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Seg, 8 Outubro 2018 11:33

Entrevista Nota 10: Dionne Rolim fala sobre a internacionalização em expansão

Doutora em Ciências Médicas pela UFC, Dionne Bezerra Rolim é docente da Pós-graduação em Ciências Médicas e da graduação em Medicina da Unifor (Foto: Ares Soares)
Doutora em Ciências Médicas pela UFC, Dionne Bezerra Rolim é docente da Pós-graduação em Ciências Médicas e da graduação em Medicina da Unifor (Foto: Ares Soares)

A Universidade de Fortaleza é a segunda instituição de ensino superior particular das regiões Norte e Nordeste melhor avaliada pelo Ranking Universitário Folha no quesito Internacionalização.

A avaliação leva em consideração as citações internacionais de trabalhos de docentes da Unifor e a publicação de artigos desses docentes em parceria com pesquisadores estrangeiros. Em relação ao RUF de 2017, a Unifor subiu quatro posições, passando do 6º para o 2º lugar.

Na entrevista a seguir, Dionne Bezerra Rolim, professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas e do curso de Medicina da Unifor e do curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece), destaca a importância da internacionalização para a Universidade e os seus docentes.

Doutora em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC), a professora Dionne atua na área de doenças infecciosas e epidemiologia, com ênfase em doenças emergentes, saúde e ambiente e doenças tropicais. Recentemente, ela teve artigo publicado na revista Nature Microbiology, uma das mais conceituadas da área.

Como a srª avalia a importância da internacionalização para a Unifor e para os seus docentes?

DIONNE ROLIM: A internacionalização da Universidade é um meio de contribuir para o desenvolvimento da educação superior com aprimoramento do ensino e da pesquisa e consequente retorno à sociedade. Em relação ao corpo docente, ela também potencializa sua atuação no cenário internacional ao permitir a ampliação de sua produção educacional, científica e cultural e a integração de suas atividades acadêmicas. Essas ações docentes também repercutirão socialmente.

De que trata o seu artigo? Qual a repercussão que ele teve com a publicação internacional?

DIONNE ROLIM: O artigo produzido discute a estimativa de distribuição mundial da melioidose, uma doença negligenciada e pouco conhecida globalmente. A doença ocorre no Brasil, mas não recebe atenção por parte das autoridades de saúde. Já se passaram 15 anos desde a confirmação dos primeiros casos no Ceará. O artigo repercutiu ao mostrar que o país é considerado endêmico e que a doença não está sendo detectada. A distribuição não é restrita ao Ceará, a melioidose ocorre provavelmente em toda região tropical do Brasil. Essa conscientização é primordial para que tenhamos políticas públicas adequadas ao seu enfrentamento. A publicação evidencia de forma científica a presença da doença aqui e necessidade de sua inclusão e discussão uma vez que apresenta elevada letalidade e impacto social.

Qual a receptividade das instituições internacionais aos trabalhos brasileiros?

DIONNE ROLIM: A receptividade aos trabalhos brasileiros é boa, desde que sejam bem desenvolvidos. Aqui então se observa a necessidade de boas condições para a produção acadêmica e científica. Temos dificuldades para a produção de bons trabalhos uma vez que requerem investimento financeiro e elevada organização para que sejam bem elaborados.

Como a srª avalia a participação dos pesquisadores cearenses na internacionalização?

DIONNE ROLIM: Penso que o envolvimento de pesquisadores cearenses na internacionalização encontra-se em expansão. Observa-se uma melhor conscientização da importância da internacionalização das instituições de ensino superior, bem como a tendência ao abandono da visão de que seremos explorados, do país ainda como colônia como prevaleceu por muito tempo, principalmente em relação à pesquisa. Há ainda melhor compreensão que a internacionalização não se restringe somente a mobilidade de estudantes e professores.

O que precisa ser feito para melhorar essa participação?

DIONNE ROLIM: Apesar do avanço, há necessidade de discussão e sensibilização permanente de toda comunidade acadêmica e o aperfeiçoamento de planos e estratégias para toda a Universidade, compreendendo a graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão. Destaco, particularmente a necessidade de fomento à pesquisa e estabelecimento de parcerias internacionais bem consolidadas para que possamos avançar cada vez mais.
 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.