angle-left Estética e Cosmética: rigor e conhecimentos aliados do bem-estar

Seg, 24 Junho 2019 09:24

Estética e Cosmética: rigor e conhecimentos aliados do bem-estar

Graduação em Estética e Cosmética reúne saberes que vão além dos serviços comumente encontrados em salões de beleza


Na Unifor, desde os primeiros semestres o estudante é inseridos em vivências e práticas nos ambientes de trabalho (Foto: Ares Soares)
Na Unifor, desde os primeiros semestres o estudante é inseridos em vivências e práticas nos ambientes de trabalho (Foto: Ares Soares)

Amanda Nunes tem apenas 17 anos, mas já percebeu que a paixão pelo mundo da maquiagem vai além de um mero hobby. Viciada em vídeos de tutoriais da Internet, ela aprendeu, com a ajuda de influenciadores digitais, a transformar a própria face em arte. Estudante da 3ª série do Ensino Médio, ela acredita que a graduação em Estética e Cosmética da Unifor pode trazer a tão sonhada capacitação na área. 

Mas nem tudo são flores, pois a jovem ainda alimenta incertezas. “Uma das minhas principais dúvidas é saber se o meu gosto por maquiagem é o suficiente para mergulhar nos universos da Estética e da Cosmética”, pondera. Para auxiliar Amanda nesse processo de descoberta, conversamos com a coordenadora do Curso, professora Bárbara Karen Rodrigues

A pesquisadora confirma que o interesse por maquiagem pode ser um indicativo de sucesso na área, mas destaca que a graduação oferecida pela Unifor vai além. “Hoje o esteticista trabalha tanto na parte facial, corporal, terapia capilar, como também aprende sobre gestão e tratamentos realizados em spas. Há um leque de possibilidades vasto, pois podem atuar tanto em salões de beleza que fornecem serviços de estética como podem gerir serviços na área”, ressalta.

A grande verdade é que não faltam opções. Para além dos campos apontados pela docente, a pessoa que se forma em Estética e Cosmética também pode trabalhar junto a outros profissionais da área da saúde, como médicos dermatologistas e cirurgiões plásticos. Seja qual for a escolha, uma coisa é certa: o profissional poderá aplicar a riqueza de conhecimento que é aprendida durante os três anos de curso da Unifor, uma formação que contempla três blocos

O início da graduação reúne conhecimentos comuns aos profissionais de saúde, ocasião em que o aluno é convidado a conhecer a fundo saberes de áreas como Anatomia, Histologia e Biologia. “Como profissionais de saúde, eles precisam entender como o corpo funciona para que possam tratar as disfunções que venham a surgir”, aponta Bárbara. 

Ainda no primeiro bloco, a estrutura curricular da Unifor ensina avaliações e técnicas de tratamento de disfunções, bem como recursos da eletroterapia  que associam diferentes terapias manuais. Também é aqui que o aluno aprende sobre cosmetologia e os distintos princípios ativos e mecanismos de atuação de produtos que agregam valor ao tratamento estético.

O segundo bloco do currículo, que contempla o terceiro e o quarto semestres, é formatado em conhecimentos que envolvem cuidados faciais e de terapia capilar. Aqui também surgem a cosmetologia, a eletroterapia e a avaliação, bem como terapias manuais com foco nas disfunções faciais, de couro cabeludo e haste. 

Já no terceiro e último bloco, o estudante vai integrar todos os saberes por meio de estágios e disciplinas aplicadas. Vale lembrar que todo esse percurso é permeado por disciplinas como primeiros socorros, psicologia do relacionamento humano, gestão e empreendedorismo e projetos integradores (desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos).

Segundo a professora Bárbara, muitos chegam à Unifor acreditando que vão encontrar uma capacitação para serviços básicos de salão, como tinturas e alisamentos. Mas a professora salienta que a proposta é outra: “o nosso profissional não é desenvolvido para serviços de salão de beleza, mas para serviços de estética, que podem estar inseridos no leque de oferta em um salão, por exemplo”.

Outro detalhe interessante da formação executada na Unifor diz respeito às certificações intermediárias. Ao fim de cada bloco, o estudante recebe um certificado que comprova a sua preparação para atuação em determinado segmento, correspondente ao que foi aprendido. Trata-se de uma chance de já conquistar uma oportunidade de trabalho ainda durante a graduação. 

Ao fim do primeiro bloco, ele é certificado como “assistente técnico em estética corporal”. No segundo, como “assistente técnico em estética facial e capilar”. Ao final de três anos, recebe a certificação geral, o diploma de Esteticista e Cosmetólogo, por meio da colação de grau. 

Para estudantes como Amanda, que ainda estão em dúvida, a área de Estética e Cosmética reserva um mercado que não apresenta quedas, mas ascensão. Nos últimos anos, a busca por cuidar de si tem ganhado espaço até mesmo entre o público masculino. 

Bárbara destaca que esse é um campo de atuação que, além de know-how, vai exigir do profissional atenção ao perfil e aos desejos do cliente. “Ele precisa do conhecimento científico, do conhecimento técnico, mas também necessita compreender características da sociedade em que ele vai intervir, que tipo de trabalho eu preciso desenvolver para além do serviço estético e, assim, fidelizar o cliente”, conclui. 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.