angle-left Oficina de restauração reúne leitores na Bienal do Livro

Qua, 21 Agosto 2019 13:38

Oficina de restauração reúne leitores na Bienal do Livro

O evento aconteceu nesta segunda-feira, 19, no stand da Unifor. A oficina foi ministrada pelos restauradores dos acervos da Universidade.


A Oficina de Restauro e Conservação de Livros reuniu uma turma no stand da Unifor para discutir sobre formas de preservação de obras. Foto: Ares Soares.
A Oficina de Restauro e Conservação de Livros reuniu uma turma no stand da Unifor para discutir sobre formas de preservação de obras. Foto: Ares Soares.

A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará está agitando a programação cultural de Fortaleza. Durante o evento, a Universidade de Fortaleza tem promovido uma série de atividades para os amantes da literatura. Nesta segunda-feira, 19, a Oficina de Restauro e Conservação de Livros reuniu uma turma no stand da Unifor para discutir sobre formas de preservação de obras.

Os participantes receberam uma cartilha com 20 dicas de conservação, conheceram processos de restauração e os materiais que são utilizados. A oficina foi ministrada por Luiz Gerônimo Pereira e Francisco Gomes do Nascimento, os restauradores das obras da Biblioteca Central e dos Acervos Especiais da Unifor. Essa foi a segunda vez que a oficina sobre restauração foi ministrada, a primeira aconteceu no sábado, 17.

Maria Cecília Vieira, formada em Direito pela Unifor e aluna do Programa de Pós-Graduação em Direito, participou da oficina pela segunda vez. A conservação e restauração de livros sempre foi fascinante para Cecília, que acredita na área como uma possibilidade de futuro. “Eu achei incrível, até perguntei para eles como faço para me inscrever no curso de iniciação. É uma área que sempre me interessou, até para me inserir profissionalmente”, revela.

A oficina atraiu até visitantes que não são ávidos pela leitura. Maria Vitória Mesquita visitou a Bienal em busca de um livro que atraísse sua atenção e esteve presente no stand da Unifor, aproveitando os ensinamentos de Gerônimo e Gomes. “A gente aprende coisas que nem imaginava como aconteciam”, conta.

O minicurso ainda acontecerá nesta quarta-feira, 21. Os restauradores estarão no stand falando sobre conservação e respondendo as dúvidas dos participantes.

Restaurando cultura

Gerônimo e Gomes atuam na conservação dos acervos da Universidade. Os dois foram os responsáveis pela restauração da coleção do mecenas Ciccillo Matarazzo, primeiras obras a compor o Acervo Especial da Unifor.

A arte da restauração está presente na vida de Gerônimo há cerca 35 anos, a profissão está intrinsecamente ligada à sua história.  “Você dá vida à obras quase mortas para que a arte e a cultura continuem. Isso é maravilhoso”, afirma.

Gomes também tem uma forte ligação com os livros. Antes de atuar na Unifor, o restaurador  já trabalhava com encadernação. A restauração começou a fazer parte de sua vida quando trabalhou diretamente com o chanceler Airton Queiroz, conservando suas obras particulares. Há 32 anos como restaurador da Unifor, Gomes acredita que a conservação de livros, sejam com valor econômico ou sentimental, é importante para manter a cultura em uma era tão digital. 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.