angle-left Uma universidade sob o signo da Ciência

Seg, 16 Novembro 2020 14:29

Uma universidade sob o signo da Ciência

Em artigo, o professor Vasco Furtado, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza, fala sobre a produção do conhecimento a partir do incentivo à pesquisa


Vasco Furtado é diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza. (Foto: Ares Soares)
Vasco Furtado é diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza. (Foto: Ares Soares)

Produzir conhecimento é uma das missões de uma universidade. Seja nas salas de aula, nos laboratórios ou nos auditórios, o saber se materializa das mais diversas formas na rotina universitária e dele brota o otimismo para a construção de uma sociedade melhor.

Na área médica, tecnológica ou social, a produção científica desenha, gradativamente, novos horizontes para a humanidade por meio de descobertas que impactam. Ao longo das suas quase cinco décadas de existência, a Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, colabora para o desenvolvimento do Ceará não só por meio do ensino, da capacitação profissional e da responsabilidade social, mas também pelo avanço do conhecimento em diferentes campos dos saberes teórico e aplicado.

A pesquisa é um dos três pilares da instituição e está distribuída nos quatro centros de conhecimento seja em seus cursos de graduação como nos de pós-graduação. Atualmente, cerca de 600 projetos são realizados nas áreas de Comunicação e Gestão, Jurídica, Saúde e Tecnologia. As pesquisas mobilizam o trabalho de pesquisadores seniores e iniciantes articulados em 31 grupos vinculados a aproximadamente 900 linhas de pesquisa que acolhem estudos sobre os diversos e complexos fenômenos que compõem a vida moderna.

Essas pesquisas têm se notabilizado por atingirem um público global. Isso tem sido conseguido devido a uma política agressiva de internacionalização. Desde o apoio à formação de seus professores em centros de excelência internacional ao estabelecimento de parcerias com instituições de referência como Massachussets Institute of Technology (MIT), Columbia University e Harvard University, para nomear algumas.

Ressalte-se o recém-criado Programa Unifor Fellowship, que promove a aproximação de pesquisadores de renome internacional às pesquisas desenvolvidas na Unifor. Os mais de 400 professores doutores recebem várias formas de apoio para desenvolverem atividades científicas na instituição. Dentre as quais destacam-se: o fomento à pesquisa para fortalecer grupos de pesquisa e incentivar publicação de alto impacto. Um exemplo recente disso foi a atuação determinante da Unifor no grupo de trabalho de criação e desenvolvimento do Capacete Elmo para prover suporte à respiração não-invasiva a pacientes com Covid.

Por meio de editais que fazem chamamento aos pesquisadores, a Universidade apoia a pesquisa científica e a inovação financiando projetos de pesquisa. Em especial, busca-se fomentar a pesquisa multidisciplinar que envolva a interação entre professores inseridos em programas de pós-graduação stricto sensu desta Instituição de Ensino com os outros professores doutores da Unifor que ainda não fazem parte deste tipo de programa. Os alunos também são incentivados a participar das atividades científicas e concorrem a bolsas do Programa de Iniciação Científica (Probic) com recursos destinados pela Fundação Edson Queiroz.

Além do fomento ao desenvolvimento da pesquisa, a Unifor criou um programa inovador de premiação à produtividade dos pesquisadores. Esse programa visa estimular a produção acadêmica de seus professores, mediante a concessão de um prêmio anual àqueles que alcançarem as metas da política de pesquisa da Universidade como a publicação de artigos científicos em periódicos de alto impacto ou desenvolver projetos em parceria com empresas e governos.

A excelência das pesquisas realizadas na instituição não se mede apenas pelos resultados apresentados, mas também pelos protocolos de investigação que asseguram as boas práticas e a ética no trabalho científico. Nesse sentido, foram criados, respectivamente, em 2001 e 2009, o Comitê de Ética em Pesquisa e a Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA). O Comitê de Ética, particularmente, está registrado junto ao Ministério da Saúde para garantir o compromisso com os princípios morais vigentes nas investigações com seres humanos.

As ações de todos os atores que fazem o ecossistema de pesquisa e inovação são coordenadas pela Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (DPDI), criada com a finalidade de fomentar a pesquisa e sua aplicabilidade na sociedade. Os resultados e produtos das pesquisas científicas colaboram tanto para o aprimoramento do ensino na própria instituição quanto impactam o público externo por meio de processos, produtos e ações inovadoras, contribuindo, assim, para a construção de uma reputação exemplar da universidade junto ao meio científico regional e nacional.

A Unifor estimula o desenvolvimento de pesquisas e sua aplicabilidade por meio de diferentes grupos, laboratórios e programas. Destacam-se:

  • Laboratório de Inovação (Innolab)
  • Laboratório de Pesquisa e Inovação em Cidades (Lapin)
  • Programa de Integração Acadêmica
  • Laboratório de Engenharia do Conhecimento (LEC)
  • Laboratório de Inovação e Prototipagem (LIP)
  • Laboratório de Refrigeração e Condicionamento de Ar (LRCA)
  • Laboratório de Estudos dos Usuários e da Qualidade de Uso de Sistemas (LUQS)
  • Laboratório de Ciência de Dados e Inteligência Artificial (LCDIA)
  • Núcleo de Tecnologia de Combustão (NTC)
  • Núcleo de Biologia Experimental (NUBEX)

Todas essas iniciativas refletem o potencial científico da Universidade de Fortaleza e denotam seu compromisso em conduzir experimentos que identifiquem, expliquem e transformem a realidade cearense e nacional, com vistas sempre à melhoria da qualidade de vida coletiva.

Vasco Furtado
Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza