angle-left Egressos da Unifor são embaixadores da instituição pelo mundo

Qua, 18 Julho 2018 11:05

Egressos da Unifor são embaixadores da instituição pelo mundo

Não há melhor representante de uma instituição de ensino que seus ex-alunos. Eles mostram pela evolução de suas carreiras a importância dos conhecimentos, esforços e talentos desenvolvidos na graduação.


Alunos realizam o sonho da Colação de Grau na Unifor (Foto: Studio Fotográfico Kett Design)
Alunos realizam o sonho da Colação de Grau na Unifor (Foto: Studio Fotográfico Kett Design)

Sonho, ousadia, loucura, visão. Quando uma instituição de ensino surge no mercado com o sonho de ser grande, de ser referência na produção de conhecimento, tudo parece arriscado, um tiro no escuro. Mas este não foi o caso da Universidade de Fortaleza. Não porque seu fundador fosse comedido em seus sonhos. Pelo contrário.

Mais do que uma universidade, Edson Queiroz queria legar para o futuro um fomentador de desenvolvimento, um centro de excelência cultural, um catalisador para a economia regional. A despeito dos pessimistas, muitas pessoas que sonhavam crescer por meio do estudo e do trabalho árduo confiaram na proposta educacional da Unifor. Este, sim, é o segredo desta instituição: abraçar o sonho das pessoas e querer fazer o melhor. 

Em homenagem a todas as pessoas que plantaram suas melhores aspirações no campus da Universidade de Fortaleza, trazemos aqui as memórias, as experiências, as lições e os destinos de alguns dos egressos da instituição. Hoje no mercado, no ensino, nas instituições, dentro ou fora do Brasil, nossos ex-alunos relatam seus anos de formação ao longo dos 45 anos de existência da Unifor.

Do aluno da primeira turma de Administração ao recém-formado em Odontologia. Da jornalista que resgatou as lições de rádio para os meios digitais ao educador físico que se tornou um grande empreendedor. Sem falar dos que retornaram à instituição, para continuar os estudos em nível de mestrado e doutorado ou mesmo como professores universitários. Porque é ensinando e aprendendo com cada nova turma que a Unifor solidifica sua trajetória, do sonho para o tangível.
 

Confira os depoimentos de profissionais egressos da Unifor

 

Educador físico, sócio proprietário da CrossGym Treinamento Funcional, PranaFit Pilates, franquia SmartFit Juazeiro do Norte e Santiago Ascenço Assessoria Esportiva Fortaleza. Gestor do projeto social SocialTri - Triathlon para Todos.

 

Para empreender na área de Educação Física, Andre Bellaguarda sabia do que precisava para deixar sua marca num mercado concorrido, mas que aprecia os que demonstram ter diferencial. “Optei pelo curso de Educação Física na Unifor pois, na época, era a única universidade que ofertava o curso com foco tanto no bacharelado como na licenciatura. Tinha uma grade de disciplinas mais completas e atualizada em relação demandas do mercado”. Durante a graduação, criou junto com a professora Mônica Neves o Grupo de Estudos e Pesquisa em Atividade Física e Esporte (Gepafe), o primeiro grupo de pesquisa do curso, além de ter sido monitor da disciplina de Biometria. “Tive a sorte e o prazer de ter como mentores e mestres os principais profissionais da área na época, tanto da educação física voltada para o fitness quanto para a educação física escolar. Tive muitas referências que me ajudaram a olhar o mercado de uma forma diferente, atual e com perspectivas futuras positivas”. É com a confiança nas bases que construiu durante a graduação que Andre Bellaguarda acredita poder atuar de forma segura e bem-sucedida.
 

 

Assessora de comunicação e uma das idealizadoras do podcast “Chá com Rapadura”

 

