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Seg, 28 Janeiro 2019 11:01

Entrevista Nota 10: Professora Caroline Mourão fala sobre o mercado farmacêutico

Caroline Mourão, coordenadora do curso de Farmácia da Unifor. (Foto: Ares Soares)
Caroline Mourão, coordenadora do curso de Farmácia da Unifor. (Foto: Ares Soares)

O curso de Farmácia da Unifor, criado em 1998, nasceu para suprir a carência de profissionais farmacêuticos no Ceará. A então professora Fátima Veras, hoje reitora da Unifor, foi responsável pela implantação do curso, que, além de contribuir para o incremento da oferta de farmacêuticos, aperfeiçoou o nível de capacitação dos profissionais.

Atualmente, o curso de Farmácia da Unifor é o melhor avaliado no Norte e Nordeste do Brasil entre as universidades privadas, segundo o Ranking Universitário Folha, principal referência em avaliação da educação superior no Brasil

A coordenadora Caroline Mourão destaca o elevado índice de empregabilidade do curso: “Hoje, 97% dos alunos concluem a graduação empregados. Isso é resultado da nossa busca diária pela adequação do curso ao mercado de trabalho, construindo uma graduação atualizada e apta a formar excelentes profissionais”.

Em entrevista a seguir, a professora destaca um pouco da história do curso e a expectativa para o futuro da profissão de farmacêutico.

Como foi o começo do curso e as principais dificuldades em implantar o curso de Farmácia na Unifor?
O curso foi muito bem planejado e, desde sua implantação, houve grande investimento em infraestrutura em laboratórios de ponta, tanto para conhecimentos gerais, quanto para conhecimentos específicos. Vale ressaltar também o investimento na qualidade de ensino e formação de estudantes reconhecidos pelo mercado de trabalho e a composição do corpo docente por professores mestres e doutores.

Na época da criação do curso, quais eram as principais necessidades do mercado e as exigências de um profissional recém-formado de farmácia?
Antigamente, o profissional farmacêutico era direcionado predominantemente ao setor de medicamentos, mas o mercado de farmácia está em constante mudança. Com toda certeza, o que era ensinado há 19 anos já não é minimamente suficiente para formar um bom profissional hoje. Com isso, nós estamos sempre fazendo um acompanhamento curricular, buscando sempre coisas novas para deixar o curso competitivo e atualizado de acordo com as exigências do mercado.

Quais foram os principais desenvolvimentos que o curso teve ao longo dos anos?
O destaque maior é a integração dos conteúdos, onde se busca trazer para a sala de aula cenários reais da profissão, em todas as suas áreas de atuação, para discussão com os alunos, aproximando-os dos cenários de prática e tornando-os protagonistas em sua formação. 

Atualmente, como é o reconhecimento da qualidade do curso no mercado?
O reconhecimento é muito bom. A gente tem a Unifor como a mais conceituada do Estado e das regiões Norte e Nordeste entre as universidades privadas do país, segundo o Ranking Universitário Folha (RUF) deste ano. 

Quais as principais demandas da profissão hoje?
O que está em bastante ascensão atualmente na profissão são os cuidados farmacêuticos, que é o farmacêutico bem próximo do paciente, auxiliando na sua farmacoterapia. É uma área que está sendo bastante discutida. Outra demanda importante da profissão é a prescrição farmacêutica. No entanto, vale destacar, o papel do farmacêutico na indústria, farmácia de manipulação, desenvolvimento de pesquisa e análises clínicas. Áreas de atuação em ascensão e em evidência na profissão.

Quais são as principais competências e habilidades que estão sendo cobradas pelo mercado de um recém-formado?
São as competências para atuar no Cuidado em Saúde, Tecnologia e Inovação em Saúde e Gestão de Serviços de Saúde. A preparação tem a característica de desenvolver essas competências para formar um profissional de destaque no mercado de trabalho. Nós nos orgulhamos de um indicador bastante interessante que é o indicador de empregabilidade: mais de 98% dos alunos recém-formados estão empregados. Cerca de 2% estão exercendo residência médica ou mestrado.

Quais as principais tendências do mercado farmacêutico?
Existe uma grande tendência do mercado pela Inovação e Tecnologia, Gestão em Saúde e Cuidados Farmacêuticos. 

Quais os principais planos do curso para manter-se sempre entre os mais qualificados?
O nosso plano maior é a realização de acompanhamento curricular permanente, onde é realizada análise rigorosa nos materiais didáticos e avaliações oferecidas aos alunos. Os materiais devem ser contextualizados com cenários reais da prática profissional, para que o aluno apresente uma aprendizagem significativa. 

