecto geopolítico da energia nuclear. Midred, por exemplo, produziu um trabalho de conscientização na mina de Itatiaia, em Santa Quitéria, Ceará. Com o objetivo de estudar a provável exploração da jazida, a pesquisa resultou na elaboração de um artigo que envolve argumentos técnicos e jurídicos sobre a atividade, dando posteriormente à população dados realísticos sobre a questão, entre eles a inexistência de risco da exploração do urânio naquela área e, consequentemente, de acidentes no local.  

Já a professora Mariana Zonari entrou para o grupo de pesquisa ainda na graduação e explica que o foco sempre foi exaltar a inadmissibilidade das armas nucleares. “Mas estas não podem embaraçar a aplicação da energia nuclear para fins pacíficos”, esclarece. 

Dessa forma, o programa busca também desmistificar a ideia de que a energia nuclear é usada unicamente para a fabricação de armamentos. “Quando falamos de energia nuclear podemos abordar os fins pacíficos e fins bélicos. Criou-se esse programa para disseminar a abordagem pacífica, buscando a conscientização da população”, complementa. 

Será elaborada ainda uma agenda de eventos acadêmicos e não acadêmicos, com participações em organizações, projetos, reunião atinentes ao tema, assim como, publicação e apresentação de artigos. No momento, o grupo também está em processo para a formação de uma Organização não Governamental (ONG) que irá promover o apoio à utilização pacífica da energia nuclear e luta contra as armas atômicas. 

Programa Embaixadores Nucleares

O Embaixadores Nucleares é um projeto nacional destinado a impulsionar o alcance das informações sobre a tecnologia nuclear e seus benefícios, a fim de  educar o público, bem como aumentar o número de pessoas que compreendam os benefícios do desenvolvimento do setor no país. 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.