No início a ideia era fazer Turismo. Mas ao ver as cadeiras de fotografia listadas na grade do curso de Jornalismo, Cintia Bailey decidiu trocar de curso. Mal sabia que essa escolha a levaria não apenas a uma carreira fora do Brasil, como também ao reconhecimento por produzir, junto com outras amigas cearenses, o podcast Chá com Rapadura. “Estudar na Unifor sempre foi uma experiencia positiva pra mim. Tenho lembranças lindas dos amigos que fiz e do campus, que sempre foi uma delícia de lugar para transitar”, conta. Apesar do interesse inicial pelo fotojornalismo, o encantamento com a profissão se deu ao cursar as cadeiras de radiojornalismo. “A professora Ana Paula Farias foi de uma inspiração sem fim. Ela tinha uma personalidade parecida com a minha: questionadora, curiosa, sonhadora. E, de cara, me apaixonei pela notícia falada, sem a preocupação exaustiva da escrita perfeita e do apelo visual dos telejornais”. Cintia destaca também o aprendizado de valores, como criatividade e atenção aos detalhes. Em 2008, quatro meses após a formatura, a jornalista seguiu para a Inglaterra, onde conseguiu seu primeiro emprego na área, atuando na área de clipagem da agência WPP, sediada em Londres. Um período pautado pela adaptação. “Foi bem interessante e, inicialmente bem difícil me familiarizar com o jornalismo daqui. O tipo de escrita esperado pelos empregadores, os jargões, os tipos de publicações etc. A posição que eu ocupava de início era júnior e eu não ganhava muito, mas foi enriquecedor. Foi interessante ver a valorização da segunda língua por aqui – muitas portas se abriram porque eu falava inglês e português”, destaca Cintia. Atualmente, Cintia trabalha na assessoria de comunicação da Highways England, empresa do governo encarregada de operar, manter e melhorar as rodovias da Inglaterra. Mas o fascínio pelas ondas do rádio não foi deixado de lado. Para falar da saudade da terra natal e da vida de imigrante em terras britânicas, Cintia criou, em 2016, o podcast Chá com Rapadura com outras quatro amigas cearenses que viviam a mesma realidade. E como tem cearense em todos os cantos do mundo, os fãs se espalham pelo globo — rindo, relembrando sotaques, celebrando a cultura que carregamos onde quer que a gente vá.
 

Helder Montenegro é presidente da Associação Brasileira de Quadril, Coluna e Joelho. Foto: reprodução.

“Minha grande inspiração foi meu pai, que era médico e acabou sofrendo um AVC, e quem tratou dele foi um técnico que era cego, chamado Sr. Franklin. Foi ele que me ensinou a como fazer os exercícios no meu pai para que ele se recuperasse. E esse foi o pontapé inicial, a fisioterapia veio para mim dessa forma, foi assim que eu soube que existia essa profissão”, declara Dr. Helder Montenegro, fisioterapeuta formado pela Universidade de Fortaleza (Unifor), sobre a escolha da área que desejou estudar durante toda a sua vida.

Hoje presidente da Associação Brasileira de Quadril, Coluna e Joelho, Helder Montenegro é  uma das maiores referências brasileiras no tratamento de doenças da coluna vertebral.

“A Unifor era a única que tinha curso de fisioterapia nessa época (1975), e eu entrei direto, fiz fisioterapia, e me apaixonei por ela, me apaixonei em empreender e investir”, conta Helder, que obteve destaque no ramo da gestão, tornando-se inspiração para vários outros profissionais do ramo, título que ele leva com muita modéstia “Eu não me sinto essa referência, é que todo dia eu procuro desenvolver, criar, tentar inovar em alguma coisa. Quando um ser humano se sente num patamar mais elevado do que o outro, ele se acomoda, e o que eu acho bacana é você desenvolver, fazer, criar, não parar. Aliás esse é o meu lema ‘Nunca vamos parar’ ”, ele frisa.

Helder Montenegro também se tornou um dos primeiros fisioterapeutas a ganhar destaque conduzindo o departamento médico de um grande clube de futebol brasileiro, o Ceará Sport Clube, além de atuar no time europeu Galatasaray, na Turquia (2000).

“A fisioterapia esportiva deu um avanço muito grande, muitos fisioterapeutas estão ocupando espaços em clubes de futebol, clubes sociais, e isso é muito importante, porque a imprensa valoriza, principalmente no futebol. É uma oportunidade para os colegas mostrarem o trabalho, é bem legal!” ele comenta, ressaltando o papel fundamental do fisioterapeuta no desempenho dos jogadores.

Presidente de honra por seis edições do Congresso Internacional de Fisioterapia Manual, Helder se destaca como autor do livro “Hérnia de Disco e Dor Ciática”, que alcançou a venda de 10.000 exemplares apenas na primeira edição.

Helder Montenegro também conta sobre a experiência de participação no Encontro Internacional Coluna, Quadril e Joelho, evento que ocorre anualmente pelo ITC Vertebral e o Instituto TRATA, e comenta a relevância de falar sobre fisioterapia para o os futuros profissionais do ramo.“A importância é que eles possam ver o outro lado da fisioterapia, um lado bom, um lado bacana em que existem muitos fisioterapeutas bem sucedidos, não só cientificamente, tecnicamente, mas financeiramente o que é raro na fisioterapia. Aqui eles tiveram a oportunidade de estar junto de pelo menos 160 fisioterapeutas bem sucedidos em todos esses aspectos, e isso eu tenho certeza que estimula muito para os participantes. Outro é a qualidade das palestras, a qualidade do que foi apresentado aqui, é trazer esses monstros sagrados da fisioterapia mundial, o Brian Heiderscheit (Especialista no tratamento das lesões em corrida, University of Wisconsin - EUA) e o Dr. Guy Simoneau (editor-chefe da Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy / JOSPT, Marchette University - EUA). Enfim, é uma experiência ímpar” finaliza o fisioterapeuta.

Dentista especializado em Estética e Harmonização Orofacial

 

Para Igor Ribeiro Rola, estudar na Universidade de Fortaleza significava, antes de tudo, seguir uma tradição — uma vez que a trajetória da família e da instituição se confundem e se tocam pelas gerações. Não só porque os pais de Igor estudaram lá: o avô, professor Bill Rola, foi um dos organizadores do curso de Odontologia e professor da instituição por 12 anos. “A Unifor é uma instituição com excelente conceito em todo o Brasil, meus pais estudaram lá e sempre falaram muito bem. Muitos amigos comentavam o excelente nível dos professores, a qualidade dos equipamentos e das instalações físicas”. Em 2011, ele ingressou na Unifor com altas expectativas: “Odontologia é uma área que envolve não só o conhecimento teórico, mas o lado artístico também”, define. Durante os cinco anos de graduação, participou de cursos extras oferecidos pela Universidade, além de congressos internacionais. “Os professores sempre procuraram estimular a apresentação de trabalhos científicos e participação nesses congressos, como forma de nos mantermos sempre atualizados. Destaco também os equipamentos de alta tecnologia que pude utilizar durante a pesquisa do meu TCC”. As referências principais daquele período foram o professor Marlio Ximenes, no tocante à prática clínica, e o próprio avô, que o fez seguir na área da Odontologia Estética. A vivência integral do curso, as experiências e o amadurecimento são as principais lições que o odontólogo leva deste período.

 

Engenheiro mecânico, ex-reitor da Universidade Federal do Ceará (2008-2015). Foi titular da Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação (MEC) e secretário das Cidades do Governo do Estado do Ceará. Professor titular, integra o Laboratório de Pesquisa em Tecnologia da Soldagem (LPTS) do Departamento de Engenharia Metalúrgica e Materiais do Centro de Tecnologia da UFC.

 

Nos anos finais do então Ensino Científico (correspondente hoje ao Ensino Médio), Jesualdo Farias interessava-se pelo funcionamento das máquinas, dos sistemas dinâmicos e como eram fabricados e transformados os diferentes tipos de materiais. “Conversando com colegas e professores, percebi que a minha vocação seria para a Engenharia Mecânica. Assim, em 1978, ingressei no curso de Engenharia Mecânica da Unifor, colando grau em janeiro de 1982”. Eram os anos de implantação da universidade, em que os alunos, segundo ele, já contavam com excelentes laboratórios na graduação e um corpo docente altamente qualificado, além de uma boa biblioteca e um ambiente acadêmico em consolidação. “Ainda não havia pesquisa, nem trabalhos de extensão para as engenharias. No entanto, convênios de cooperação permitiam a realização de estágios que complementariam a formação dos estudantes. Nesse contexto, tive a oportunidade de aprender muito ao estagiar na unidade local da Petrobras. Depois, estagiei na Indústria Têxtil Bezerra de Menezes”. Os professores, Jesualdo reencontraria diversas vezes ao longo da carreira no ensino e na pesquisa. “Muitos foram meus colegas de trabalho na Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), na Unifor e na UFC. Dentre eles, destaco os professores Edilson Dias Siqueira, José Renato, Antônio Salvador da Rocha, Ernesto Pitombeira, Augusto Armando e Luciano Moreno. O professor Salvador, da área de fabricação, terminou me influenciando para seguir estudos nesta área”. Apesar das formações e experiências acumuladas em mais de 30 anos de carreira, o ex-reitor da UFC ressalta a importância do período da graduação tanto para o profissional quanto para o cidadão. “Eu sempre falo para os meus alunos que foi na graduação que consolidei as bases, com conhecimentos técnicos e atuação política para me transformar no profissional que sou hoje. Foi de lá que saí pronto para fazer especialização, mestrado e doutorado. Quando não se aproveita este tempo, não há como recuperar, uma vez que após a formatura, dificilmente se pode administrar o tempo com tanta liberdade. As demandas atuais do mundo do trabalho, cada vez mais dinâmicas, absorvem as pessoas de tal forma, que não há mais tempo para a expansão do conhecimento em outras áreas, contribuindo, muitas vezes para uma especialização ‘forçada’ na sua área de atuação no mercado”.

