angle-left Diante da pandemia da Covid-19, médicos do NAMI orientam pacientes a distância

Sex, 27 Março 2020 13:40

Diante da pandemia da Covid-19, médicos do NAMI orientam pacientes a distância

Ação tem como objetivo conscientizar sobre medidas de prevenção à doença e acompanhar pessoas que necessitam de acompanhamento rotineiro.


O time de docentes do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza iniciou, na semana passada, uma nova rotina de atendimento aos pacientes do Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI). Trata-se de um sistema de atendimento remoto, como recomenda o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC) em sua nota referente à crise sanitária causada pelos casos registrados de Covid-19, doença decorrente do contágio do novo coronavírus.

De acordo com a professora Maria Veronica de Carvalho, pneumologista, uma das importâncias da ação, que ocorre com o uso de dispositivos telefônicos, é garantir que os pacientes deem a devida atenção às medidas de cuidado necessárias ao momento atual. “[Além do atendimento,] informamos todos os recursos que a Secretaria de Saúde do Estado e da Prefeitura têm oferecido para minimizar a disseminação do coronavírus. Quando os pacientes escutam que é o médico que está falando, eles dão mais credibilidade; o paciente tem uma confiança muito grande no seu médico [...]. Tem sido uma experiência singular, em que cada um vai fazendo o que é possível”, explica Veronica, que foi responsável por desempenhar a experiência piloto do projeto. “Pedimos aos pacientes que também sejam uma fonte de propagação desse conhecimento. [...] O que a gente puder fazer, mesmo que sejam coisas simples, mas que tenham o poder de chegar até o paciente, eu acredito que vale a pena”, complementa a médica sobre o processo.

O novo sistema de acompanhamento a distância contempla quase todas as especialidades médicas do NAMI. É importante ressaltar que, apesar de não ser um núcleo emergencial, a instituição atende muitos pacientes com condições crônicas: “A maioria dos nossos pacientes são de consultas especializadas - ou seja, não necessariamente emergenciais, mas cuja condição clínica pode requerer um acompanhamento [fibromialgia, hipertensão ou artrite reumatoide, por exemplo]. Cancelar as consultas de pessoas com condições crônicas que estão na esperança de um atendimento nos deixou tensos. São indivíduos que também não podemos expor ao risco de vir para uma consulta presencial nesse momento da pandemia”, explica a docente Aline Veras, que também faz parte do time de médicos envolvidos na nova força-tarefa. “Com o novo método, a gente protege o profissional, que não vai estar exposto no ambiente de atendimento, reduzimos o risco do paciente, pois não fazemos ele se deslocar até o NAMI num contexto de crise, e também não o deixamos desassistido”, destaca a profissional. 

Ainda que o atendimento remoto seja uma possibilidade viável, cada caso será analisado individualmente. As pessoas identificadas com um quadro de maior gravidade serão orientadas a realizar consulta presencial ou receberão prioridade quando a lista de reagendamentos for iniciada. 

Para essa triagem, os médicos receberão rotineiramente uma lista com os pacientes que teriam retorno ao longo do mês e também os seus respectivos prontuários. Todos serão contactados, orientados sobre a prevenção ao coronavírus e atendidos. Com o prontuário em mãos, o profissional terá controle do acompanhamento prévio da situação, e aquilo que puder ser visto à distância será resolvido. Caso a apresentação de exames seja necessária, é solicitado que o paciente leia o documento de resultado ou então o fotografe e mande para um celular institucional. O médico avaliará os dados e, se for preciso, irá receitar a medicação. 

“Os professores do curso de Medicina da Unifor têm se dedicado a essa tarefa de uma maneira muito bonita, demonstrando respeito com seus pacientes e um senso de saúde pública muito forte”, conclui Aline Veras. Sua fala traz luz não só à minuciosidade da operação, mas à humanidade e à responsabilidade dos profissionais do NAMI.

Unifor – medidas preventivas quanto ao coronavírus

Em nota oficial publicada no dia 16 de março, a Universidade de Fortaleza, guiada pelas orientações do Ministério da Saúde, declarou suspensão temporária das aulas presenciais até o dia 31 de março de 2020. Os eventos extracurriculares que aconteceriam no campus durante todo o mês já haviam sido previamente cancelados. Orientações diversas sobre a interrupção do funcionamento da instituição e medidas preventivas ao COVID-19 estão sendo divulgadas nas mídias sociais da Universidade e no portal www.unifor.br/coronavirus.www.unifor.br/coronavirus.