angle-left Projeto “Jovens na Escuta” conecta pessoas para conversas virtuais durante isolamento social

Qui, 14 Maio 2020 14:30

Projeto “Jovens na Escuta” conecta pessoas para conversas virtuais durante isolamento social

A iniciativa visa promover acolhimento virtual. As escutas são realizadas de segunda à sexta-feira, com agendamento pelo Instagram (@jovensnaescuta).


Doze pessoas foram ouvidas na primeira semana. A expectativa da organização é de escutar até 40 jovens nos próximos dias. (Foto: Reprodução)
Doze pessoas foram ouvidas na primeira semana. A expectativa da organização é de escutar até 40 jovens nos próximos dias. (Foto: Reprodução)

Durante o período de isolamento social, a falta de contato com outras pessoas transformou os hábitos sociais. Os estudantes não compartilham mais a experiência do encontro presencial para o estudo, a diversão ou, simplesmente, a conversa. Com o objetivo de criar um espaço virtual de acolhimento, estudantes do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza idealizaram o projeto “Jovens na Escuta”.

A proposta busca promover a colaboração, a solidariedade e a sensibilidade entre jovens e, além disso, contribui para a disseminação de informações sobre os serviços profissionais gratuitos disponíveis em saúde no estado. As escutas foram iniciadas na semana passada e, no momento, são realizadas de segunda à sexta-feira, com agendamento pelo Instagram (@jovensnaescuta).

O projeto “Jovens na Escuta” é uma iniciativa do comitê estudantil local da Unifor da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA Brasil), em parceria com a Comunidade de Ações para Redesenho dos Modos de Existência e Prevenção do Suicídio (CARMENS).

Atualmente, são 10 estudantes envolvidos na escuta, dois estudantes na organização e dois professores na orientação e intervenção das ações. Ainda nesta semana, o projeto passará a contar com o apoio de estudantes e professores de outros cursos da Universidade de Fortaleza.

Segundo a co-coordenadora da iniciativa e professora Renata Giaxa, ter um espaço para falar com alguém, sem julgamentos e com empatia, pode contribuir com o sentimento de pertencimento a um grupo. “Nós não fazemos orientações clínicas, no campo psicológico ou médico, mas podemos afirmar a nossa presença diante da narrativa do outro e sermos pontes para os que precisam chegar à uma ajuda profissional”, explica.

Todos os jovens do projeto são acompanhados de perto por orientadores profissionais da psicologia. Ainda segundo a co-coordenadora do projeto, 12 pessoas foram ouvidas na primeira semana. Com ajustes tecnológicos e ampliação do grupo, a expectativa é de escutar até 40 jovens nas próximas semanas.

Atendimento

Para agendar uma escuta, é necessário enviar uma mensagem privada no Instagram do projeto (@jovensnaescuta). Elas serão organizadas por ordem de procura e disponibilidade de horários. Já para se tornar um voluntário, o interessado deve ficar atento às chamadas para treinamento na página do projeto.