Proprietário da construtora J. Simões Engenharia e vice-presidente da área de tecnologia do Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE)

 

“Meu pai sempre dizia: conhecimento é o maior patrimônio que eu posso deixar para você”. A sede por este patrimônio intangível levou o empresário José Simões a ser aluno da primeira turma do curso de engenharia civil da Unifor, ingressando em 1973.  “Eu me lembro que os prédios eram baixos, cobertos por telhas de amianto. Mas, por outro lado, vimos em poucos anos toda uma evolução na pesquisa de processos construtivos e na inovação, além da convivência com os professores, que transmitiam muito entusiasmo. Toda minha base veio da Unifor”, ressalta. E quando chegou a vez de ele orientar o filho, Daniel Otoch Simões, sobre a profissão a seguir, o conselho foi preciso: “Faça o que você ama. O profissional tem que amar o que faz. Meu filho de início ingressou na Engenharia, mas depois de dois anos desistiu e fez Economia na Unifor. Agora estou passando o bastão pra ele”, completa.

Dentista especializado em Odontologia Estética e Restauradora e influenciador digital

 

Quem vê toda a desenvoltura com que Laércio Giovani Marques fala sobre Odontologia com seus 20 mil seguidores no Instagram nem imagina que, em 2013, ele chegou a ter dúvidas sobre que profissão seguir. “Eu estava passando por um turbilhão na minha vida, eu me considerava muito jovem pra saber o que fazer, tinha vários sonhos a seguir. Aí eu fui excluindo o que eu não faria até ficar com algumas opções. Dessas, acendeu a chama de um sonho antigo, que era seguir a carreira da minha mãe, porque eu vivia no consultório dela. Só que ninguém sabia disso, era uma coisa muito íntima. Aí quando eu me vi imerso na Odontologia, que decidi que este seria o curso a fazer, não tive dúvidas de que o melhor lugar, que oferecia a melhor estrutura e a melhor experiência em Fortaleza seria a Unifor”. Ele recorda que, mesmo nas situações mais desafiadoras de um curso universitário, ele procurou tirar lições valiosas: “O nosso curso é feito em dupla, e no meio da faculdade a pessoa que fazia dupla comigo reprovou, então eu finalizei a faculdade sozinho. Foi bem difícil, nesse momento final da faculdade, muito duro pra mim, mas por conta disso eu acabei aprendendo muito mais do que se eu ainda estivesse dividindo o trabalho, tive que me virar para fazer tudo por duas pessoas. Isso me deu uma bagagem muito grande para que eu pudesse estar mais preparado para enfrentar o mercado de trabalho”. Por outro lado, considera ter sido “adotado” pela professora Sandra Ximenes, que o influenciou a trabalhar na área de Dentística, com escultura dental de resina. “Ela me fez enxergar o trabalho pelo viés do amor que ela sente, que ela coloca nas mãos para seus pacientes. E hoje eu procuro me espelhar no trabalho dela. Lógico, o trabalho da professora Sandra é muito melhor! Mas ela é uma das minhas inspirações”, revela. Num universo amplo e complexo como a Odontologia, a oportunidade de exercitar-se plenamente nas diversas áreas e aprender com erros e acertos lapidaram o potencial que ele já trazia consigo. “Se hoje eu consigo me relacionar bem com o paciente, foi o curso que me ensinou. Se hoje eu tenho um talento manual, apesar de ser algo que se carrega dentro da gente, o curso ajudou muito a aprimorar. No curso eu pude exercitar muito, ser corrigido, e isso me abriu muito os horizontes. Tive experiência em hospitais e clínicas, onde eu pude entender o que eu queria fazer da minha vida. Se hoje eu tenho sucesso na minha carreira, a Unifor tem uma grande participação”. 

