angle-left Respeito à diversidade: alunos LGBTQ+ citam Unifor como espaço de apoio

Sex, 15 Maio 2020 19:39

Respeito à diversidade: alunos LGBTQ+ citam Unifor como espaço de apoio

Em razão do Dia Internacional do combate à violência contra a comunidade LGBTQ+, confira depoimentos de alunos da Universidade de Fortaleza sobre inclusão e acolhimento.


No dia 17 de maio, comemora-se o Dia Internacional Contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia (Foto: divulgação)
No dia 17 de maio, comemora-se o Dia Internacional Contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia (Foto: divulgação)

No próximo domingo, 17 de maio, é comemorado o Dia Internacional Contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia. Estabelecida em 2004, a data remete a uma das grandes conquistas da comunidade LGBTQ+, que foi a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990, de desclassificar a homossexualidade como um distúrbio mental em seu sistema de classificação estatística.

Comprometida com a diversidade de todos aqueles que pertencem à sua comunidade, a Universidade de Fortaleza, instituição de ensino da Fundação Edson Queiroz, aproveita esta data para salientar que demonstra apoio total à luta pela igualdade, condenando atos de preconceito, discriminação e violência contra qualquer um de seus membros.

Respeito

“Estudar num ambiente cheio de recursos técnicos é ótimo, mas estudar num local onde além disso ainda há respeito pela diversidade é melhor ainda”, declara Matheus Passos, que cursa o 4º semestre de Publicidade & Propaganda na Unifor.

Para ele, a “sensação de pertencimento” e bem-estar reflete, inclusive, em um bom desempenho acadêmico. “Tanto por parte dos colegas quanto pelo corpo docente, me sinto acolhido e à vontade, como membro da comunidade LGBTQ+, para me expressar sem medo do julgamento alheio ou qualquer tipo de repressão”, completa.

Liberdade

Lia Telles, que está no 2º semestre de Psicologia, conta que o campus da Universidade é um lugar onde presencia casais homoafetivos “tendo liberdade para estarem juntos sem serem julgados ou terem medo de alguma violência”. Ela, que é bisexual, compartilha também que o lugar a trouxe segurança, confiança e conforto para expor sua sexualidade.

“A Unifor foi o primeiro lugar em toda a minha vida que eu me senti à vontade para segurar na mão de uma garota. [...] A sensação que isso me trouxe foi a de que está tudo bem ser eu, sabe? Sou muito grata por fazer parte de um lugar que se importa com temas tão importantes e que busca dar voz aos seus alunos em relação a isso”, destaca Lia.

Acolhimento

Maria Isis, que está no último semestre da graduação em Design de Moda, é transexual e realizou transferência para a Universidade de Fortaleza após não se sentir bem-vinda em outras instituições. De acordo com ela, “a Unifor foi o lugar em que eu me senti mais abraçada. Cada aluno tem seu espaço e está lá para cumprir seus propósitos pessoais. Fiz grandes amizades que vou levar para a vida, e os momentos que já vivi no campus foram os melhores. É um lugar acolhedor e aconchegante”.

Segurança

Para o aluno Pedro Paulo Freire, a Universidade se revelou um espaço livre para que ele compreendesse sua bisexualidade. Cursando o 5º semestre de Engenharia Elétrica, ele fala que “esse tema sempre foi um ponto de interrogação na minha cabeça. Quando saí do Ensino Médio, ainda estava muito desconfortável. O fato da Unifor ser um ambiente em que a maioria das pessoas têm a cabeça aberta e fazem amizade com você por ser quem é de verdade, independente da sexualidade, fez com que eu me sentisse seguro sobre quem eu sou”.

O futuro engenheiro comenta, ainda, sobre a liberdade que a instituição proporciona para a expressão pessoal de sua comunidade. “Eu acho que é um espaço seguro para muitas pessoas. Inclusive, para algumas, até mais seguro do a própria casa”, finaliza Pedro.