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Seg, 2 Dezembro 2019 10:42

Nutricionista egresso da Unifor é destaque nas redes sociais após história de empatia com paciente

Formado pela Universidade de Fortaleza, Gabriel Oliveira ganhou repercussão com publicação de assistência a uma senhora analfabeta durante o estágio.


A história aconteceu em 2017, quando Gabriel ainda era estagiário do curso de Nutrição da Universidade de Fortaleza. Foto: arquivo pessoal.
A história aconteceu em 2017, quando Gabriel ainda era estagiário do curso de Nutrição da Universidade de Fortaleza. Foto: arquivo pessoal.

Uma publicação feita pelo nutricionista cearense Gabriel Oliveira ganhou grande destaque nas redes sociais, ao relembrar um atendimento dedicado à Dona Francisca, uma senhora analfabeta. A história aconteceu em 2017, quando Gabriel ainda era estagiário do curso de Nutrição da Universidade de Fortaleza

Enquanto realizava os atendimentos domiciliares, ele tratou de Dona Francisca, que aos 84 anos sofria com frequentes tonturas causadas por hipoglicemia, distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue. O distúrbio a impedia, inclusive, de ir até um posto de saúde receber o tratamento.

Durante a visita, o estudante observou que a paciente e o filho que morava com ela eram analfabetos e não saberiam compreender a prescrição da dieta feita para Dona Francisca. Foi então que Gabriel teve a ideia de elaborar  um plano alimentar ilustrado. A fim de facilitar o entendimento do que estava prescrito no papel, Gabriel e Lucas Carvalho, sua dupla de estágio, foram orientados pela professora Natália Carvalho e juntos desenvolveram um plano alimentar ilustrado. 

Na consulta, o nutricionista observou também hematomas de picadas de mosquito nas pernas da paciente, que o fizeram ficar bastante preocupado, por na época haver um surto de casos de chikungunya. Assim, ele também desenvolveu um repelente natural, simples e de baixo custo para que ela pudesse utilizar. 

À receita do repelente foi adicionada passo a passo, em fotos no mesmo livro da dieta ilustrada, para que depois que acabasse o primeiro frasco produzido por Gabriel, Dona Francisca e seu filho pudessem produzir novamente. “Depois de algumas semanas, nos encontramos de novo e Dona Francisca me disse: ‘meu filho eu não sinto mais tontura. Estou me sentindo bem melhor’. Ao olhar as pernas dela, vi que as marcas de picada diminuíram bastante. Sinal que ela estava usando o repelente direitinho, e o mais legal, que estava funcionando”, comenta o nutricionista.

Para Gabriel, a maior lição que ele carrega da história é que são as pequenas atitudes que podem fazer grandes diferenças. “Tudo nesse estágio foi especial para mim,  pois tive a felicidade de estagiar no posto de saúde do bairro onde nasci e fui criado, o Barroso. Moro até hoje no  local. Acredito que devemos ser mais sensíveis, nos colocar no lugar do próximo. Foi isso que eu fiz. E, se pensarmos bem, não é algo difícil de ser feito. Isso foi bom também para mostrar que a nutrição é muito mais do que prescrever dietas. Isso é só uma parte do trabalho que nós nutricionistas desempenhamos”, declara. 

Um futuro promissor 

Motivado por professores, Gabriel quer ir ainda mais longe e sonha em disseminar conhecimento atuando como professor de Nutrição. Para isso, ele, juntamente com outros cinco colegas nutricionistas, criaram o Grupo de Estudos e Ensino em Nutrição (GrEEN). Em que eles realizam reuniões científicas periódicas para estudar e discutir artigos científicos e trocar experiências. As reuniões acontecem sob a mentoria do professor Filipe Brito, docente do curso de Nutrição da Universidade de Fortaleza.

“Quero ensinar nutrição, mas sempre mostrando para os estudantes e profissionais a importância de se ter um olhar amplo e humanizado sobre as pessoas. Quero mostrar que de nada vale conhecer as teorias se não houver empatia. É uma paixão que cresce cada vez mais”, afirma Gabriel.

Mas enquanto o sonho do magistério está em processo de construção, Gabriel atualmente trabalha como nutricionista realizando atendimentos em consultório.

Para a professora de Nutrição da Universidade de Fortaleza, Natália Carvalho, orientadora de Gabriel na época, foi singular ver a forma de como os estudantes de forma simples mas humanista desenvolveram uma solução para tratar a paciente. 

“Foi especial ver a forma empática do Gabriel e da sua dupla de estágio, o Lucas, ao desenvolverem a autonomia com pacientes e tornarem a nutrição acessível independente da renda e da escolaridade do usuário. Esse olhar holístico em relação ao usuário é essencial para que o nosso objetivo seja atingido e que cada um seja atendido de acordo com as suas particularidades”, pontua. 

Para conhecer a história do Gabriel nas redes sociais, o link é: https://www.instagram.com/p/B4M8PmwFMl7/

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.