angle-left Laboratório de Ciência de Dados e Inteligência Artificial reforça time de pesquisadores

Sex, 14 Fevereiro 2020 14:45

Laboratório de Ciência de Dados e Inteligência Artificial reforça time de pesquisadores

Os dois novos integrantes contribuem para formação de um time multidisciplinar.


Da esquerda para a direita: os pesquisadores Celso Sousa, Matheus Paixão, Luciano Gallegos e Erneson Oliveira (Foto: Ares Soares)
Da esquerda para a direita: os pesquisadores Celso Sousa, Matheus Paixão, Luciano Gallegos e Erneson Oliveira (Foto: Ares Soares)

O Laboratório de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Universidade de Fortaleza, criado em novembro do ano passado, ganha reforço na equipe de pesquisadores. O equipamento, ligado à Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (DPDI), tem como missão desenvolver pesquisa e inovação com excelência em ciência de dados e inteligência artificial, a partir de estudos e análises relacionados com problemas econômicos e sociais do estado e do país.

Além de Matheus Paixão e Erneson Oliveira, chegaram recentemente à equipe os pesquisadores Luciano Gallegos e Celso Sousa. Os dois novos integrantes contribuem para formação de um time multidisciplinar. Conheça a seguir o perfil de cada um deles.

Matheus Paixão

Natural do Rio de Janeiro, Matheus Paixão possui doutorado em Ciências da Computação na University College London (UCL). A pesquisa desenvolvida durante seu período do doutorado foi na interseção entre engenharia de software e inteligência artificial, dando ênfase na aplicação de ciência de dados, processamento de linguagem natural e análise de dados de processos e programas de software.

Matheus declara que sempre teve fascínio pela pesquisa. Foi ainda na faculdade que despertou o interesse em ser professor universitário.

“O Laboratório de Ciência de Dados e Inteligência Artificial consolida a Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e contribui para o crescimento da Universidade de Fortaleza no desenvolvimento de projetos de qualidade”, destaca.

Erneson Oliveira

Natural de Fortaleza, possui doutorado em Física pela Universidade Federal do Ceará (UFC), na área de sistemas complexos.

“Na Física, você entra e depois de um ano você já sabe exatamente se quer seguir na área de pesquisa ou não. Desde a metade da minha graduação, eu já sabia que queria a pesquisa. Foi um caminho linear”, comenta.

Na visão de Erneson, o LCDIA servirá como instrumento que investe na formação do aluno para integrá-lo no meio profissional de ciência de dados. Isso ocorrerá através do contato direto que ele terá com empresas, além do efeito colateral de firmar parceria com mais empresas para conseguir fazer inovação dentro da universidade.

O pesquisador acrescenta que a tendência da Universidade de Fortaleza é crescer cada vez mais na área de pesquisa e inovação, através de projetos desenvolvidos no novo laboratório.

Luciano Gallegos

Possui doutorado em Engenharia Elétrica pela Université de Rennes, França. Parte do seu doutorado foi feito na Eastern University, nos Estados Unidos, e o pós-doutorado em Ciências Sociais Computacionais pela University of Southern California, em Los Angeles.

O pesquisador ressalta que sempre teve interesse pela área de inteligência artificial. Por intermédio do seu orientador de mestrado, da área de ciências neurais, adquiriu afeição pela ciência de dados. “Ficava impressionado com sua capacidade de conseguir resolver problemas no mundo, de comportamento e no entendimento sobre o cotidiano das pessoas por intermédio dessas técnicas”, ressalta.

Atualmente, Luciano possui projeto de mobilidade urbana em parceria com o Centro Nacional de Desastres Naturais e Ambientais (Cemaden), que consiste no trabalho com modelos que possam ajudar pessoas com rotas de fuga em grandes centros urbanos.

“Acho que o LCDIA é uma iniciativa muito inovadora no Brasil. Nele, vejo uma oportunidade de desenvolvimento de projetos relevantes não só para a comunidade científica, mas também para a comunidade profissional”, acrescenta.

Celso Sousa

Natural de Belém, possui doutorado pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), um dos institutos pertencentes à Universidade de São Paulo (USP). A área de atuação do pesquisador é voltada para a classificação dos grafos, uma área de aprendizado de máquina.

O cientista possui projetos em parcerias com outras empresas, como é o caso da Santos Lab, empresa carioca em que desenvolveu projetos na área do agronegócio. O projeto consistia no reconhecimento de nematóides, vermes que atacam raízes de plantas. Nele, o pesquisador utilizou algumas técnicas de visão computacional para reconhecer as imagens, desenvolvendo um algoritmo que conseguia classificá-las de forma mais eficiente, dessa forma, reduzindo os custos da empresa.

Para Celso, o LCDIA é uma oportunidade para que possa colaborar com outras empresas na realização de projetos, estudos e pesquisas.

Sobre o LCDIA

O Laboratório de Ciência dos Dados e Inteligência Artificial (LCDIA) da Universidade de Fortaleza, em funcionamento no Parque Tecnológico Unifor desde novembro de  2019, tem o objetivo de desenvolver pesquisa e inovação com excelência em ciência de dados e inteligência artificial, bem como proceder estudos e análises relacionados com problemas econômicos e sociais do estado e do país. O LCDIA pretende formar pessoas com competências típicas da ciência dos dados e da inteligência artificial, além de colaborar, a partir de parcerias com instituições públicas ou entidades privadas, na realização de projetos, estudos e pesquisas na área.

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