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Qui, 22 Março 2018 16:50

Unifor adere a aplicativo que otimiza comunicação entre cidadãos e Poder Judiciário

Ferramenta digital beneficia pessoas atendidas pelo Escritório de Prática Jurídica


A advogada Marília Matos e as professoras Juliana Mamede e Ana Paula Melo, coordenadora e supervisora do EPJ (Foto: Ares Soares/Unifor)
A advogada Marília Matos e as professoras Juliana Mamede e Ana Paula Melo, coordenadora e supervisora do EPJ (Foto: Ares Soares/Unifor)

A fim de facilitar os serviços prestados à população por meio do Escritório de Prática Jurídica (EPJ), a Universidade de Fortaleza aderiu ao aplicativo Comunicação Pública, idealizado e criado pela advogada cearense Marília Matos. Assim, as pessoas passam a ter acesso online às 24 Varas Federais no Ceará, quatro unidades estaduais e uma Vara do Trabalho.

A adesão foi concretizada na Unifor durante reunião da criadora do aplicativo com as professoras Juliana Mamede e Ana Paula Melo, respectivamente, coordenadora e supervisora do EPJ.

Para a professora Juliana Mamede, a principal vantagem do aplicativo é a facilitação do fluxo de informação, o que vai otimizar o acesso aos assistidos do núcleo. “Qualquer dúvida sobre horários de atendimento ou dias de funcionamento serão atualizados in loco pelo aplicativo. Informações de atendimento e andamento de registros também podem ser solicitados no aplicativo desde que o usuário envie mensagem solicitando”, salienta. A professora ressalta que “essa ferramenta complementa a prestação de serviço do EPJ à comunidade. O nosso foco como escritório é o atendimento jurídico comunitário, seja da forma de uma consultoria ou mesmo do contencioso”. 

Pioneiro no país e com apenas dez meses de existência, o aplicativo surgiu a partir da experiência de Marília Matos como advogada. “Sei das dificuldades da celeridade processual e também sobre a visão do magistrado, que muitas vezes é distorcida por parte da sociedade. Com o processo eletrônico, nada mais justo do que ter também um atendimento eletrônico. O atendimento no balcão da vara demanda muito tempo. Já com o aplicativo é mais prático e objetivo”, explica. 

Para Marília Matos, é preciso reconhecer a importância que o celular, a tecnologia e as redes sociais assumiram na vida das pessoas. “A sociedade demanda por facilidade, rapidez e melhorias no atendimento, sendo a comunicação virtual hoje a mais efetiva, e que permite ao jurisdicionado mais um mecanismo de celeridade processual”, pontua.

De acordo com ela, a ferramenta é um canal de comunicação aberto. Qualquer pessoa pode acessar sem a necessidade de disponibilizar o número do celular, por exemplo. “Além disso, é gratuito e reúne em um único ambiente todos os canais de atendimento das varas cadastradas. O usuário deve procurar o canal para saber se a vara está disponível”, explica, acrescentando que cabe ao próprio juiz solicitar a inclusão da unidade no aplicativo.

Legislação

A iniciativa vai ao encontro dos propósitos estabelecidos pela recém-promulgada Lei n. 13.460, de 26 de junho de 2017, que dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública. Dentre as diretrizes a serem observadas pelos agentes públicos, a lei prevê, em seu art. 5º, inciso XIII, a “aplicação de soluções tecnológicas que visem a simplificar processos e procedimentos de atendimento ao usuário e a propiciar melhores condições para o compartilhamento das informações”.

Como adquirir

O Comunicação Pública pode ser baixado na App Store (IOS) ou na Play Store (Android), sem custo para o usuário, que deve efetuar o cadastro por meio de um e-mail válido e, em seguida, buscar o canal do seu interesse. 

Além de atender ao Escritório de Práticas Jurídicas da Unifor, o aplicativo disponibiliza os serviços do Centro de Apoio ao Advogado da OAB Ceará, Central de Mandados da Comarca de Fortaleza (Ceman), Cadastro Virtual dos Peritos Judiciais e a divulgação e solenidades, congressos, seminários e cursos jurídicos.

Passo-a-passo

  • Baixe o Comunicação Pública App. Gratuito e disponível na Google Play e Apple Store
  • Faça seu cadastro, apenas com um e-mail válido, e sem precisar dispor de seu número de telefone
  • Veja todos os canais de comunicação disponíveis, e clique em participar do canal desta unidade judiciária
  • Faça suas solicitações de forma fácil e rápida por meio de comunicação pública e virtual
     
Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.