Empresário, proprietário da Laticínios Betânia

 

Um prédio moderno reinava, soberano, em meio a vacarias e pequenos sítios. Esta foi a primeira impressão que Luiz Prata Girão teve ao chegar à Unifor, construída numa área considerada, à época, fora do centro urbano de Fortaleza. “Naquele tempo a gente chegava à Unifor por uma estradinha. O prédio tinha 45 salas de aula, não havia estacionamento, mas a visão do edifício impressionava. Muito diferente da estrutura que existe hoje, tanto na instituição quanto no entorno, nisso pode-se dizer que o dr. Edson Queiroz foi um visionário”, recorda. Em 1973, o empresário ingressou na primeira turma do curso de Administração a pedido do pai, que queria ter um filho formado. “Tenho lembranças ótimas daquela época, nossa turma era muito integrada. Os professores eram muito bons, já eram pessoas de grande destaque no mercado e aprendíamos o que havia de mais inovador”. Muitas das teorias que aprendeu durante o curso logo foram aplicadas na Laticínios Betânia S/A, empresa fundada por Girão na cidade de Quixeramobim. “A gente estudava muito: Teoria do Tempo e Movimento, Lei dos Rendimentos Crescentes e Decrescentes, Teoria da Administração. Quando eu ia para Quixeramobim, levava os livros e textos comigo. A Betânia acabou sendo um laboratório para aplicar essas teorias, e deu muito certo”. Se na época a Unifor se destacava pelo frescor da inovação, hoje Girão considera a experiência acumulada como maior bem da instituição. “Acompanhei a trajetória da Unifor ao longo dos anos, a instituição contribuiu muito no desenvolvimento de áreas como a ovinocultura, tão importante para a nossa economia”.

Juiz titular da 12ª Unidade dos Juizados Especiais Cíveis da Comarca de Fortaleza e docente/formador da Escola Superior da Magistratura do Estado do Ceará. Professor do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e da Escola de Direito (Pós/Unifor).

 

Em 1992, quando o vestibular era o principal meio de ingressar no curso de Direito, Marcelo Roseno foi aprovado tanto numa universidade pública quanto na Unifor, e em princípio optou pela primeira. “Mas foi uma época muito confusa em razão de uma greve prolongada. Acabei requerendo uma transferência para a Unifor. Reputava que o curso de Direito poderia ofertar uma formação de qualidade, especialmente em razão de já estar consolidada, naquela época, a qualidade de seus egressos, que se destacavam no mercado de trabalho”. Aplicado, o futuro juiz de Direito conseguiu terminar o curso em sete semestres, cursando disciplinas nos períodos da manhã e da noite. O tempo que sobrava era dedicado a prestar estágios em alguns órgãos públicos com os quais a Unifor era conveniada. “Optei pela Procuradoria-Geral do Estado, onde permaneci como estagiário por um ano e foi uma grande escola. Tive experiências que me aproximaram muito da realidade da vida profissional”, recorda. A vivência tanto teórica quanto prática do corpo docente, ambas marcadas pela excelência, motivou-o a hoje poder chamar esses professores de colegas de docência. “Tenho a convicção de que uma das razões para ter alcançado êxito na vida profissional foi o fato de ter sido um aluno bastante dedicado durante o curso de graduação. Sempre me empenhei muito em aproveitar as oportunidades que uma instituição de ensino como a Unifor podia proporcionar. Não apenas em sala de aula, mas de sua biblioteca e demais espaços da convivência acadêmica, tanto assim que depois retornei como aluno de pós-graduação e conclui o Mestrado e o Doutorado”.

 


Jornalista, doutorando em Política Internacional e Resolução de Conflitos pela Universidade de Coimbra (Portugal). Atuou como consultor na Missão Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas em Genebra (Suíça) e em Nova York (EUA)

 

Desbravar fronteiras sempre esteve nos planos do jornalista Maurício Vieira. “Escolhi Jornalismo porque sempre tive interesse e motivação em contar histórias, ter uma dinâmica de trabalho diferente e atuar como correspondente internacional. Desses três, apenas o terceiro objetivo - trabalhar como correspondente internacional - não se concretizou, mas construí outros caminhos que o Jornalismo, certamente, me ajudou a trilhar”. Das lembranças do tempo de estudante, ele guarda com carinho os amigos e as experiências acumuladas. “Participei como voluntário de um grupo de pesquisa coordenado pela professora Manuela Barros de Andrade. Iniciamos a pesquisa acadêmica e participamos de eventos de iniciação científica”, recorda. Hoje radicado em Nova York, Maurício tem na Unifor a base a partir da qual conseguiu alçar seus voos. “Tenho apreço por todo o período em que estudei na Unifor. Foi de muito aprendizado - não restrito somente ao conteúdo programático, mas um aprendizado também sobre as relações humanas, principalmente com os funcionários que trabalhavam, à época, no Centro de Ciências Humanas”. 