Molde de máscara caseira

Molde da máscara

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Como fazer uma máscara caseira - passo 1

Passo 1

Recorte o tamanho mais adequado entre os modelos ao lado e prenda-o ao tecido com um alfinete. Corte o tecido usando o papel como guia. Repita o processo para ter quatro peças iguais

Como fazer uma máscara caseira - passo 2

Passo 2

Sobreponha duas peças, com a face que ficará exposta voltada para dentro. Costure a lateral e repita o processo com as outras duas peças. Faça os pontos próximos e arremate com nó nas extremidades. Use uma máquina de costura se tiver à disposição.

Como fazer uma máscara caseira - passo 3

Passo 3

Abra uma das peças, deixando a costura e a face que ficará escondida para baixo.

Como fazer uma máscara caseira - passo 4

Passo 4

Fixe as fitas nas extremidades usando um alfinete, deixando uma pequena sobra para fora. As fitas devem ficar “apontadas” para o centro. Se preferir, é possível usar um elástico no lugar das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 5

Passo 5

Sobreponha a outra peça costurada por cima, com a costura e o lado que ficará escondido para fora. Se tiver à disposição um material hidrofóbico, como TNT, acrescente mais uma camada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 6

Passo 6

Costure as duas peças, deixando um pequeno vão aberto em uma das laterias para a passagem das fitas. Para melhorar a vedação sobre o nariz, insira um arame sob um tira de tecido costurada.

Como fazer uma máscara caseira - passo 7

Passo 7

Puxe as fitas pelo vão para virar a máscara do avesso, expondo o lado principal para fora e escondendo as costuras.

Como fazer uma máscara caseira - passo 8

Passo 8

Finalize costurando o buraco que ficou aberto para passagem das fitas.

Como fazer uma máscara caseira - passo 9

Passo 9

Amarre as fitas atrás da cabeça. Ao colocar a máscara, certifique-se de que o nariz, a boca e o queixo estão cobertos. Para crianças, considere fazer desenhos ou usar estampas lúdicas.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 1

Cuidados especiais

Não deixe a máscara ficar úmida, pois isso irá facilitar a passagem do vírus e proliferação de bactérias. Lave a máscara após cada uso ou a cada duas horas. Dê preferência à água quente e detergente. Seque à luz do sol.

Cuidados especiais com a máscara caseira - dica 2

Uso individual

As máscaras são de uso individual e não familiar. Tenha várias para sempre ter uma limpa enquanto as outras estão sendo lavadas ou secando. Não toque a máscara durante o uso. Se tocar, lave imediatamente as mãos.

A diretriz da OMS está baseada, em parte, na preocupação de que o consumo desenfreado de máscaras pela população em geral provoque a falta do produto para quem mais precisa. Ou seja, a ideia é priorizar o uso onde ele é mais importante, seja reduzindo a propagação do vírus por pessoas que já estão infectadas ou protegendo aquelas que estão muito expostas.

As lacunas não respondidas já começam a ser debatidas. Uma delas, é a impossibilidade de se identificar pessoas infectadas mas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nunca os desenvolverão mas que mesmo assim transmitem a doença.

Propagação pode ser reduzida

No Brasil, pessoas com sintomas leves de coronavírus, como coriza e febre baixa, não fazem teste para Covid-19 e, consequentemente, também não são orientadas a usar máscara para proteger familiares. E mesmo as que fazem os exames precisam esperar dias para saber se estão infectadas ou não.

A propagação do vírus por essas pessoas poderia ser reduzida se toda a população usasse máscaras. Jornais americanos, como o New York Times e o Washington Post, e o britânico The Guardian já defendem o uso de máscaras por toda a população e estão ensinando seus leitores a fabricar suas próprias máscaras em casa.

A solução "faça você mesmo" é interessante porque impede que uma corrida desenfreada à farmácias cause uma crise de oferta e permite o acesso geral à proteção, visto que no Brasil já é praticamente impossível encontrar o produto à venda.

Redução de microrganismos expelidos

Dois estudos publicados em revistas científicas atestam a eficácias de máscaras caseiras na proteção contra a gripe, que é transmitida de forma muito semelhante ao vírus da Covid-19 . Elas não protegem tão bem quanto uma máscara cirúrgica comum, e menos ainda que a N95, mas não ficam muito atrás.

Um dos estudos, produzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, atesta que máscaras caseiras reduzem significativamente o número de microrganismos expelidos, embora uma máscara cirúrgica seja três vezes mais eficiente em bloquear transmissões.

O estudo também atesta diferentes graus de proteção dependendo do material utilizado. Toalhas de cozinha e saco de aspirador são mais eficientes, mas dificultam a respiração. O mais indicado é usar tecidos de algodão, como o de camisetas ou de roupas de cama. Quanto mais densa a malha, melhor.

Outro estudo, financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda, atesta que máscaras caseiras oferecem proteção significativa, embora menos eficientes que máscaras cirúrgicas. O estudo também destaca que elas não sofrem de escassez de fornecimento, nem precisam de recursos adicionais para serem produzidas em larga escala.

Fonte: Folha de São Paulo.