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Sex, 31 Agosto 2018 14:22

Estudantes da Unifor ganham bolsa Yolanda Queiroz

A bolsa é concedida aos melhores estudantes de cada centro acadêmico.


Alunos contemplados com a Bolsa Yolanda Queiroz. Foto: Ares Soares.
Alunos contemplados com a Bolsa Yolanda Queiroz. Foto: Ares Soares.

Imagine ser surpreendido com uma bolsa acadêmica capaz de financiar uma especialização ou um mestrado, durante a cerimônia de colação de grau.

O sentimento foi de surpresa e felicidade para Ana Claudia Freire, do CCS (Centro de Ciências da Saúde), Lívia Chaves do CCJ (Centro de Ciências Jurídicas), Luiza Alves Braga do CCG (Centro de Ciências da Comunicação e Gestão), Lysia Maria Memória do Cursos Superiores de Tecnologia e Julio Alves da Silva do CCT (Centro de Ciências Tecnológicas), estudantes graduados pela Universidade de Fortaleza no dia 5 de julho de 2018.

Os cinco foram contemplados com a Bolsa Yolanda Queiroz, oferecida pela Fundação Edson Queiroz aos melhores estudantes de cada centro acadêmico da Unifor. A bolsa é válida durante 2 anos e é intransferível, se tornando um incentivo ao desempenho de alunos em sua formação e crescimento profissional.

Após a colação de grau, os cinco contam qual foi a sensação ao receber a bolsa como prêmio acadêmico, e como ela pode vir a acrescentar na futura carreira. Eles falam também sobre a escolha entre mestrado ou especialização oferecidos pela bolsa Yolanda Queiroz.

“Era uma paixão de vida, para trabalhar mesmo”

A notícia da bolsa foi inesperada para Lysia, graduada em Designer de Moda, que sabia muito pouco sobre a bolsa, e já procurava em outras faculdades a chance de conseguir uma bolsa parcial.

Ela conta como recebeu a notícia: “Me ligaram cerca de 3 horas antes, falando que eu sentaria na primeira fila e que receberia um mérito acadêmico, que iria concorrer a uma bolsa. Foi uma surpresa muito grande, muito inesperado, mas foi maravilhoso”, ela comenta admirada.

Moda não foi a primeira escolha de Lysia na hora de fazer a graduação. Antes, ela dividia o tempo entre Ciências Sociais e Direito, mas se viu passando mais tempo estudando moda, que até então, era apenas um hobby: “Era uma paixão de vida, para trabalhar mesmo”, confessa..

Agora com a opção de escolher entre especialização e mestrado, Lysia comenta que está inclinada a fazer mestrado em administração: “Não tenho certeza, mas acredito que eu vá buscar a parte de administração e gestão de marca, que tem muito a ver com o que eu gosto e quero para o meu futuro” ela comenta.

“Estava na dúvida: Direito ou Medicina?”

Essa era uma das dúvidas de Lívia Chaves, graduada do curso de Direito da Unifor. Tendo influência de um tio médico, e da mãe como servidora da Justiça Federal, a dúvida foi constante durante todo o ensino médio, mas a escolha pelo Direito acabou sendo influenciada pela mãe.

“O curso de Direito sempre esteve presente na minha vida por conta da minha mãe, que era concursada da Justiça Federal. Então desde criança eu andava pela Justiça Federal e conheci os magistrados, conheci os servidores. Tive um contato bem cedo com aquela realidade” ela explica.

O estudo sempre foi parte da rotina de Lívia: “Estudava todos os dias, nem que fosse um pouquinho, mas eu não tinha aquela pretensão “ah eu quero que a minha PMG (média global da Unifor) seja a mais alta de todas” não, isso foi consequência de toda a minha rotina”, ela conta.

Mas assim como Lysia, a bolsa também foi um acontecimento inusitado para Lívia: “Foi uma surpresa, já que só soube da bolsa no fim do curso” ela menciona, acreditando que não teria chance de ganhar.

Durante a graduação, Lívia estagiou em diversos órgãos como Ministério Público, Justiça Federal, Tribunal de Justiça, Defensoria, e se preparava para um concurso quando a bolsa aconteceu, antecipando seus planos de voltar a Unifor novamente: “Eu não tive dúvidas de que ia optar pelo mestrado, e estou me preparando”, ela pontua.

Foi a psicologia que me escolheu

Essa foi a resposta de Ana Claudia Freire, graduada em psicologia pela Unifor, quando optou pelo curso. Assim como Lysia e Lívia, Ana Claudia se sentia perdida em relação a futura carreira.

Depois de um semestre cursando Ciências Sociais, ela não se identificou com o curso, e foi uma pequena intervenção da mãe, psicóloga, que a fez entrar de vez no universo da psicologia. “Foi bom para mim porque eu fiquei muito mais madura, mais focada, sabendo o que eu queria. Acho que foi a psicologia que me escolheu, foi um processo bem sincronizado” ela relata.

Após fazer monitoria por 3 anos, Ana Cláudia, que ironicamente não tinha interesse pela docência, se apaixonou de vez: ”Pensei, caramba, é isso que eu quero, sala de aula!” ela conta, mostrando o  interesse pelo mestrado desde cedo.

Pensando no mestrado foi que posteriormente, Ana Claudia se tornou bolsista de iniciação científica por dois anos “Se eu quero mestrado, então tenho que me inserir na pesquisa” ela frisa.

Ela conta que não fazia ideia de como faria para pagar o tão desejado mestrado “Vou fazer a prova para o mestrado e esperar por intervenção divina!” ela conta, bem humorada.

A felicidade foi dupla ao descobrir que não apenas tinha passado na prova de mestrado, mas também que tinha ganhado a bolsa.

“Foi um susto enorme eu ter ganho, tanto que até chorei na hora, eu falei “mãe, a gente vai conseguir pagar esse mestrado”, ela relata, feliz, já tendo iniciado a primeira semana de aula do mestrado.

“A bolsa pode ampliar o nosso conhecimento e com isso, podemos nos capacitar mais, e nos tornamos profissionais melhores”

A declaração que explica a importância da bolsa na vida de aluno partiu de Luiza, graduada em Administração. Luiza Alves foi outra estudante que começou em um curso, mas se identificou com outro. Nesse caso, o outro da história, era administração.

“Eu comecei a estudar engenharia civil, mas não me identifiquei.  Fiz o vestibular de novo, e fiquei fazendo engenharia e administração, equilibrando os dois durante um ano e meio, e fui percebendo que gostava muito mais de administração, me via trabalhando como administradora”.

Apenas no sétimo semestre é que Luiza se tornou consciente da bolsa e da grande concorrência em volta dela, mas mesmo assim, manteve suas notas com um único objetivo, o de ganhar e fazer mestrado em administração de empresas.

“Tive o pensamento de que talvez não ganhasse, mas ainda bem que eu consegui. Quando descobri no dia, fiquei muito feliz mesmo, e grata a Unifor”, ela conta. 

Além da dedicação, Luiza atribui como um dos motivos para suas altas notas, a infraestrutura da Unifor, que além de ser diferenciada pela estrutura e conter profissionais de excelência, ainda conta com uma biblioteca completa com trabalhos, artigos e livros de pesquisa.

“A Unifor abre um leque muito grande para gente. Tem salas de laboratório excelentes e programas que a gente precisa para fazer a faculdade”, ela elogia.

“Sabia que não me veria em outro canto se não fazendo Engenharia Civil”

Júlio Alves da Silva, graduado em Engenharia Civil, desde cedo se identificava com a área de exatas, e a princípio, a dúvida, era sobre qual “engenharia” escolher.

“Eram várias! Fiquei na dúvida entre mecânica e civil, mas optei por engenharia civil pelo mercado que estava muito bom na época” ele explica.

Quando a parte prática do curso começou, Júlio se apaixonou de vez pelo curso, “sabia que não me veria em outro canto se não fazendo engenharia civil”, ele conta.

Após tomar conhecimento sobre a bolsa, Júlio achou bem difícil a chance de ganhar. Ele conta que no dia, eles não foram avisados que receberiam a bolsa, apenas que sentariam na primeira fila para receber um prêmio acadêmico, mas que só iam revelar na hora.

“Fiquei lá, esperando, estava bem nervoso. Eles não divulgaram quem iria ganhar a bolsa, e só revelaram na hora o melhor de cada centro. Fiquei todo me tremendo quando subi ao palco e peguei o papel” ele relata, rindo.

Atualmente, Júlio segue firme na decisão de fazer o mestrado. “Quero muito ser professor, vai ser bem mais interessante para mim seguir essa área”, ele conta.

“Compromisso social antes de tudo”

Ana Claudia finaliza comentando sobre o peso que a bolsa tem para o futuro do aluno e como ela agrega conhecimentos para, futuramente, contribuir para a sociedade:

“É um mérito nosso, mas também devemos ter a humildade de reconhecer que isso não faz de nós os melhores profissionais, e sim, nos dá a oportunidade de estarmos sempre pensando criticamente sobre o que nós fazemos e como podemos contribuir para a sociedade com isso, além de buscarmos ser profissionais melhores e procurarmos ajudar as pessoas. Acho que é compromisso social antes de tudo”, ela pontua.