Paulo Gurgel Pinheiro, Ph.D. em Ciência da Computação, especialista em Inteligência Artificial e Robótica, CEO da HOOBOX Robotics, startup por trás da Wheelie, primeira cadeira de rodas controlada pelo mundo

Graduado em Informática pela Universidade de Fortaleza (Unifor), Paulo Pinheiro percebeu ainda durante o curso que seu perfil era simultaneamente acadêmico e empreendedor. “Sabendo disso, fui em busca de uma iniciação científica que pudesse me ajudar a explorar os dois lados. Tive a sorte de conhecer e ser aluno do professor Vasco Furtado, verdadeiro mestre que tinha o mesmo perfil, com quem eu pude aprender que seria possível exercer os dois lados para gerar inovação e colocá-la no mercado”, relembra.

O contato com a ciência reverbera até hoje na vida do cofundador e CEO da HOOBOX Robotics, startup sediada em Houston, no centro de inovação da Johnson & Johnson (JLABS), e investida pelo Hospital Albert Einstein. Segundo Paulo, o conhecimento científico ajuda na tomada de decisões que afetam a empresa, uma vez que é necessário estar em sintonia com as novas pesquisas de mercado. “Vejo que a pesquisa que realizo segue uma metodologia muito semelhante às metodologias científicas que me acostumei a realizar no doutorado, e claro, na iniciação científica”, conta. Como dica, ele acrescenta que,“mesmo que o seu perfil seja mais empreendedor, considere fazer uma iniciação científica. Você vai aprender ferramentas que com certeza vão te ajudar a tomar melhores decisões no futuro”, afirma.

A escolha para atuar na área de inteligência artificial e robótica veio por meio da análise do potencial que essas áreas têm para criar tecnologias capazes de resolver grandes problemas e desafios humanos, como é o caso da cadeira de rodas Wheelie, primeiro produto desenvolvido pela HOOBOX, controlada por expressões faciais, e que hoje conta com mais de 200 clientes na lista de espera para o próximo lançamento.

A HOOBOX desenvolve um sistema único de reconhecimento facial de alta precisão, que utiliza apenas uma câmera e inteligência artificial, sendo capaz de reconhecer expressões faciais humanas, detectando 10 níveis de dor, agitação, sedação, cansaço, stress, espasmos e desmaios. Atualmente a empresa possui clientes na área de varejo, transporte, agrobusiness, segurança e saúde.

Ricardo de Castro Gomes é Engenheiro eletricista, com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e Pós-Graduação em Energias Renováveis

Engenheiro eletricista, com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e Pós-Graduação em Energias Renováveis
Graduado em Engenharia Elétrica na Universidade de Fortaleza (Unifor), Ricardo Gomes buscava sempre aprender e obter boas notas. Aproveitou os primeiros semestres na faculdade para adiantar disciplinas. O conhecimento adquirido permitiu diversas experiências como estagiário em empresas de Fortaleza: “Graças aos excelentes professores que tive ao longo do curso, sempre confiei no que tinha aprendido e no exercício prático. Ao terminar o curso de Engenharia Elétrica, fui contratado como engenheiro eletricista”, comenta Ricardo. 
Ainda na graduação, participou do Projeto Jovem Voluntários no Hospital Albert Sabin.  Mostrou que é possível trabalhar com foco na amenização da dor de pacientes, não importa a área de conhecimento de origem. 
Depois de graduado, trabalhou como gerente de obra de instalação em Fortaleza. O bom desempenho fez com que fosse transferido para assumir outra obra em Belém (Pará). Após a conclusão do trabalho foi transferido novamente, desta vez para São Luís (Maranhão).  No intervalo entre tantas obras, participou de um intercâmbio na República da Irlanda, a fim de aprimorar o inglês. 
Atualmente, Ricardo trabalha como engenheiro eletricista na construção civil, tratando de instalações elétrica, lógica, telefônica, automação, controle predial e comercial. “Trabalhei em duas empresas de engenharia de instalações por mais de 10 anos. Gosto de trabalhar com gestão de pessoas, materiais e ferramentas, atuando também com planejamento de obra: orçamento, cronograma físico-financeiro e propostas comerciais. Gosto muito de fazer o que faço”, destaca. Rodrigo também presta consultoria na área de engenharia de energias renováveis. 
Para ele, é fundamental que os futuros engenheiros eletricistas tenham a oportunidade de conhecer o mercado, trabalhar em obras, projetos, concessionárias, indústrias ou comércio. “É importante se atualizar, fazer cursos voltados para sua área de afinidade, ir a palestras, feiras e eventos. Vale também estabelecer amizades com colaboradores, alunos e professores, pois são eles que irão te ajudar ao longo de sua vida profissional”, conclui. 

 


Defensora Pública do Estado do Ceará. Diretora da Escola Superior da Defensoria Pública do Ceará (ESDP). Professora Universitária. Diretora Nacional das Defensorias Públicas de Família do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) 

 

9711006/9. Este era o número de matrícula da aluna Roberta Quaranta ao ingressar no curso de Direito da Unifor. “Até hoje lembro com carinho e saudade dos meus tempos de faculdade, tanto que nunca esqueci sequer o número da minha matrícula!”. Inspirada no exemplo da mãe, advogada da Caixa Econômica Federal há 20 anos, Roberta foi adquirindo familiaridade com as teses e discussões levantadas sobre o cotidiano jurídico do banco. Como muitos estudantes que ingressam muitos jovens no ensino universitário, a defensora considera que poderia ter aproveitado melhor as possibilidades ofertadas na graduação. “Essa é a razão pela qual hoje sempre oriento meus alunos a ‘sugarem’ o máximo das instituições de ensino, no sentido de saberem aproveitar todas as oportunidades. Hoje em dia mais ainda, pois o mercado de trabalho e seus concorridos processos seletivos fazem com que as experiências práticas e envolvimento em atividades extraclasse sejam determinantes para que consigam destaque na profissão escolhida”, assevera. Ainda assim, participou de alguns grupos de pesquisa e de atividades desenvolvidas pelo Centro Acadêmico. Em sala de aula, o interesse inicial se voltou para o Direito Constitucional, tendo sido aluna do professor Dalton Leite. “Ele sempre falava da importância de se aprofundar na matéria. Naquela época não havia esse vasto acesso à internet e lembro que os Informativos do Supremo Tribunal Federal (STF) eram entregues em casa pelos Correios. Toda vez que recebia o informativo mensal, eu ‘devorava’ as decisões da Suprema Corte de nosso país. Engraçado que, embora sempre tenha tido um grande amor pelas matérias de Direito Público durante todo o meu curso de Direito, acabei me tornando civilista, com enfoque, principalmente, em Direito de Família e Sucessões”. Ao optar pela carreira pública e, posteriormente, pelo Mestrado em Direito Constitucional da Unifor (tendo sido, inclusive, professora na instituição por quase uma década), Roberta Quaranta ressalta a relevância da base jurídica adquirida na graduação, além dos vínculos formados com professores e colegas, essenciais para uma formação verdadeiramente humanística e interessada no bem-estar da sociedade.

 


educadora física, servidora concursada na Secretaria de Esportes de Eusébio e influenciadora fitness

 

Estimular, orientar, crescer junto com o aluno. Os dons de Ticiana Moreira pareciam, em princípio, ter tudo a ver com a Pedagogia, sua primeira formação universitária. Foi só ao terminar o primeiro curso que percebeu como sua inclinação tinha mais a ver com as práticas corporais, a condução plena do homem em sua atividade mais básica e vital: o movimento. “Fiz Pedagogia, mas meu coração era da Educação Física. Sempre gostei muito de esportes quando era criança, sempre fui muito ativa. E assim que eu terminei o curso de Pedagogia, veio esse desejo de fazer Educação Física. A Unifor é uma instituição que eu sempre admirei, gostava muito da estrutura, fui conhecer e amei”, conta. Os quatro anos de curso foram marcados pela empatia com os professores, tanto que alguns são tratados pelo diminutivo, um sinal do carinho aliado ao respeito pelas lições que os mestres tinham a oferecer. “Eu admirava muito o professor Rossman Cavalcante, pelo comprometimento, pela inteligência. O professor Serginho, do Futebol, também gostava muito dele, aprendi muito. E a professora Mônica Pinheiro, que orientou o meu trabalho de conclusão de curso”, enumera. Hoje, as bases construídas no curso de graduação geram ramificações no serviço público, no mercado de trabalho e no mundo virtual, onde Ticiana é referência para 78 mil seguidores do Instagram em temas como saúde, bem-estar, alimentação saudável e estilo de vida, além de partilhar o amor pelos cavalos. “O principal valor que levei desses anos de formação em Educação Física foi ser comprometida, estudar bastante, tentar ser o melhor no que você faz, que tudo vai dar certo”, ensina. 

