angle-left Realizadoras cearenses produzem curta-metragem sobre a libertação do corpo feminino

Qui, 23 Maio 2019 17:10

Realizadoras cearenses produzem curta-metragem sobre a libertação do corpo feminino

“A Fome Que Devora o Coração” é um projeto idealizado por Raiane Ferreira, egressa da Unifor, com equipe 100% feminina


"A Fome Que Devora o Coração". Foto: Daniela Duarte.

A partir da problemática sobre a representação da mulher no cinema, Raiane Ferreira, egressa do curso de Cinema e Audiovisual da Unifor, idealizou o projeto “A Fome Que Devora o Coração”. Uma iniciativa que consiste na produção de um curta-metragem sobre o prazer e a libertação do corpo feminino, com uma equipe totalmente composta por mulheres. A ideia é explorar o tema, partindo das questões do corpo como elemento sócio-político.

A história gira em torno de Vânia, uma mulher adulta e independente. Ela não tem marido, nem filhos, mas, de acordo com Raiane - que assina, também, a direção e o roteiro do curta - “está condicionada a certas coisas”. A personagem se contenta com pequenas formas de prazer, movida pela influência de uma figura mística. Aos poucos, começa a agir de maneira impulsiva e isso a faz explorar as outras formas de prazer: o seu corpo.

O filme, segundo a diretora, será uma ficção, que mistura drama, horror e realismo fantástico, com características do terror. A união desses gêneros cinematográficos busca retratar o mundo sob uma perspectiva diferente, lembrando as questões sensoriais para falar do corpo feminino. “O curta traz a ideia de ritos, de descontrole e de libertação, indo contra tabus e rotulações impostos à figura feminina. Além disso, envolve o místico e o psicológico para tocar questões do íntimo da personagem. O projeto quer trazer essa personagem, essa mulher, de uma forma honesta”, enfatiza.

O cinema como lugar de pensamento do feminino: “a principal motivação é a investigação do feminino na tela, de como trazer essa mulher sem que ela esteja ligada a uma figura masculina. O objetivo, também, é trazer os três olhares numa perspectiva feminina, que é o olhar da câmera, o olhar do espectador e o do personagem. Então, o diferencial é trazer uma equipe feminina que vai retratar a história dessa personagem, para um público feminino” - explica Raiane Ferreira, idealizadora de “A Fome Que Devora o Coração”.

Para Raiane, a arte é um importante instrumento de libertação e participação social das mulheres, na luta pela igualdade de gênero. O curta-metragem, cujo os testes de elenco já começaram, conta com cerca de treze realizadoras na equipe. Estão, também: Marseille Carvalho na Assistência de Direção; Esther Arruda e Daniela Duarte na Produção; Lara Frota como continuísta; Gabriela Nogueira na Direção de Arte e Rainah Alves como Assistente de Arte; Isabel Mapurunga na Maquiagem; Vitória Ader na Direção de Fotografia e Alian Minerva como Assistente de Fotografia; Letícia Belo na Direção de Som; e, na edição, Alexia Holanda.

Com o objetivo de angariar fundos para a realização do curta-metragem, os interessados em apoiá-lo podem colaborar por meio da plataforma Catarse. A equipe do projeto encabeçou uma campanha on-line de arrecadação para quem se identificar e acreditar na história.

Serviço

Projeto “A Fome Que Devora o Coração”
Direção: Raiane Ferreira
Facebook: A fome que devora o coracao
Instagram: @afomequedevoraocoracao
Link para colaboração: raiane.cferreira@unifor.br