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Ter, 15 Setembro 2020 15:37

Adoção responsável: confira dicas para receber um novo pet em casa

Médica veterinária orienta sobre os cuidados que devem ser tomados para manter a qualidade de vida dos animais de estimação


Com a adoção responsável, cães e gatos têm sua qualidade de vida assegurada pelos tutores (Foto: Getty Images)
Com a adoção responsável, cães e gatos têm sua qualidade de vida assegurada pelos tutores (Foto: Getty Images)

Os efeitos da pandemia causada pelo novo coronavírus registram alta estatística no número de abandono de animais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), só no Brasil existiam 30 milhões de animais abandonados, sendo cerca de 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães, antes da pandemia. Com a chegada da crise sanitária, esse número preocupante cresceu.  

De acordo com a médica veterinária Marília Taumaturgo, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz, “as pessoas ficaram temerosas porque houve muitas notícias falsas de que os animais poderiam passar a doença. Na verdade, não se sabia muito sobre a doença no começo e por isso ficou um receio. Então, as pessoas que tinham mais medo, que eram do grupo de risco ou que tinham menos amor, terminaram abandonando esses animais”, explica. 

Em contrapartida, crescem as adoções dos pets que ocupam ONGs, lares temporários ou mesmo vivem nas ruas. As redes sociais, por exemplo, têm sido fortes aliadas na campanha de conscientização contra o abandono e no estímulo à adoção responsável por parte dos tutores. Por meio delas, diversos bichinhos resgatados podem encontrar adotantes dispostos a compartilhar um lar e oferecer afeto. 

“Tem ocorrido uma conscientização maior da adoção, mas esse aumento está acontecendo nessa fase de agora, em que as pessoas estão saindo mais das suas casas e a rotina está voltando devagar. Acredito que a gente vá ter um aumento maior da adoção porque a vida começa a voltar ao normal, não em sua totalidade, mas as pessoas agora já se veem com um animalzinho novo em casa”, observa a veterinária.  

Cuidar com amor é essencial 

Para realizar uma adoção é preciso considerar diversos fatores pessoais e também de infraestrutura. O espaço físico é um deles. “Nós temos animais de tamanhos diferentes, raças diferentes e características comportamentais diferentes”, ressalta Marília Taumaturgo. 

A veterinária alerta ainda sobre a importância da reflexão na hora de se tornar tutor de um animal. “Acima de tudo, na hora de adotar, é saber o que eu posso oferecer para esse animal e o que eu espero dele. ‘Eu quero guarda?’, ‘Eu quero companhia?’, ‘Eu moro em apartamento?’, ‘Meu apartamento é pequeno?’, ‘Eu tenho condição de levar meu animal uma vez no mês para um banho e tosa?’. Esses fatores têm que estar na hora em que você vai adotar um animal porque ele vai permanecer com você por pelo menos doze anos”, destaca.

Preparar a casa para a chegada do novo amigo proporciona um momento de prazer e demonstra o interesse pela promoção do bem-estar do pet. Pensar o local em que o animal vai dormir e fazer suas necessidades fisiológicas faz parte da nova dinâmica que estará presente no dia a dia. “Serve para o animal conseguir entender e se educar. É um momento ímpar ir comprar as coisinhas para recebê-lo. Você compra a casinha, compra o comedouro, o bebedouro. É uma emoção! É como receber uma pessoa que você quer receber com carinho. Você prepara aquele ambiente para receber um ser que trará muita alegria!”, afirma Marília.

A saúde dos bichinhos requer assistência periódica com profissionais especializados no assunto. Além disso, a prevenção contra doenças também deve ocorrer de forma regular por meio da vacinação. “A vacinação é fundamental. Idas ao médico veterinário uma vez ao ano para fazer um check-up. Dentro desses exames, os medicamentos para verminoses e uma avaliação do estado geral desse animal e verificar se você está dando a alimentação ideal, se o animal está tendo o que é necessário”, esclarece a veterinária. 

A especialista reitera a importância de ficar atento ao estado de saúde do pet por meio do acompanhamento adequado: “os animais não são crianças, eles são seres diferentes, eles têm necessidades diferentes e o médico veterinário é o único profissional capacitado para verificar o estado de saúde do animal”.  

Ela explica ainda que, caso o animal venha a apresentar algum sintoma de doença ou mudança comportamental, a visita ao veterinário deve ser adiantada. “Se o animal apresenta algum sinal de que aquilo pode ser reflexo de um processo de doença é fundamental levar ao veterinário o mais rápido possível para que ele tenha mais chance de restabelecer a sua saúde”, finaliza. 

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A Universidade de Fortaleza possui um curso de Medicina Veterinária completo. A carreira possui vasta área de atuação como saúde única, vigilância sanitária, bem-estar animal, produção, inspeção e tecnologia de produtos de origem animal, clínica e cirurgia de animais de pequeno e grande porte, agronegócio, áreas emergentes e outras. 

Para capacitar os alunos em todas essas áreas, o curso da Unifor desenvolve competências técnico-científicas em uma postura ética que preza pelo exercício da profissão em todos os seus campos de atuação.

Um dos principais diferenciais da graduação é o Laboratório de Habilidades em Veterinária, que oferece uma moderna estrutura constituída por salas apropriadas ao estudo e compreensão da atividade diária do médico veterinário

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