angle-left Artista plástico José Guedes reestiliza marca do Movimento Doe de Coração

Qua, 1 Agosto 2018 17:57

Artista plástico José Guedes reestiliza marca do Movimento Doe de Coração

José Guedes se diz muito feliz por participar da campanha de incentivo à doação de órgãos, idealizada há 16 anos pela Fundação Edson Queiroz (Foto: Arquivo Pessoal)
José Guedes se diz muito feliz por participar da campanha de incentivo à doação de órgãos, idealizada há 16 anos pela Fundação Edson Queiroz (Foto: Arquivo Pessoal)

A Fundação Edson Queiroz, responsável pelo movimento Doe de Coração, que incentiva a doação de órgãos, divulgou a logo da edição de 2018. A tradicional marca, com o coração formando a palavra DOE, foi redesenhada pelo artista plástico cearense José Guedes, ganhando cor vibrante e figuras geométricas.

Uma das campanhas mais tradicionais da Fundação Edson Queiroz, a Doe de Coração chega à 16ª edição com uma marca de vitória decorrente dos anos anteriores: o Ceará é o Estado com a menor taxa de recusa de famílias de doadores do Nordeste. O fato é consequência do trabalho de profissionais da saúde, da constante divulgação da doação de órgãos e da conscientização da população.

Segundo José Guedes, a marca da campanha ganhou um verde vibrante, que remete à esperança de uma nova vida, e o coração ganhou formas geométricas em seu interior, dando-lhe perspectiva e profundidade. “As figuras geométricas na verdade são redes de conexão, destacando a importância da união de todos para fortalecer essa grande rede de solidariedade humana que é a doação de órgãos e que acaba sendo doação de vidas”, ressalta.

Com obras no Museu de Arte Moderna, de São Paulo, no Museu IVAM, na Espanha, e na coleção DAROS, de Zurique, José Guedes salienta que antes mesmo de receber o convite de redesenhar a logo da Doe de Coração já era um admirador e já havia vestido literalmente a camisa da iniciativa.

Para ele, a Doe de Coração é uma campanha de extrema importância: “Eu conheço várias pessoas que estão na fila para receber órgãos, então, quanto mais doações mais rapidamente essas pessoas serão beneficiadas. É aí que entra a Doe de Coração, porque muitos não sabem como ajudar e a Fundação Edson Queiroz faz um papel importantíssimo em levar esse conhecimento às pessoas”.

José Guedes ressalta ainda a alegria e satisfação em poder participar ativamente da edição da campanha deste ano. “É uma das campanhas de saúde mais importantes que conheço e tem que ser sempre fortalecida. Esta nobre causa deve estar sempre na mídia. Eu me sinto extremamente gratificado em poder dar minha pequena contribuição  a esse grande projeto. Estou superfeliz”, frisa.

Sobre a campanha

O tradicional movimento Doe de Coração, idealizado pelo chanceler Airton Queiroz, falecido ano passado, ocorre desde 2003, sempre em setembro, mês já conhecido pelo estímulo à doação em vários Estados do País, com o objetivo de encorajar as doações de órgãos no Ceará, por meio da sensibilização da sociedade. A edição de 2018 da Doe de Coração será lançada oficialmente pela presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, em solenidade que acontecerá dia 5 de setembro, no Teatro Celina Queiroz, no Campus da Unifor.

Contando com a parceria de hospitais públicos e particulares, o movimento envolve principalmente veiculação de anúncios em jornais, portais de notícias, rádios e emissoras de televisão, além de distribuição de fôlderes, cartazes e camisas para funcionários das empresas do Grupo Edson Queiroz, a fim de mobilizar o público interno para a campanha. O objetivo é alcançar e impactar o maior número de pessoas a fim de otimizar a doação de órgãos.

À semelhança da edição do ano passado, a campanha de 2018 trará depoimentos de transplantados que foram beneficiados pela doação de órgãos e tecidos. Para aumentar a interatividade, os vídeos da campanha também serão veiculados nas mídias sociais da Unifor e do Grupo Edson Queiroz. Além disso, o movimento Doe de Coração terá mais uma vez como grande diferencial a realização de campanhas de mobilização em locais de grande fluxo de pessoas, como avenidas, praças e parques públicos, e em instituições parceiras do movimento, como hospitais públicos e privados. Na Unifor, alunos e colaboradores são estimulados durante todo o mês de setembro, por meio de ações internas, a se engajarem na doação de órgãos e tecidos.
 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.