 


Advogado, professor universitário, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Ceará (OAB/CE) e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

 

Nascido em Arneiroz e vivendo na Residência Universitária em Fortaleza, o estudante Valdetário Monteiro cultivava várias aspirações: Medicina, Farmácia, Veterinária. Mas enquanto aguardava a definição do início das aulas nos cursos para os quais havia prestado vestibular, ocorreu uma das maiores greves da história das universidades brasileiras. “Enquanto aguardava o fim da greve nas universidades públicas, em 1992 prestei vestibular para Direito na Universidade de Fortaleza, recebendo de imediato bolsa de estudo, e vindo a me formar, em 1996, bacharel em Direito”. Na Unifor, ele encontrou um ambiente acadêmico prolífico e a certeza de ter feito uma boa escolha. “Lá tive a oportunidade de viver uma intensa vida acadêmica com pesquisa e produção literária variada. Tive os melhores professores do Ceará e escolhi a carreira inspirado em muitos deles. Defini advogar na área tributária amparado nas lições que recebi ainda nos bancos da faculdade”. Como, à época, só havia dois cursos de Direito em Fortaleza, havia uma disputa saudável entre os alunos, o que, na opinião de Valdetário Monteiro, só contribuiu para o desenvolvimento de bons profissionais. E mesmo as dificuldades por que costuma passar um estudante bolsista foram compensadas pela estrutura da instituição, numa época cuja palavra de ordem era superar para transformar sua trajetória. “A universidade deve inspirar seus alunos ao bom desenvolvimento profissional, creio que a Unifor cumpriu seu mister com maestria. Tenho orgulho dos professores que tive e da estrutura que a universidade me proporcionou. A biblioteca da Unifor é, sem dúvida, um capítulo à parte. Mesmo sem dinheiro para adquirir boas obras, lá sempre tive tudo que precisava para minha formação”.

 

Wiana Aguiar, produtora de conteúdos web da Internacional Emirates, autora do livro “Pepa & Keca – Quem viu rimas por aí?”

Formada em Turismo pela Universidade de Fortaleza (Unifor), Wiana Aguiar, viu sua curiosidade sobre o mundo e outras culturas ganhar asas ainda durante a graduação. O curso de Turismo foi essencial para a abertura e adaptação em outros países, assim como para novos desafios. “A graduação foi estimulante e me ensinou também a trabalhar em equipe, aceitar diferenças, ser atenta à detalhes que muitas vezes podem passar despercebidos”, destaca.

Ela relembra com saudosismo das aulas de História da Arte, em que a professora relatava a experiência de ter vivido quatro meses numa comunidade indígena. “A riqueza de detalhes de seu relato me marcou bastante e que me influenciou de certa forma no meu estilo de escrever”, ressalta Wiana.

A egressa, que hoje reside no Oriente Médio, trabalhou onze anos como produtora de conteúdos web da Internacional Emirates, ela conta que o trabalho exigia disciplina no cumprimento de metas e prazos. “A Emirates é a principal companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos (EAU), então, é necessário extrema atenção ao detalhe, criatividade e coordenação em equipe, o que torna o dia a dia desafiador”, afirma.

Atualmente Wiana tem atuado principalmente como escritora e, recentemente, lançou seu livro “Pepa & Keca, Quem Viu Rimas Por Aí?”, que nasceu das experiências que a autora passou a ter no seu dia a dia como mãe. As filhas Pietra e Carla, de 11 e 6 anos, respectivamente, são a inspiração para as rimas, mas a mãe também estimulou as meninas a desenharem o que liam, fazendo nascer, nas três, o sonho da publicação. Ilustrado por Ana Souza, o livro alimenta o afeto e incentiva a identificação em outros pais e filhos. Futuramente será lançado um segundo livro do mesmo gênero (poesia).

O recado de Wiana para as novas gerações e futuros alunos é baseado em três dicas básicas, que ela mesma segue. “Invista tempo e foco no que gosta, mas também limite seu tempo em mídias sociais, por assim estará dando uma maior chance para sua imaginação e criatividade. Não siga fórmulas, elas não existem”, conclui.